Cabotagem pode ser solução para Logística no País

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Mesmo com 8,5 mil quilômetros de costa marítima, o Brasil utiliza pouco um sistema de transporte que poderia desafogar a logística do País: a cabotagem. Com crescimentos importantes nos últimos anos – de acordo com números da Antaq (Agência Nacional de Transporte Aquaviário) o setor cresceu em média 2,83% ao ano, saltando de 150.112.048 toneladas em2005 para 170.252.551 toneladas em 2009 toneladas – mesmo assim, o modal ainda é pouco explorado pelo produtor brasileiro.

Para Daniel Lúcio Oliveira de Souza, superintendente da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), é preciso aproveitar este potencial e “capturar as cargas que estão até 200 quilômetros de cada porto”.

“A cabotagem é o meio de transporte que mais gera benefícios para a economia. Nas longas distâncias, a transferência de produtos deve ser feita pela navegação costeira, e não por caminhão, que é destinado à interiorização de determinadas cargas ou para percorrer percursos menores”, aponta.

Samir Keedi, professor da Aduaneiras, consultor e autor de diversas obras sobre comércio exterior, tem a mesma opinião. No artigo “A cabotagem brasileira” ele afirma que é “preciso que façamos a substituição do veículo rodoviário. Que este se situe na faixa lógica de operação, que é a distribuição de carga e o transporte em pequenas distâncias”.

Segundo um levantamento realizado pelo Porto de Paranaguá, no Brasil, dos 7,5 milhões de TEUs movimentados ao longo de 2008, apenas 13% foram em operações de cabotagem.

“Nas últimas décadas, o País adotou a rodovia como seu principal modal de transporte. Entretanto, não é interessante para uma nação como o Brasil transportar suas mercadorias predominantemente pela rodovia, pois essa ineficiência do transporte brasileiro acaba gerando um encarecimento do produto para o consumidor”, afirmou Souza.

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Por Marcus Lotfi

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