Novos armadores fortalecem cabotagem

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O Diretor-Executivo do Sindicato dos Armadores (Syndarma), Roberto Galli, afirma que, em 2010, o desempenho da cabotagem de containeres está sendo muito bom, de modo a recuperar a queda verificada em 2009. Citou que, no ano passado, como diminuiu muito a navegação internacional, a cabotagem também sofreu, pois parte do serviço é ” feeder”, ou seja, redistribuição, por portos nacionais, de carga internacional.

Cabotagem Brasileira tem tudo para crescer

Com a queda na chegada de mercadoria externa, diminuiu também essa fatia na cabotagem, em 2009. Para 2010 estima-se movimento total similar ao de 2008, de 600 mil TEUs ( containeres de 20 pés ou equivalentes). No entanto, frisou Galli que, para 2011 é esperada alta ainda maior. – No ano que vem, além da natural expansão da cabotagem, teremos a entrada de novos participantes, o que, certamente, ampliará o mercado – disse.

Segundo Galli, os novos “players” serão o grupo nacional Maestra – com os navios “Atlântico Sul”, que foi do Lloyd Brasileiro e da Marinha do Brasil e o “Neptunia Mediterrâneo” e a francesa CMA/CGM, que estaria negociando a compra de um navio brasileiro – condição básica para se operar no setor. Esses concorrentes vão se juntar aos atuais participantes, que são Aliança, Log-In e Mercosul Line.

Em seminário realizado em Salvador, promovido por Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e Associação Comercial da Bahia, Galli verificou haver entusiasmo na região. Disse que, além da Bahia de Todos os Santos, em Salvador, o estado procura explorar a área de Ilhéus, ao Sul e que aí poderá ser criado um complexo portuário visando a importação e exportação para a Ásia. Galli defendeu o Pró-REB, um projeto que tramita no Governo, visando à concessão de novos estímulos para fortalecer o Registro Especial Brasileiro (REB) e estimular a volta da navegação brasileira nas rotas externas (longo curso) e o revigoramento da cabotagem.

Para ler esta matéria na íntegra, acesse Net Marinha

Por Caê Mahan

1 COMENTÁRIO

  1. Mais emprego para o pessoal, mais movimentação na cabotagem, maior concorrência…
    Tudo isso muito saudável tanto para os profissionais marítimos, que podem vislumbrar mais opções de trabalho, como para a Economia do nosso país, que sai fortalecida.
    Resta agora a transformarmos nossa pseudo cabotagem em Cabotagem de verdade.
    Maestra e CGA CGM estão vindo aí.

  2. Esse incentivo à cabotagem bem que poderia ser com navios novos,com salários condizentes e uma escala suportável. Espero que invistam na cabotagem,e que não façam apenas uma aposta.
    Abraço a todos.

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