Petrobras desiste da Galp, mas Ministro português não confirma

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Parecia que o negócio estava no caminho certo, mas agora as negociações entre Eni e a Petrobras sobre a participação de 33,34 por cento da petrolífera italiana na Galp estão prestes a terminar sem qualquer acordo. Em causa estão desentendimentos sobre o preço, segundo disse uma fonte próxima das negociações à Reuters.

“As conversas com a Petrobras estão bem perto do colapso porque a Petrobras está oferecer muito pouco em relação ao que a Eni exige”.

A mesma fonte acrescentou que a Eni mantém, no entanto, as negociações com outras partes interessadas na sua participação na Galp.

O Ministro da Economia de Portugal recusou fazer qualquer tipo de comentário ao alegado abandono da brasileira Petrobras nas negociações para adquirir parte da posição da ENI no capital da Galp.

Vieira da Silva disse “desconhecer” a notícia. “Não tenho informação nenhuma sobre esse assunto, nem me compete comentar, nesta fase, qualquer tipo de situações no domínio de empresas, mesmo que elas sejam muito importantes, como é o caso da Galp”.

O Ministro da Economia falava hoje à Lusa à margem da inauguração do Centro de Apoio Logístico da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), em Castelo Branco.

A notícia que a Petrobras terá abandonado as negociações para a aquisição de parte da posição da ENI no capital da Galp foi divulgada pelo “Expresso”, dias depois de a aquisição de parte do capital da Galp pela Petrobras ter merecido um sinal positivo do Embaixador brasileiro em Portugal.

Recorde-se que Mário Vilalva disse “encarar a possibilidade de a Petrobras participar diretamente na gestão da Galp com muita alegria e otimismo”, considerando que haverá “mais empresas portuguesas e brasileiras a fazer troca de ativos”.

A relação entre Portugal e o Brasil foi tida como prioritária pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates, durante uma deslocação àquele país, por altura da tomada de posse da sucessora de Lula da Silva.

O negócio para a aquisição da Galp previa que a empresa brasileira adquirisse 25 por cento dos 33 por cento que a ENI, ficando os restantes 8 por cento disponíveis para ser adquiridos ou pelo Governo português e posteriormente vendidos ou por outra empresa. Na corrida estava também a Sonangol.

O “Expresso” adianta que terá sido a falta de entendimento entre a Sonangol, o Governo e Américo Amorim (principal accionista da Galp em parceria com a filha do presidente angolano), que levou ao abandono da Petrobras.

Com as informações – Agência Financeira (Portugal)

Por Rodrigo Cintra

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