HRT pisa no freio na perfuração de poços

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A brasileira HRT reduziu de 31 para 19 o número de poços de petróleo a serem perfurados no próximo ano. A redução nas atividades é fruto da crise financeira global. A afirmação foi feita ontem (24), na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), pelo CEO da petroleira, Márcio Rocha Mello.  

“Estamos apenas com um ´pé no freio´ para proteger nossos negócios, mas conseguimos renegociar contratos com parceiros e fornecedores dispostos a não perder negócio e geramos assim uma economia de cerca de 250 milhões de dólares”, afirmou. Segundo o executivo, os fornecedores da HRT preferem vender pouco, mas por muito tempo. 

Os investimentos previstos para o ano, no entanto, não foram reduzidos e, em 2012, a companhia planeja fazer aportes na ordem de 750 milhões de dólares, o valor deve ser o mesmo para 2013. 

A empresa comemora nesta terça-feira (25), um ano do IPO (Oferta Pública Inicial, do inglês Initial Public Offering) e inovando, promoveu ontem (24) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), um curso sobre geologia do petróleo para analistas e jornalistas. Na ocasião, a companhia também apresentou um overview, com seus principais resultados durante seu 1º ano de operações. 

O CEO da HRT informou que a empresa quer participar do leilão A-5, em dezembro, como fornecedora de gás natural para uma termelétrica a ser instalada próximo à descoberta da Bacia do Solimões (AM).  

Marcio explicou que o acordo com a TNK é importante no caso de atraso na produção de gás na Bacia do Solimões, para que a empresa não sofra punições pela falta do energético. “Esperamos apresentar no início do ano que vem o plano de avaliação e desenvolvimento da descoberta da Bacia do Solimões, mas adianto que em três anos, esperamos estar produzindo até 10 milhões de m3/dia na região”, concluiu. 

Sobre o acordo de compra da participação da Petra nos campos da Bacia de Solimões pela TNK, ele disse deve ser fechado em breve, viabilizando assim a garantia de fornecimento para a HRT. 

Marcio disse também que no momento a HRT está conversando com empresas interessadas em comprar o gás deles e que a ideia é construir uma planta de fertilizantes próximo à descoberta. “Os dutos para escoamento do gás seriam construídos pela própria dona da planta de fertilizantes ou da termelétrica. Daí elas mesmas terão de buscar alternativas para escoar o gás produzido pela HRT”, comentou, não fornecendo o nome dos players interessados. 

Sobre a notícia de que a Petrobras não estaria interessada em compartilhar o gasoduto que possui na Bacia do Solimões com a HRT, Marcio indicou que: “não tem nada a ver”. 

“Não solicitamos à Petrobras a utilização do gasoduto Urucu-Manaus para escoamento do energético. Não temos nenhuma conversa com a Petrobras nesse sentido, não entendo a declaração de executivo da empresa dizendo que não podemos usar o duto deles. A interpretação que tenho disso é que o duto está saturado”, ressaltou.

Com as informações – Maria Fernanda Romero / TN

Por Rodrigo Cintra

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