Capitalização da Petrobras pode ser questionada na Justiça

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A capitalização da Petrobras ocorre em meio a um clima de insegurança jurídica. Segundo especialistas, a operação pode ser questionada por acionistas minoritários e até mesmo pela população, o que poderia levar a seu adiamento. O abuso de poder do acionista controlador – no caso a União – e os danos para o acionista minoritário estão entre os argumentos que poderiam ser usados em processos junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Justiça.

Bloco envolvido na polêmica, que acabou valorizando em 2% as ações da Petrobras

A principal questão é que o governo vai capitalizar a Petrobras cedendo à estatal o direito de explorar até cinco bilhões de barris de petróleo do pré-sal. Em troca, receberá, em valor equivalente, ações a serem emitidas pela Petrobras. O valor médio anunciado nesta quarta-feira foi de US$ 8,51 por barril, o que resultaria num aporte de até R$ 75 bilhões. Para analistas, o valor beneficia a União e prejudica minoritários, por elevar a participação do Estado e diluir a dos pequenos acionistas.

Leia a notícia na íntegra acesse O Globo.

Por Felipe Marques

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