Empresas querem dividir gasoduto da Petrobras

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As sócias da Petrobras na exploração dos campos gigantes do pré-sal negociam com a estatal o compartilhamento da infraestrutura da região, afirmou uma executiva da petrolífera BG, que está entre as parceiras da brasileira. A Diretora da BG Valeria Amoroso Lima sugeriu nesta terça-feira em evento no Rio que a indústria do petróleo adote uma padronização semelhante à que regulamenta o Mar do Norte para o uso dos dutos, inclusive os que são apenas da Petrobras.

Mas o gerente de planejamento do Pré-sal da Petrobras, Mauro Yugi, por sua vez, avalia que as regras da Inglaterra devem ser adaptadas para o Brasil. “Não podem ser usadas aqui sem adaptação de forma alguma”, enfatizou, ao ser indagado sobre o assunto.

A Diretora da BG citou como exemplo o contrato de conexão entre o gasoduto Lula-Mexilhão, que pertence à Petrobras em parceria com BG e Galp, inaugurado na segunda-feira, ao duto já existente, apenas da estatal, que leva o gás de Mexilhão para Caraguatatuba.

“A gente teve que negociar o primeiro contrato de conexão desse gasoduto com a infraestrutura existente da Petrobras, uma grande novidade”, disse, para uma plateia de centenas de pessoas reunidas na 4ª edição da Rio Pipeline.

“Pensando em toda essa complexidade, pensamos em trazer para discussão o código já existente na Inglaterra, que regula a relação entre os agentes no estabelecimento dessa infraestrutura e que não foi imposto, mas desenvolvido por toda a indústria”, completou, na palestra.

“Daqui a alguns anos, por exemplo, podemos ter declínio da produção de alguns campos e pode-se ter capacidade nesses gasodutos que poderá ser usada por outros campos, outros operadores”, afirmou a Diretora da BG.

A executiva da BG afirmou que também está em discussão como os sócios do B-MS-9, que inclui o campo de Guará, poderão usar a infraestrutura do B-MS-11 -que deu origem a Lula. Isso porque há diferenças na composição acionária desses blocos (BG e Petrobras são sócias da Galp no primeiro bloco e da Repsol no segundo).

“O objetivo é garantir a maximização dessa infraestrutura para adotar melhores práticas e condições de acesso (…) e principalmente, como foi o caso do Mar do Norte, para que as negociações sejam menos complicadas e sejam em termos justos, razoáveis”, acrescentou.

A legislação atual, prevista na Lei do Gás, de 2009, não trata de dutos marítimos, mas apenas terrestres, segundo a executiva.

Com as informações – Terra

Por Rodrigo Cintra

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