Parece inacreditável, mas após quase dez anos de testes até que se chegasse a um projeto suficientemente robusto para superar todas as dificuldades, o primeiro barco à vela desguarnecido, o SB Met, do projeto Sailbuoy, concluiu a travessia do Oceano Atlântico. A travessia foi concuída após 80 dias, em percurso que foi de Newfoundland, no Canadá, até a Irlanda, com ventos de diversas intensidades durante a derrota durante o percurso.

Foram 5100 km navegados para cobrir uma distância de 3000 km em linha reta.

Foram 5100 km navegados para cobrir uma distância de 3000 km em kinha reta.

O barco, que agora é considerado o primeiro barco desguarnecido a fazer a travessia do Oceano Atlântico, navegou através de transmissão de dados em intervalos regulares

A embarcação foi projetada para usar pouqíssima energia. Para se ter uma ideia, o banco de baterias para o piloto automático da unidade consegue armazenar energia suficiente para funcionar por seis meses sem a necessidade de recarga. Quando necessário, as baterias são recarregadas através de painéis fotovoltaicos (panéis solares) instalados no convés.

SB Met – Sailbuoy

Outro detalhe importante a ser mencionado é o de que o projeto foi feito levando-se em conta as condições adversas do Mar do Norte, ou seja, muito frio, mar bastante agitado e pouca luz solar durante o Inverno.

A navegação do barco é exatamente como a de um veleiro tradicional, avançando e se posicionando de acordo com o vento para que siga à vante, enquanto os dados são transmitidos e recebidos via satélite tendo como base uma estação de terra em tempo real. A embarcação é controlada e monitoradda através de um site na internet, em operação 100% on line.

O barco pode ser utilizado para uma grande variedade de serviços oceânicos, como por exemplo a tomada de diversos parâmetros oceânicos e atmosféricos, encontrar e monitorar manchas de óleo ou atuar como uma estação remota para transmissão de dados de instrumentação de projetos submarinos, dentre outras.

O barco agora segue mais 1300 km em direção à Noruega.

O SB Met segue agora em direção à Noruega.

Entre as entidades envolvidas no projeto, estão os super renomados Marine Institute’s Centre for Applied Ocean Technology, de Newfounland, Christan Michelsen Research e o MicroTransat team, este último, responsável pea realização da Microtransat Challenge, uma corrida transatlântica para barcos autônomos que tem como objetivo estimular o desenvolvimento de embarcações autônomas através de competições.

São os novos tempos chegando e cada vez mais próximos.

Por Rodrigo Cintra

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