TLD em Guará sem previsão de término

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O teste de longa duração de Guará, prospecto do bloco BM-S-9, localizado no cluster do pré-sal da Bacia de Santos, só voltará a operar depois que todas as causas do acidente de domingo (27/2) e segunda-feira (1/3) foram esclarecidas. A prioridade da Petrobras é entender o que aconteceu antes de voltar a extrair óleo da área.

Ainda não há qualquer previsão de retorno à operação do projeto, que é o segundo TLD realizado nas descobertas do pré-sal e a primeira locação do Dynamic Producer, convertido no estaleiro Sembawang, em Cingapura. O EnergiaHoje apurou com exclusividade que a paralisação do FPSO teria sido ocasionada por um shut down.

As causas do acidente estão sendo investigadas por uma comissão da área de E&P. “Estamos investigando com calma e atenção. O sistema só retomará a produção depois que foram detectadas todas as causas do acidente e definidamente compreendidas para que os problemas não se repitam”, afirma uma alta fonte da área de E&P.

O sistema de Guará teve sua produção interrompida no domingo, depois que o FPSO da Petroserv Dynamic Producer a presentou problemas e o poço foi fechado. Na segunda, o riser do poço SPS- 55 rompeu.

O sistema estava em operação desde dezembro, produzindo cerca de 14 mil barris/dia de óleo. A Petrobras também teve problemas com a produção do TLD de Lula, que teve sua produção interrompida temporariamente.

Com o acidente em Guará, a Petrobras já admite que o início de operação do TLD de Carioca poderá sofrer atraso, uma vez que o prospecto será explotado pelo Dynamic Producer. O sistema estava previsto para começar a produzir o primeiro óleo entre os meses de maio e junho.

Com as informações – Cláudia Siqueira / Energia Hoje

Por Rodrigo Cintra

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