Porto de Antonina recebe equipamento de última geração

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O Porto de Antonina dará início nesta semana a montagem de um novo guindaste multifuncional para carga e descarga de mercadorias. O equipamento tem capacidade para movimentar 104 toneladas de produtos diversos, cerca de 25 toneladas de grãos por vez e até 34 contêineres por hora. Com ele, o complexo deve dobrar a velocidade das operações e reduzir pela metade o tempo em que os navios ficam atracados no terminal.

A aquisição faz parte do Programa de Investimentos do Terminal Portuário da Ponta do Félix, empresa privada que tem concessão para realizar movimentações em Antonina, conforme acordo com a Administração dos Portos Públicos do Paraná. O modelo de terra Mobile Harbor Crane (também conhecido como MHC), de última geração, é fabricado pela empresa suíça Liebherr e custou aproximadamente R$ 12 milhões.


Segundo o superintendente Mario Lobo Filho, o equipamento, assim como todo o maquinário e demais investimentos em infraestrutura feitos pelas empresas concessionárias, pertencerão aos portos paranaenses no futuro. “É importante lembrar que toda melhoria feita tanto pela Ponta do Felix, em Antonina, como pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, reflete na atração de novos negócios, maiores receitas e mais empregos nos nossos portos públicos”.

Além do guindaste, o Terminal Ponta do Felix recebeu novas empilhadeiras e pás carregadeiras. “Estamos nos preparando para a grande demanda de navios, principalmente os carregados com açúcar e fertilizantes, que devem chegar ao terminal até o fim de 2010. Recentemente, a Appa determinou Antonina como alternativa ao Porto de Paranaguá na movimentação destes produtos e com isso esperamos receber, em média, 20 embarcações com estas cargas por mês”, afirma o diretor-presidente da empresa, Luiz Henrique Tessuti Dividino.

Na segunda-feira, foi assinada a ordem de serviço 148/2010, que prevê que navios carregados com fertilizantes tenham atracação preferencial para iniciar a movimentação em Paranaguá e, assim que atingirem as condições operacionais de calado necessárias, completem a descarga do produto em Antonina. A medida deve promover aumento nas contratações de trabalhadores portuários e movimentar R$ 1 milhão por mês na economia da cidade.

Com as as informações, o Jornal A Tribuna

Por Rodrigo Cintra

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