Estaleiro Atlântico Sul demite mais 400 funcionários

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Um mês e meio depois de demitir 350 trabalhadores, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) voltou a cortar pessoal esta semana. Foram 400 novas demissões, pelos cálculos do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE). A preocupação dos funcionários do EAS agora é com a continuidade ou não do emprego dos cerca de mil trabalhadores do casco da plataforma P-55, com entrega prevista para o próximo dia 22.

No último dia 15 de setembro, houve conflito de trabalhadores grevistas do EAS com a Polícia Militar no Complexo Industrial Portuário de Suape. Como resultado, uma semana depois 350 pessoas foram demitidas, algumas por telegrama e outras ao chegar na empresa – lá, o cartão não foi reconhecido na entrada.

Desta vez, nos novos cortes, o motivo não foi informado pela empresa aos trabalhadores. Mas as demissões ocorreram da mesma forma. Alguns empregados souberam que não faziam mais parte do EAS apenas ontem, ao chegar para um novo expediente de trabalho. Outros receberam telegramas em casa.

“Essas 400 demissões são as já confirmadas. Há boatos sobre mais, porém, não podemos ser irresponsáveis e dar boatos como informação confirmada”, diz o Presidente do Sindmetal-PE, Alberto Alves dos Santos, conhecido como Betão. Segundo ele, o que provoca expectativa nos trabalhadores do EAS é uma reunião prevista para a próxima terça-feira, no Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), no Rio de Janeiro, para discutir especificamente a situação de Pernambuco.

O Estaleiro Atlântico Sul tem acumulado atrasos nas entregas de suas encomendas bilionárias. Ele ainda trabalha na conclusão da embarcação João Cândido, que deveria ter ficado pronto em setembro do ano passado e ser o primeiro navio das 49 encomendas feitas pela Transpetro dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), criado há sete anos.

O EAS adiou várias vezes o prazo de entrega. A última mudança, que seria fruto do atraso devido ao movimento grevista, foi de outubro para o mês que vem.

A entrega da plataforma P-55, que provoca apreensão nos trabalhadores, deveria ter ocorrido em junho passado. Agora é esperada para este mês. O Atlântico Sul tem a maior carteira de encomendas do País, estimada em US$ 8,1 bilhões. Para a Transpetro são 22 navios, fora as encomendas diretas da Petrobras: o casco da P-55 e sete navios-sonda.

Em nota, O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) destacou que soma 10 mil funcionários em sua planta e que tem uma rotina de admissões e desmobilizações como qualquer outra planta naval de grande porte. “Trata-se de uma situação corriqueira no setor e o Estaleiro se mantém na mais absoluta normalidade operacional e contratual”.

Com as informações – Jornal do Commercio

Por Rodrigo Cintra

8 COMMENTS

  1. essa quantidade de demissoes é caluniosa só esta semana já foram mais de 2 mil funcionários demitidos por uma grande fraude ocorrido nos cofres e reservas financeiras da empresa.
    foi tão grande este desfalque financeiro que já não está produzindo mais nada por falta de matéria-prima e produtos.
    todos os funcionários inclusive eu foi mandado pra P-55 porque o galpão e os navios estao parados sem produção alguma;

  2. Mais Uma Vez no Brasil Gestores Corruptos Desviam Verbas e Arrasam com a vida de Centenas de Milhares de Trabalhadores que agora vão ficar por conta de Todos nós contribuintes no auxílio desemprego, onerando os Cofres Públicos o que fatalmente impedirá projetos em prol do Povo Brasileiro. Como no Brasil o crime do colarinho branco é permitido e incentivado, vamos dividir a conta desse prejuízo com todos! Enquanto uma meia dúzia de empresários riem da nossa cara e tiram uma beiradinha desse dinheiro pra financiar suas campanhas políticas do ano que vem, fortalecendo suas bases e assim perpetuando seu espólio do Povo!!! Ações Regressivas pela AGU e Receita Federal em todos os envolvidos sequestrando bens, ressarcindo os cofres públicos e privados para continuar a evolução do Brasil e dos Trabalhadores.

    Presidente Dilma Roussef, Por favor priorize os investimentos em Agentes da Polícia Federal, Auditores Fiscais do Trabalho e Procuradores do Trabalho, com esse time fortalecido, com recursos podemos tentar evitar essas situações e continuar com a evolução do Brasil!!!

  3. Esta estória não é nova…
    No Rio de Janeiro aconteceu a mesma coisa no passado…
    Os estaleiros atrasando entregas, renegociando prazos, quebrando, demitindo… mas alguns… bem, muito destes “alguns” estão no EAS.
    E a ciranda continua!

  4. A resposta dada pelo EAS de estar em absoluta normalidade operacional é tudo mentira, só quem estar trabalhando lá dentro é que sabe ou tem idéia do que estar acontecendo. Todos estão trabalhando com temor de perder seus empregos. Há deparatamentos que a redução chegar a ser maior que 50%.

  5. INJUSTIÇA TAMBÉM:
    FORAM DEMITIDAS VÁRIAS PESSOAS PELO EAS POR JUSTA CAUSA. ALEGARAM QUE OS TRABALHADORES ESTVAM BEBENDO NO HORARIO DE ALMOÇO… A MAIORIA NEM BEBEM, SÃO EVANGÉLICOS. SIMPLESMENTE ISSO ACONTECEU NUM SÁBADO, E FORAM COMUNICAR A DEMISSÃO 4 DIAS DEPOIS. SE ESTAVAM EMBRIAGADOS POR QUE O PREPOSTO PERMITIU A ENTRADA DOS MESMOS? POR QUE NÃO ADVERTIU? POR QUE NÃO ABORDOU OS COLABORADORES PARA VERIFICAR SE REALMENTE HAVIAM INGERIDO BEBIDAS ALCOÓLICAS?
    O PRESIDENTE DO EAS PROVOU MAIS UMA VEZ SUA INCOMPETÊNCIA E APROVOU AS DEMISSÕES, E MAIS, A GESTÃO DO EAS É PÉSSIMA, IMAGINEM UM RH DESSES QUE NÃO TEM CONHECIMENTO DE GESTÃO DE PESSOAS, O SUPERVISOR DO RH NÃO SABE NEM O QUE ASSINOU…
    CABE AGORA AOS COLABORADORES ENTRAREM NA JUSTIÇA E TIRAR UMA BOA GRANA DO EAS, QUEM SABE A CAMARGO, SANSUNG E QUEIROZ NÃO QUEIRAM TROCAR TODA GESTÃO?
    ASSIMNÃO TEM GRANA QUE AGUENTA!!! SEM CONTAR AS PESSOAS QUE ESTÃO LÁ DENTRO QUE RECEBEM SALÁRIO ALTO E NEM SABEM O QUE É UMA PLATAFORMA….
    ISSO PROVA QUE ESSE EMPREENDIMENTO NÃO VAI MUITO LOGE PORQUE ESTÁ NAS MÃO DE PESSOAS DESPREPARADAS

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