Falta engenheiro no Brasil

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Um programa para impulsionar a formação de engenheiros no País está sendo preparado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A ideia é, em cinco anos, dobrar o número de formados.

A principal estratégia é diminuir o índice de evasão dos cursos de Engenharia que hoje é em torno de 60%. De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, o Plano Nacional Pró-Engenharia deve começar em 2011.

Hoje faltam engenheiros para as necessidades do País e o déficit deve aumentar diante de novos projetos como a exploração da camada pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A Índia, por exemplo, forma por ano 220 mil engenheiros – seis vezes mais do que o Brasil.

Uma das estratégias do plano para diminuir a evasão será a oferta de bolsa permanência para estudantes dos cursos de Engenharia. Outra proposta é a implantação de projetos de inovação nas escolas para que os alunos tenham contato com a prática logo no começo do curso.

“O aluno de medicina logo no primeiro dia de aula veste roupa branca, jaleco e já se sente médico. O estudante de engenharia vai estudar física, matemática, cálculo e só no terceiro ano vai ter contato com um pouco da engenharia”, compara Carneiro.

O plano também vai estimular convênios com empresas estatais e do setor privado para que elas ofereçam estágios remunerados a esses estudantes. “Nós já temos experiências importantes no Brasil como a que acontece na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Lá o aluno passa um período na faculdade e o outro na indústria. Isso não é novidade no exterior”, afirmou.

Para ler esta matéria na íntegra, acesse O Estadão

Aí, este aqui que vos escreve, pensa o seguinte:

Engraçado…

Tantos problemas com Engenheiros e os milhares de Engenheiros de Manutenção “de fato” mas não “de direito”, atuando em Plataformas, Embarcações e Estaleiros, que são os Oficiais de Máquinas formados pela Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, estão aí no Mercado, sem serem reconhecidos como Engenheiros de Manutenção, mas desempenhando a função muito bem, na maioria das vezes bem melhor que os próprios profissionais reconhecidos como Engenheiros. Aliás, em nosso país não existe a formação em Engenharia de Manutenção. O que existe, se não em engano, é Pós Graduação na Área.

Centro de Controle de Máquinas de um Navio Mercante

Eu fico pensando a respeito de ganhar o título de Engenheiro e vejo duas coisas:

1- Para as empresas estrangeiras, elas não estão nem aí, uma vez que no meu Certificado Internacinal está escrito “Marine Engineer” e nosso curso é de Nível Superior;

2- As Empresas de Navegação nunca aprovariam que Oficiais de Marinha Mercante fossem reconhecidos como Engenheiros (e a Marinha do Brasil não faria a mínima força para conseguir isso também), uma vez que elas investem no Ensino Profissional Marítimo para que se formem marítimos, não Engenheiros;

3- O bom disso é que, já que, como marítimos, não temos uma profissão regulamentada, sairíamos do Limbo em que nos encontramos perante o CREA/CONFEA;

4- Espero que, no intuito de aumentarmos o número de Engenheiros formados, as Instituições não “facilitem” nos cursos de formação não comprometa a qualidade.

Oficial de Máquinas em ação

“Puxei a sardinha” para o meu lado por que sou Oficial de Máquinas. Deixo claro que, de forma nenhuma, quero desmerecer meus colegas Engenheiros e reconheço quão relevante é a profissão de Engenheiro, assim como todas as outras.

Força e Honra! Sempre!

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. aquela foto la é do NT Ataulfo Alves? rsrs.

    Alem de nao sermos reconhecidos como engenheiros, até mesmo para “completar a formação” como engenheiros ainda nao existe um bom sistema no brasil, tendo em vista que ficamos pelo menos metade do ano embarcados e precisariamos de um sistema de ensino diferenciado/à distancia e com um pouco mais de facilidade de acesso por nossa parte.

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