Indústria Naval Brasileira precisa aumentar competitividade no mercado global

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A indústria naval brasileira, cuja forte recuperação nos últimos oito anos gerou 60 mil empregos, está 100% atrelada ao setor de petróleo e precisa de uma nova estratégia a fim de gerar mais competitividade, diversificar a produção e conquistar novos mercados.

Se isso não for feito, a tendência é que o setor entre novamente em decadência – a exemplo do que ocorreu no final dos anos 1980 – após o término das entregas dos navios contratados pela Petrobras e a subsidiária Transpetro.

O alerta é do engenheiro naval, consultor em Transportes e membro do Conselho do Centro Nacional de Navegação (Centronave), Nelson Carlini.

Nelson Carlini

“Mais uma vez o país está perdendo a oportunidade de dar sustentabilidade à construção naval. Passada a onda Petrobras, com a encomenda de petroleiros, plataformas e navios de apoio a plataformas, os Estaleiros fecharão novamente as portas porque não se preparam para enfrentar a concorrência externa. Não há estratégia de longo prazo. Já vimos esse filme e vamos vê-lo novamente”, lamenta Nelson Carlini.

Ele ressalta que o modelo de indústria naval adotado por países como Japão, Coréia, Singapura, China – esses hoje os maiores fabricantes do mundo – e agora o Vietnã e a Indonésia sempre foi o de privilegiar a exportação para capacitar os estaleiros a competir e não depender apenas da demanda interna. Além de diversificar a produção.

Na opinião de Nelson Carlini, é importante ainda “não se perder o senso crítico” diante dos altos valores pagos pelos navios encomendados.
“US$ 160 milhões para um navio tipo Suezmax, que custa US$ 68 milhões, é um Prêmio nunca pago antes. Nunca na História deste País, nem no I Plano de Construção Naval!”’, questiona.

Com as informações – Net Marinha

Por Rodrigo Cintra

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