Petrobras testa glicerina de biodiesel no Pré-sal

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A Petrobras está testando a utilização da glicerina resultante das operações de biodiesel da Petrobras Biocombustível em várias fases da produção de petróleo. A informação é do gerente de gestão tecnológica da Petrobras Biocombustível, João Norberto Noschang. Segundo ele, o objetivo é transformar a glicerina de resíduo da produção de biodiesel em um novo produto.

– Queremos adicionar um produto da Petrobras Biocombustível na exploração do pré-sal – disse ele.

Além disso, o setor de biodiesel busca um mercado para absorver a glicerina produzida no processo industrial. Estima-se que no Brasil a produção de perto 2,5 bilhões de litros de biodiesel gere como subproduto um volume de cerca de 300 mil toneladas de glicerina, cerca de 12% do total de biodiesel produzido.

Um dos projetos é utilizar a glicerina como fluído de perfuração de poços.

– A glicerina atuaria como um lubrificante para as sondas, substituindo outros produtos – disse.

O executivo explicou que o projeto teve início no ano passado e já foi testado em laboratório com sucesso. Outro uso que está sendo testado é a utilização da glicerina na complementação de poços e também na recuperação avançada de petróleo. Nestes processos, a glicerina é inserida nos poços para elevar a pressão e permitir que a vida útil da exploração se alongue.

– Hoje inserimos vapor e gás carbônico para conseguir este efeito. Por isso o preço da glicerina para esta utilização não pode ser muito elevado – disse ele.

Noschang explica que a utilização da glicerina na recuperação avançada de poços tem que ser testada por, no mínimo, um ano e meio de monitoramento de campo para checar sua funcionalidade.

– Até o momento, os resultados obtidos foram muito satisfatórios – disse ele.

O executivo afirma que, se o uso da glicerina for efetivado, a Petrobras poderá utilizar a oferta do produto não apenas das usinas da Petrobras Biocombustível mas também de outras empresas do mercado.

Para ler a matéria completa, acesse o site Bio Diesel

Por Rodrigo Cintra

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