Gabrielli rebate Santander sobre capitalização da Peroba

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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, destinou parte de sua palestra, durante o seminário “Cenários da Economia Brasileira e Mundial em 2011, realizado nesta segunda-feira na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), para responder os questionamentos feitos pelo economista chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, que questionou o resultado para o Tesouro Nacional no processo de capitalização da estatal. 

Ele explicou que a Petrobras pagou R$ 74 bilhões pelo direito de produzir 5 bilhões de barris de petróleo cedidos pelo governo. Além disso, frisou que o Tesouro comprou R$ 32 bilhões a menos de ações, gerando uma diferença em caixa na empresa.

– Se isso não é caixa, eu não sei o que é caixa – ressaltou, acrescendo que o Tesouro Nacional também é acionista da empresa.

Neste momento, Gabrielli foi interrompido pelo economista do Santander que questionou-o dizendo que “caixa é o dinheiro que entra em caixa, não é promessa”.

Por sua vez, Gabrielli deu o troco: “não é promessa nenhuma, é fato”. E o economista recrutou: “cadê o dinheiro?”. “Tá no Tesouro”, disse Gabrielli. Schwarstsman respondeu “Ah é?” e acrescentou “Só na cabeça dos contadores do Tesouro”.

Passado o “embate”, Gabrielli fez questão de defender a construção de novas refinarias com a máxima urgência. A estatal, segundo ele, está construindo essas unidades para tentar amenizar a atual situação de oferta de combustíveis. A capacidade de refino nacional está “no limite”, conforme frisou.

Gabrielli frisou que a empresa está com um grande problema.

– Estamos no limite do refino e com um crescimento exponencial na produção de petróleo. Somos a empresa no mundo que mais cresce em produção com base em novas reservas – disse, rebatendo as críticas do mercado financeiro sobre os investimentos de quase US$ 40 bilhões que a companhia tem previsto em seu plano de negócios até 2014 para a área de refino.

A situação mais crítica, segundo ele, diz respeito a gasolina e o querosene de aviação e o gás liqüefeito do petróleo (GLP).

– Não investir em refinaria no curto prazo é suicídio.

O presidente da estatal citou a melhora da renda per capita como sendo um dos motivos que levou a essa situação.

– Toda nossa intervenção nos últimos anos foi para aumentar a capacidade de produção de diesel em nossas refinarias. Agora vemos gargalo na gasolina e outros, mas isso não se muda no curto prazo. A única maneira de mudar isso é construir refinarias, e isso leva seis anos no mínimo.

Ele lembrou que, no ano passado, o crescimento da gasolina no mercado interno foi de 19%, ante um PIB de 7% e 10% do mercado geral de combustíveis. E afirmou que atualmente o preço da gasolina no Brasil está abaixo do praticado no mercado internacional.

– Mas é natural. Não vamos alterar nossa política de preços, não vamos repassar oscilações no curto prazo.

Fonte: Monitor Mercantil

Por Marcus Lotfi

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