E Ship 1 – O Navio movido a energia eólica

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O E-1 é um navio Roro que, neste momento, está em sua viagem inaugural, iniciada dia 17 de Agosto no Porto de Emden, Alemanha.

O navio é propriedade da Enercon GmbH, empresa alemã fabricante de turbinas eólicas, que é a terceira maior do mundo. Ele será usado para o transporte de componentes de turbinas eólicas.


O E-Ship é um navio Flettner, e faz uso do Efeito Magnus para propulsão. Quatro rotores imponentes ficam instalados no convés principal e estão ligados a hélices do navio, o que faz com que elas girem. As quatro torres cilíndricas de 27 metros de altura por quatro metros de diâmetro que emergem do convés são rotores eólicos capazes de captar a energia do vento para auxiliar a propulsão a diesel do navio, sem interferir com as operações de carga e descarga. O efeito Magnus faz uma força para agir em cima de um corpo girando em movimento através de uma corrente de ar, perpendicular à direção de fluxo.

Efeito Magnus

O casco do navio foi construído pelo Estaleiro alemão Lindenau Werft, em Kiel. O lançamento do navio ocorreu em 02 de agosto de 2008, com a data de entrega estimada para o primeiro semestre de 2009. Em setembro de 2009, Lindenau-Werft declarou falência. Em 25 de janeiro de 2009, foi anunciado que o E-Ship 1 seria rebocado para e concluído pelo estaleiro alemão Cassens Werft, em Emden.


A obra foi concluída em 2010, quando o navio estava atracado no North Sea Works, onde a finalização da construção ocorreu com o barco na água. Em abril de 2010, o navio retornou ao Cassens Werft, e os preparativos para testes no mar foram feitos. O navio partiu de Emden Bremerhaven para uma prova de mar em 06 de julho de 2010. Três provas  de mar foram feitas até que, no final de Julho, os testes estavam concluídos. O navio partiu para sua primeira viagem com carga agora em Agosto, transportando nove turbinas do Parque Eólico Castledockrell, de Emden para Dublin, na Irlanda.


A Superestrutura (Casario) do navio está localizado na proa, tem três conveses (pisos) e dois guindastes por bombordo, com longas lanças e capacidade de carga de 80 e 120 toneladas. O navio possui uma rampa traseira, e pode funcionar como um navio de carga Roro. O navio possui 130 metros de comprimento e 22,5 metros de boca, com 12 800 toneladas DWT GT/10.000 aproximadamente. É equipado com bow thruster e stern thruster, e tem um casco classe “Ice GL E3”.


O E-Ship 1 é equipado com nove geradores diesel Mitsubishi, com uma potência total de 3,5 MW. O navio possui caldeiras, que alimentam uma turbina a vapor da Siemens, que, por sua vez, aciona quatro rotores Enercon desenvolvidos pela Flettner. Estes rotores, assemelhando-se quatro cilindros grandes montado no convés do navio, têm 27 metros de altura e 4 metros de diâmetro. A unidade Flettner permite economia de combustível da ordem de 30 a 40% a uma velocidade de 16 nós.

Os “Corpos Girantes Flettner” eram cilindros verticais, com a idéia básica de usar o efeito Magnus. A idéia funcionou, mas a força de propulsão gerada foi menor do que o motor teria gerado se tivesse sido ligado a um hélice naval. Estes tipos de cilindros de propulsão são agora comumente chamados rotores Flettner.

Sua primeira idéia era produzir a força de propulsão usando uma correia em volta de dois cilindros. Mais tarde, Flettner decidiu que as garrafas proporcionariam uma melhor rotação de motores individuais. Flettner solicitou uma patente alemã para o navio rotor de 16 de setembro de 1922.

Buckau – O primeiro navio movido a rotor eólico

Assistido por Albert Betz, Ackeret Jacob e Ludwig Prandtl, Flettner construiu um navio experimental a rotor e, em outubro de 1924, o Germaniawerft terminou a construção de um grande navio de dois rotores chamado Buckau. O navio foi feito através de uma escuna que recebeu dois cilindros (ou rotores), de cerca de 15 metros de altura e 3 metros de diâmetro, movida por um sistema de propulsão elétrico de 50 cv (37 kW) de potência.

Fotos: Shipspoting.com

Texto: Wikipedia (TraduçãoLivre)

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. Uma ótima notícia para os ambientalistas de plantão, e para todos nós…
    Tomara q essa “onda” pegue…
    Juro que como maquinista as vezes bate aquela deprê quando no final do dia aqui na Plataforma ao fazer os “figures”, o consumo de diesel bate na casa das 50 toneladas…
    Temos ciência que somos poluidores em potencial, resta-nos manter os motores calibrados para não piorar ainda mais a situação!

  2. O que eu achei mais interessante foi ver que esta é uma tecnologia já relativamente antiga.
    As fontes de energia alternativas e ambientalmente responsáveis irão, cada vez mais, fazer parte de nosso dia a dia.

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