SBM compra petroleiros single hull para futuros projetos

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A SBM Offshore, baseada em Mônaco, comprou petroleiros de casco singelo (single hull) para serem alvo de futuros projetos e para capitalizar -se na fase de envelhecimento da frota mundial, comprando navios que não mais servirão para navegar em breve.

Recentemente, mais precisamente no final de Agosto, a empresa comprou três Very Large Crude Carriers (VLCC), um petroleiro Suezmax e outro Aframax, para garantir que tenha os navios que podem ser convertidos em FPSO.

Proprietário líder mundial de FPSOs, a SBM antecipa-se à retomada da procura de FPSOs, já se preparando para a demanda que virá conforme as companhias petrolíferas avancem com seus projetos de exploração. Assim, a SBM não queria deixar para muito tarde para comprar esses navios.

Tony Mace – Presidente e CEO da SBM Offshore desde maio de 2008

“Os VLCCs de casco singelo são os que são utilizados para conversão em FPSOs e, em breve, serão insuficientes”, disse o CEO da SBM, Tony Mace.

No próximo ano, eles não mais poderão navegar em boa parte do mundo. Portanto, os únicos “single hulls” remanescentes estão sendo vendidos para demolição ou para serem convertidos em navios graneleiros ou FPSOs.

“Decidimos aproveitar a oportunidade para, pelo menos, garantir as embarcações, aproveitando os preços relativamente baixos no momento.

“Pode ser que no futuro, quando não mais houver navios de casco singelo disponíveis, então teremos que fazer isso com navios de casco duplo. É perfeitamente viável, mas o preço para adquirir um navio de casco duplo vai ser mais caro “, disse o Sr. Mace.


Concorde Spirit atracado no terminal EMO, em Maasvlakte, Rotterdam

No mês passado, a SBM comprou o navio Hyundai Banner, construído em 1996 (281.074 DWT) por US$ 26.5 milhões e, no início deste ano, comprou os navios Concorde Spirit (1989 /  265.316 DWT) e Island Bauhinia (1988 / 255.502 DWT),  para serem candidatos à conversão. O Island Bauhinia já está em Estaleiro Keppel, em Cingapura, para ser convertido em um FPSO.

Island Bauhinia

A SBM tem três petroleiros em “laid up”, aguardando conversão em FPSO, e um VLCC que deverá ser entregue pelo atual proprietário no final deste ano, disse o senhor disse Mace.

A conversão dos petroleiros dependerá dos projetos que a SBM venha a ganhar, a partir da extensa lista de projetos de FPSO em potencial.

Num futuro próximo, o sucesso da SBM vai depender estritamente de quão bem preparada ela estiver para realocar os navios que ficarem offhire. A empresa tornou-se uma especialista na reorganização de sua frota existente. Três FPSOs já foram realocadas, incluindo a FPSO Capixaba, que teve iniciou neste último trimstre as operações no Campo de Cachalote, após terminar, em 2009, as operações no Campo de Golfinho, ambos operados pela Petrobras.

FPSO Capixaba

Já foi planejada a realocação de mais quatro unidades de sua frota, um processo que vai exigir longas visitas a estaleiros em Cingapura, para modificações e atualização.

A SBM está empenhada em ^realocar a FPSO Falcon, que foi colocada em “laid up” , desde 2006, após o término dos contratos na Nigéria e estava na Polônia fazendo o trabalho de reativação em junho deste ano.

FPSO Falcon

“Estamos considerando a Falcon para um ou dois projetos, e já apresentamos, no início do ano, nosso lance para a Petrobras, visando o Projeto de Tiro, Sidon, mas o nosso não era o mais barato”.

“Nós temos outras perspectivas para a Falcon. O turret é projetado para as condições do Oeste Africano, mas pode ser usado no Brasil. A única limitação é o número de degraus que pode ser conectado à torre, que é de cerca de 16 e no Brasil, você precisa de muito mais risers. Alguns navios têm 40 ou 50. “

FPSO Brasil

A SBM tem dois FPSOs no Brasil, que estariam disponíveis para realocação – o FPSO Brasil e o FPSO Marlim Sul – Xikomba e em Angola, que deverá ser realocado em um Projeto da italiana Eni.

FPSO Marlim Sul

“Esperamos realocar Xikomba em Angola, no tempo devido, e para os dois FPSOs no Brasil, temos clientes em potencial que estão sendo estudados”, disse o Sr. Mace.

Os Projetos futuros para a frota da SBM provavelmente virão do Brasil e da África Ocidental. “Nós vemos uma série de boas perspectivas para os próximos 12-18 meses. No Brasil, há uma série de perspectivas, inclusive um projeto para a OGX e um FPSO de gás natural liquefeito para a Petrobras na área de Tupi “, disse o Sr. Mace.

“Em Angola temos os projetos de venda da BP, que acreditamos que sejam executados em 2011, e a Chevron está estudando a possibilidade de fecharmos um contrato de locação no campo Aje, Nigéria.”

Estes são o tipo de projetos que acabam implicando numa conversão de navios petroleiros Suezmax ou VLCCs em FPSOs, razão pela qual SBM já adquiriu uma frota de petroleiros de casco singelo agora, não deixando para a última hora.

Matéria publicada na Lloyd’s List

Tradução livre feita por Rodrigo Cintra

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