Petrobras continua ampliando suas descobertas

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A Petrobras descobriu gás natural no Lote 58, localizado no Departamento de Cuzco, próximo a Camisea, no Peru. Sua subsidiária Petrobras Energia Peru (PEP) é a operadora, com 100% de participação. A descoberta foi resultado da perfuração do poço exploratório Picha 2X, com profundidade final de cerca de 4.400 metros. O poço se encontra em fase de avaliação e esta é a segunda descoberta neste lote. A primeira, denominada Urubamba 1X, foi anunciada no final de 2009.

Estimativas preliminares indicam um volume potencial e recuperável de gás avaliado em 1,7 trilhão de pés cúbicos (TCF) ou 48 bilhões de m³ nos dois poços exploratórios. O bloco é o mesmo que o presidente do Peru, Alan Garcia, afirmou conter 5 TCF (trilhões de pés cúbicos) em novembro do ano passado, volume não confirmado na época pela estatal brasileira.

A descoberta fica bem abaixo da realizada pela OGX no Brasil em agosto, de potencial de 15 trilhões de pés cúbicos na bacia do Parnaíba, no Maranhão, batizada pelo empresário Eike Batista, controlador da OGX, como “meia Bolívia”. Segundo especialistas e empresas do setor, o Peru abriga uma reserva de gás natural de 8,79 a 14,1 TCF.

Espírito Santo

A Petrobras vai iniciar esta semana a operação em três importantes unidades, que vão incrementar a distribuição de gás natural no Espírito Santo. Os empreendimentos que começarão a operar são a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), a pré-operação da Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba (UTG Sul) e o campo de gás de Canapu, localizado no litoral Norte do estado. Esses projetos integram o Plano Nacional de Antecipação da Produção de Gás (Plangas).

O desenvolvimento do Campo de Canapu é o primeiro projeto de produção de gás em águas profundas a operar no Brasil, em lâmina d”água de aproximadamente 1.600 metros. Canapu é um campo de gás não-associado e com potencial para produzir 2 milhões m³ por dia, por meio de um único poço (ESS-138), interligado ao navio-plataforma FPSO Cidade de Vitória.

O FPSO produz, também, gás do Campo de Golfinho, que é enviado para processamento na UTGC. Como o poço de Canapu está a uma distância de 22 quilômetros da plataforma, a Petrobras inaugurou, ali, uma tecnologia inovadora para viabilizar a produção: o “pipe-in-pipe”, que consiste em um duto de 6 polegadas de diâmetro inserido em outro duto, de 12 polegadas, separados entre si por revestimentos especiais.

Essa tecnologia elimina um problema comum na indústria do petróleo, que é a formação de hidratos no gasoduto. A UTGC terá inaugurado com Canapu o seu segundo módulo, que é integrado por uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) e uma Unidade de Processamento de Condensado de Gás Natural (UPCGN).

Capacidade nominal

Após ajustes operacionais e estabilização do processo, previstos para ocorrer nos próximos dias, esse módulo elevará a capacidade nominal de processamento da UTGC para 9 milhões de m³ de gás natural por dia. o dobro da atual capacidade. Inaugurada em fevereiro de 2006, a UTGC foi projetada, inicialmente, para tratar e fornecer ao mercado o gás produzido no Campo de Peroá, localizado no Litoral Norte do estado.

Com a operação do Módulo 2, a capacidade de produção de gás de cozinha (GLP) da UTGC passará para 1.800 toneladas por dia, que serão escoadas por duto para o Terminal Aquaviário de Barra do Riacho, em Aracruz, onde será embarcado em navios gaseiros para abastecer o mercado nacional.

Com a conclusão das obras do Módulo 3, que deverá ocorrer até o início de 2011, a UTGC terá capacidade para processar diariamente até 16 milhões de m³ de gás natural, 2.700 toneladas de GLP e 5.300 metros cúbicos de condensado.

Também iniciando operações, a Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba, tem capacidade inicial para processar 2,5 milhões de m³ de gás por dia, produzidos nos campos localizados no Parque das Baleias, na área marítima Sul do Espírito Santo. O sistema de escoamento e tratamento de gás sul capixaba é integrado pela UTG Sul e por um gasoduto marítimo de 83 quilômetros de extensão, garantindo o escoamento e tratamento de todo o gás produzido na área.

Essas novas unidades de tratamento de gás estão estrategicamente interligadas ao Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), o que torna possível o abastecimento das regiões Sudeste e Nordeste, de acordo com as especificações definidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com as informações – Monitor Mercantil

Por Marcus Lotfi

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