Hoje é um dia importante para a Statoil, a maior companhia da Noruega. Será retirada a referência a “oil” do nome da empresa, marcando a nova fase da estatal que agora diversifica seus negócios para as energias renováveis, alinhando-se desde já com as mudancas em curso na matriz energética mundial.

Nas novas diretivas da empresa, que já utilizava o antigo nome há 46 anos e que agora passa a se chamar Equinor, está um plano de investimentos de até 20% ao ano em novas soluções para energia até 2030, com projetos em energia fotovoltaica (solar), mas com um grande foco na energia éolica offshore.

A mudança de nome anda gerando polêmica nos bastidores. A empresa afirma que a mudança se trata de um alinhamento ao novo cenário energético mundial, não somente por consciência própria, mas também pelos compromissos assumidos pela indústria em geral após o Acordo de Paris, em 2016. Neste novo cenário, o core business da empresa deve ser mais focado no meio ambiente e buscar por soluções energéticas mais limpas. Quando a empresa atua modificandoo seu branding, excluindo qualquer referência a “oil”, ela afasta um possível desvantagem em relação às suas concorrentes. Já outros especulam que a mudança de nome, algo bastante comum para empresas que estiveram envolvidas em grandes problemas, seria mais para afastar um pouco a pressão dos ambientalistas na Noruega e no mundo, mas achamos ser muito difícil ser este o caso, já que a empresa tem hoje uma das melhores reputações entre as empresas de energia no mundo, se não a melhor.

Em declaração à Agência Reuters, Eldar Saetre, CEO da empresa, disse que um nome que contém uma referência a “oil” não é o melhor para se utilizar nos próximos 50 anos e que o novo nome atrai mais os novos talentos, criando a possibilidade de que sejam mostrados outros aspectos dos negócios da Statoil.

Por Rodrigo Cintra

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