De acordo com informações divulgadas hoje, a Maersk está bastante otimista com a reestruturação de seus negócios e a concretização da venda da Maersk Drilling e Maersk Supply Service até o final deste ano, ainda mais agora com as novas condições de Mercado e o barril de petróleo já na casa dos US$ 80.

O Grupo decidiu focar em seu core business, que é o que cuida de Transportes e Logística, e se capitalizar pela venda dos demais negócios da empresa, e algumas vendas já foram concluídas, como por exemplo a da Maersk Tankers, ocorrida em outubro de 2017, e a da Maersk Oil, esta última recentemente vendida para a francesa Total, em março.

A Maersk Drilling e a Maersk Supply Service são as bolas da vez e no Brasil isso já foi sentido desde o final de 2016, quando os funcionários da Maersk Supply Service foram realocados em outras empresas do grupo e alguns dispensados.

As subsidiárias já são consideradas “atividades em descontinuidade” nos relatórios financeiros disponibilizados pela empresa e os resultados vem confirmando isso.

A Maersk Drilling teve um aumento do seu lucro no primeiro trimestre, saindo de US$ 47,23 milhões para US$ 159,24 milhões, graças ao alto nível de utilização de suas unidades e medidas de contenção de custos em toda a frota, que possui 16 auto-eleváveis, 4 navios sonda e 4 semi-submersíveis, o que mantém o valor de mercado da empresa numa ótima condição e mostra a rentabilidade do negócio. O grande desafio é o que fazer com essas auto-eleváveis de forma a se ter um negócio rentável em um mercado que, além de ter muitas plataformas deste tipo disponíveis, também tem um número considerável em construção, isso sem falar no fato de que os contratos realmente atrativos estão em aguascada vez mais profundas, o que é um fator limitador na operação deste tipo de plataforma.

Já a Maersk Supply, fortemente impactada pelo excesso de oferta de embarcações de Apoio Marítimo, amargou um prejuízo de US$ 12,15 milhões, mas possui uma grande e moderna frota, com 56 embarcações, dentre as quais se destacam os barcos de manuseio de âncoras da classe Starfish, obras primas literalmente no estado da arte, e os da classe Stingray, barcos para suporte à atividades submarinas com o que há de mais moderno e versátil em tecnologia embarcada.

Vale lembrar que recentemente as subsidiárias entraram em uma joint venture com a finalidade de apresentarem serviços competitivos no Descomissionamento de Unidades offshore, conforme noticiado em nossas páginas.

Se o barril vai cruzar os US$ 80 e seguir para o alto e avante, mantendo as condições? Bem, esta é aquela famosa “pergunta que vale um milhão de dólares”.

Na verdade ela vale bem mais do que isso.

Por Rodrigo Cintra

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