Os equipamentos necessários para iniciar as obras de dragagem do berço de múltiplo uso (de transporte de passageiros e de cargas) do Porto do Mucuripe ainda não foram enviados. Conforme o Diário do Nordeste publicou na edição de 23 de maio, a empresa belga Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda. Afirmou que o envio das três máquinas – uma retroescavadeira e dois batelões – ocorreria no último dia 15. Entretanto, segundo o Gerente de Projeto da Jan de Nul do Brasil, João Brazão, o envio não se concretizou porque ainda depende de uma autorização da Secretaria Nacional de Portos.

“Estamos esperando a confirmação da Secretaria sobre essa movimentação. Estamos dependendo 100% deles, mas acredito que isso aconteça ainda nessa semana porque existe uma urgência (da obra começar)”, reforça Brazão, lembrando que os equipamentos vêm de Maceió.

Tão logo as três dragas – Draga Mecânica, Batelão Nina e Batelão Santiago – aportem no Porto do Mucuripe, serão necessários “alguns dias de preparação para instalar algumas peças”. Em seguida, as obras serão finalmente iniciadas “até o dia 28 de junho, de acordo com o cronograma contratual”, garante o gerente de projeto.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Nacional de Portos informou que “o projeto executivo da dragagem do Porto foi revisado e enviado para o Instituto Nacional de Pesquisas Hidoviárias para o órgão fazer a revisão e dar a autorização e confirmação do projeto executivo. Depois deste projeto confirmado ele será enviado à secretaria Nacional de Portos que fará a Ordem de Serviço de movimentação do equipamento para Fortaleza”.

Intervenção

Orçada em R$ 20,4 milhões, a obra de dragagem deve ser finalizada antes do encerramento do mês de agosto e tem como intuito aumentar a profundidade máxima atingida por navios quando cheios no Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe.

Com a intervenção, grandes embarcações poderão atracar no terminal sem que os turistas sejam transferidos para outros tipos de veículos. Hoje, os grandes navios atracam a 250 metros do terminal.

Embora a distância seja curta, a caminhada no Cais do Porto é proibida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários de andar (Antaq), por questão de segurança, afirma a Presidente de Coordenação da Operação de Navios de Passageiros do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Fortaleza, Marjorie Marshal. Esperada desde a Copa do Mundo de 2014, a obra do Porto foi adiada por diversas vezes. Prevista para março, foi postergada para maio e, logo depois, para junho.

Redução de custos

Para o setor produtivo, além de trazer comodidade ao turista, a dragagem promove redução de custos à operação no Porto. “A dragagem vai nos beneficiar por ser um berço múltiplo uso. E nossa temporada de navios de passageiros é sazonal, começa em outubro e termina em março a abril do ano seguinte”, diz Marshal.

Ela destaca que o berço a ser dragado é de múltiplo uso e não apenas de passageiros. “Porém, a nossa prioridade máxima no porto é de carga humana. Se todos os berços estiverem ocupados com carga de granel sólido ou líquido, é nossa obrigação suspender a operação do navio de carga e deixar atracar o navio de carga humana”.

Fonte: Diário do Nordeste

Por Redação

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