Pequenas têm oportunidade com petróleo

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Micro e pequenos empresários que um dia imaginaram vender seus produtos para a Petrobras agora têm grande oportunidade. A petrolífera, que atualmente tem apenas 30% de seu fornecimento proveniente do mercado interno, pretende ampliar o montante para 60%. Segundo estudo da Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), elaborado pela consultoria internacional Booz & Company, nos próximos 10 anos deverão ser investidos em toda a cadeia de petróleo e gás natural US$ 400 bilhões.

Embalada pelos fatos, a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo vem realizando, em parceria com a Onip e a Investe São Paulo – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – evento sobre Oportunidades de Negócios no Setor de Petróleo e Gás Natural por todo o Estado. A sétima edição ocorre quarta-feira, dia 27, em Santo André.

No encontro, serão apresentados aos empresários do Grande ABC os mecanismos de participação nos cadastros de fornecedores da Petrobras e do CadFor (Sistema de Cadastro de Fornecedores para o Segmento Brasileiro de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural da Onip), formado por nove operadoras internacionais que atuam na atividade petrolífera nacional. As inscrições podem ser feitas pelo http://www.onip.org.br/eventos/eventocadfor. Dúvidas podem ser tiradas pelo telefone (19) 3213-6343.

Segundo o secretário do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Luciano Almeida, atualmente mais de 50% do fornecimento dessa cadeia provém do Estado. “Hoje, se importa quase tudo o que a Petrobras utiliza, porque faltam fornecedores nacionais. Queremos ampliar esse percentual e identificamos que no Grande ABC existem muitas oportunidades para o setor. Em vez de atender majoritariamente a cadeia automotiva, os micro e pequenos empresários, principalmente, podem utilizar suas técnicas para o petróleo e gás”, aponta o Almeida.

Um exemplo é a calderaria – que realiza atividades como corte de chapas e dobras de solda de materiais -, que atende a indústria voltadas para tubulação, válvulas e bombas. “Com certeza uma empresa dessa (e existem muitas na região) pode se tornar uma subcontratada da Petrobras”, afirma o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Santo André, Shotoku Yamamoto. “Acho mais difícil que as pequenas consigam se tornar fornecedoras diretas, pois a maioria não detém muita tecnologia, por isso não têm o produto final. Porém, como intermediárias as chances são grandes também para empresas de montagens industriais.”

Os produtos e serviços prioritários para cadastramento estão relacionados às áreas: calderaria; elétrica; mecânica; equipamentos onshore e subsea; instrumentação; equipamentos de proteção individual; construção, manutenção e reparo naval; instalações e montagens industriais; manutenção industrial; serviços logísticos; apoio marítimo e instrumentação.

De acordo com o secretário, o cadastramento de empresas já cresceu 30% com os eventos pelo Estado. “Além de mostrar como se cadastram as linhas de produtos e equipamentos, levamos representante do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para orientar como melhorar os processos de produção. Para aqueles que se queixam que não têm recursos, levamos também a Nossa Caixa Desenvolvimento, que apresenta suas linhas de crédito (com juros a 0,96% ao mês). Por fim, a Investe São Paulo faz a intermediação com empresas interessadas em investir no Estado”, relata Almeida.

Clipping direto do Diário do Grande ABC

Por Marcus Lotfi

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