Santos – A nova capital do petróleo

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Os bondes vieram de Portugal, Itália e Estados Unidos. Restaurados, hoje cortam o centro de Santos, a principal cidade do litoral paulista, circulando em meio aos prédios históricos que, revigorados, abrigam bares e restaurantes.

De quinta-feira a domingo, o centro lota e os trenzinhos trabalham como nunca – de lá-pra-cá-daqui-pra-lá nos 5 km de linha que circundam o bairro. “É um museu móvel e aberto”, diz Márcio Antônio Rodrigues de Lara, secretário de desenvolvimento de Santos.

Os bondes fazem parte do programa Alegra Centro, criado em 2003 pela prefeitura local para revitalizar a região, antes em franca decadência. Desde então, conta Lara, 297 restaurações e reformas foram feitas em casas e prédios no local.

Bondinhos - a marca registrada da cidade

Dos bondes, o secretário salta para o VLT, um trem compacto e modernoso (também conhecido como metrô leve) projetado para interligar vários municípios da Baixada Santista. Orçado em mais de meio bilhão de reais, o veículo leve sobre trilhos deverá entrar em operação em 2012. Partirá de São Vicente e percorrerá o trajeto paralelo ao porto de Santos. “É uma viagem rápida, confortável e extremamente funcional, já que haverá a integração do VLT com as linhas metropolitanas e municipais”, afirma Lara. Com capacidade para transportar até 300 passageiros, os VTLs permitirão retirar de circulação 150 dos 500 ônibus que hoje compõem a frota da cidade. O projeto será feito por meio de parceria público privada. As licitações devem ser abertas ainda neste ano.

Arevitalização de bairros e o trem futurista são apenas dois dos projetos que estão preparando Santos para a chegada de um contingente que deve engrossar a população e movimentar a economia da cidade.

Trata-se da turma do petróleo, que virá a reboque das descobertas na camada do pré-sal. Graças aos campos ultraprofundos da costa santista –Tupi, principalmente – a cidade se transformou em ponto estratégico para a Petrobras, que investiu R$ 15,1 milhões em um terreno de 25 mil metros quadrados, no bairro do Valongo (região central), para construir a sede de suas operações na Baixada Santista. “Até o ano passado, o que havia por aqui eram apenas os escritórios da Petrobras”, diz Lara. “Mesmo assim, a simples presença da estatal já foi capaz de atrair para o município empresas que gravitam no setor”.

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Entre 2005 e 2009, doze companhias de grande porte, nacionais e internacionais, ali se instalaram.

A previsão é de que esse número triplique quando as três torres de escritórios previstas para a nova sede da Petrobras estiverem em funcionamento, em 2017.

Com as informações, a Revista Época

Por Wilson Bonicenha

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