Empresário que sucateou setor naval tem dívidas milionárias

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O Brasil passou 13 anos sem construir um só navio. A indústria naval no país praticamente desapareceu, já que o pouco que restou atuava apenas no reparo das embarcações. Trabalhadores da indústria naval brasileira apontam como principal culpado pelo sucateamento do setor o empresário Nelson Tanure. Além de causar a demissão de milhares de empregados, ele deixou um rastro de dívidas e prejuízos.

Nelson Tanure foi o maior empresário da indústria naval do Brasil, comandando 80% da capacidade instalada do país. Comprou estaleiros no Rio de Janeiro à beira da falência, prometendo crescimento e geração de empregos. Ao todo, nove mil trabalhadores estavam sob comando de Tanure.

Com encomendas da Petrobras, dinheiro emprestado do Citibank e do BNDES, Nelson Tanure foi pouco a pouco deixando um rastro de milhares de desempregados, destruição e dívidas milionárias. A promessa de melhorias nunca se tornou realidade. Em Caju, na periferia do Rio, por exemplo, 70% dos moradores trabalhavam no estaleiro da antiga Ishibras, da qual pouco restou.

Com estaleiros fechados, as dívidas de Tanure superavam a casa dos US$ 600 milhões. Para que os metalúrgicos não fossem prejudicados, a Petrobrás aceitou fazer um adiantamento ao empresário. Agora, a empresa luta na Justiça para receber os R$ 62 milhões que emprestou. O BNDES e o Citibank também possuem processos de cobrança contra Tanure.

Em abril de 2006, o consórcio Rio Naval ganhou uma concorrência para a construção de nove navios nos estaleiros do Rio de Janeiro. O empresário Nelson Tanure impediu que áreas de propriedade dele fossem usadas para o trabalho, que geraria milhares de empregos. Das cinco embarcações, quatro foram para um estaleiro e a outra teve de ir para Pernambuco.

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Por Rodrigo Cintra

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