Consórcio de Libra lança licitação para duas plataformas de perfuração

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O consórcio de Libra lançou na semana passada licitação para afretamento de duas sondas de águas profundas para o campo de Mero. A data de entrega de propostas é 2 de agosto. A surpresa do processo ficou por conta do prazo de entrada em operação das unidades, fixado para dezembro de 2019 e não escalonado a partir de julho deste ano.

O mercado previa o contrato para julho já que os contratos da Seadrill da West Carina e West Tellus, sondas que operam dedicadas ao projeto, vencem em junho de 2018 e junho de 2019, respectivamente.

A oferta de unidades está limitada a semissubmersíveis e navios-sonda, não incluindo monocolunas. As duas sondas terão que ser equipadas com secador de cascalho, sendo que uma das unidades terá que ter sistema de gerenciamento de pressão (MPD).

Uma das sondas ficará afretada pelo prazo de um ano e meio, enquanto a outra irá operar por dois anos. As unidades irão atuar prioritariamente na campanha de perfuração dos poços de desenvolvimento.

Entre as empresas convidadas estão a Seadrill, Maersk, Pacific Drilling, Ocean Rig, Diamond e Queiroz Galvão Óleo & Gás. O consórcio de Libra manteve a mesma posição da Petrobras na licitação das sondas ancoradas, deixando de fora a Transocean, Petroserv e Ensco.

A Transocean está temporariamente excluída da lista de empresas convidadas em razão de um acidente com uma de suas sondas afretadas à petroleira brasileira no exterior. Já a Ensco e a Petroserv não estão sendo chamadas devido a processos de arbitragem internacional e ação judicial que questionam a rescisão antecipada de seus contratos com a Petrobras.

Alteração de plano

A mudança na data de entrada em operação das sondas foi ocasionada pelo atraso dos dois primeiros sistemas definitivos do campo (Mero I e II), remanejados de 2020 e 2021, para 2021 e 2022, respectivamente. Com a alteração no cronograma, o consórcio terá mais tempo para perfurar os poços de desenvolvimento.

Na prática, sob esse novo arranjo, Libra atravessará parte dos anos de 2018 e 2019 apenas com a West Tellus, ficando cerca de seis meses sem atividade de perfuração. As apostas são de que a o consórcio opte por deixar a Tellus operando nos últimos meses de seu contrato em atividade exploratória.

Até o momento, já foram perfurados 12 poços na área de Libra. As sondas West Carina e West Tellus devem perfurar juntas cerca de quatro a seis poços até o fim de seus contratos.

Fonte: Brasil Energia

Por Redação 

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  1. Esperamos que a iniciativa possa contagiar todos os possíveis investidores e alavancar o processo de investimentos pesados no país.

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