Diamond Offshore é condenada por Tribunal americano

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Esta matéria é uma tradução da que foi publicada no Blog americano “The Ghostly Galleon” e fala sobre a empresa Diamond Offshore, que aqui no Brasil é representada pela Brasdril. A matéria não é de nossa autoria, mas achamos interessante traduzir e publicar para os leitores do Portal Marítimo. Os créditos encontram-se ao final da mesma.

Eis o texto:

“Parabéns ao escritório de advocacia Arnold e Itkin, em Houston, Texas, pelo sucesso obtido na ação contra a Diamond Offshore que foi condenada em sentença unânime que decidiu que a empresa deveria pagar uma indenização de US$ 4.9 milhões para J.P. Upton, que trabalhava na Ocean Yorktown, que estava sendo usado pela empresa de modo que ficasse evidenciado que ele era o responsável por causar seus próprios ferimentos e cobrindo a negligência da empresa.

No processo original, os detalhes do incidente são descritos da seguinte maneira:

Partes: 

O autor é um marítimo Americano e residente no Mississipi.

A ré, Diamond Offshore Drilling, Inc. é uma empresa do Texas e será representada pela Agência CT Corporation System,  localizada à 350 N. St. Paul St. Suite 2900, Dallas, Texas 75201. 

O autor tem 30 anos, é casado e pai de uma criança de 1 ano de idade. Tragicamente ele perdeu as condições para sustentar sua família. No dia 28 de Março de 2010, o autor era funcionário da Diamond Offshore e trabalhava como Marítimo a bordo da plataforma Ocean Yortown, da qual a ré é proprietária e operadora. Durante o deslocamento da Ocean Yorktown para águas navegáveis, durante o qual o autor contribui para que a embarcação concluísse sua missão, o autor sofreu ferimentos graves no braço esquerdo, coluna, costelas e outras partes de seu corpo devido a negligência da ré e da flagrante negligência a bordo da Ocean Yortown, que não tinha condições de navegabilidade. Especificamente, o autor estava ajudando a instalar um compensador. Para tal, o autor precisou usar um cinto tipo para quedista com trava quedas e foi suspenso. Devido a negligência da ré, o cinto de segurança e o man rider não funcionaram adequadamente, fazendo com que o autor caísse de uma altura de 20 pés (6,1 metros). Além disso, a proteção contra quedas também falhou. Como resultado do impacto subseqüente, o autor ficou inconsciente por 25 minutos. (…)

(A partir deste ponto, as sérias lesões foram descritas e omitiremos por respeito a JP). 

Cerca de um mês após este acidente, que evidenciou que a Diamond não treina adequadamente seus funcionários, masi dois empregados tiveream sérios ferimentos e outros dois morreram a bordo da plataforma Ocean Amabassador, em acidente que também ocorreu por falta de treinamento de seus funcionários e que resultou na queda de uma baleeira com quatro tripulantes dentro da mesma. 

Este veredito para JP deve servir como um alerta para a Lowes Corporation, da qual a Diamond é subsidiária, a respeito de que algo deve ser feito com sua empresa fora de controle. A forte tendência que seus executivos têm em enganar e mentir para salvar suas próprias peles e para não perderem seus bônus anuais de segurança é um problema que a Lowes deve ter a reesponsabilidade de corrigir.

A Lowes também deve ficar de olho no problema do nepotismo na hierarquia da Diamond Offshore. A Diamond tem um histórico de contratar garotos prepotentes, sempre parentes de seus superiores. Levando-se em conta que  o Humpty Dumpty, Gerente de Área no Brasil, tinha seu irmão mais novo trabalhava como Toolpusher na Ocean Yorktown no momento do acidente com JP, talvez seja por isso que ele e outros sentiram-se a vontade o suficiente para tentar retirar as provas do flagrante acobertando os fatos que causaram a lesão. Se ele tivesse identificado o problema e atuado, providenciando treinamento uma vez que as equipes não estavam sendo adequadamente treinadas, dois norte americanos não teriam sido mortos e dois brasileiros não teriam sido gravemente feridos na Ocean Ambassador seis semanas mais tarde. 

Vamos continuar a luta para ajudar os que são responsabilizados como bodes expiatórios nestes acobertamentos e para que outro colega nosso de trabalho, tentando ganhar a vida para sustentar sua família, não se torne premanentemente inválido ou então morra por causa de empress tiranas que jogam com a vida de seus funcionários.”

Acesse o texto original no blog The Ghostly Galleon

Tradução livre de Rodrigo Cintra

4 COMMENTS

  1. Na Bacia de Campos – RJ/BRASIL, se Você é Norte Americano e Trabalha no Brasil sob contrato Vigente em seu País, DIFERENTEMENTE dos BRASILEIROS, Caso você sofra um Acidente do Trabalho, o Processo dura em Média um Ano ( Quase Metade do Tempo que o Processo Criminal do meu Acidente, Encaminhado pelo Delegado de Polícia de Campos está “Sumido” na Delegacia ) e sem a Falsa Desculpa de “ENRIQUECIMENTO ILÍCITO” para Amenizar Multas dos Empresários Assassinos e Criminosos junto aos colegas Serventuários da nossa Falsa “Justiça”.

    A Bagatela de US$ 4.9 Milhões de Dólares da Empresa ( Diamond Offshore, Conhece??? Não!!! Nem Eu!!! Provavelmente pode ser o Nome Novo de outra empresa onde morreram Trabalhadores como a Exemplo a ULTRATEC na Chegada de Niterói que após algumas mortes Virou UTC e muitas outras Copiaram Rapidamente a Graciosa Prática ).
    Será que a Petrobrás está preparada para Pagar Indenizações no Montante de R$ 10.000.000,00 ( Dez Milhões de Reais )???

    Será que um Dia a Nossa “Justiça” vai ao Menos se parecer com a JUSTIÇA Deles???

    Porque os Acidentes, sequelas e falta de segurança na PETROBRÁS não fazem distinção de raça, cor, credo e muito menos de nacionalidade!!!

  2. waouuu . so beeing an employer in Brasdril doenst really give that same as we are in Diamon Offshore. most of Brasileiro works but doesn’t have a clue about the law, their rights and legislations.

  3. Desculpe minha Desinformação pois sou limitado ao Ramo Aquaviário Submarino e muito Obrigado pela Informação que a Diamond Offshore é a Brasdril no Brasil!!! Realmente, Kayak, os Trabalhadores Brasileiros ainda vão levar Séculos para Saberem o que é Seguro de Cascos e Máquinas, Riscos do Petróleo a que tem direito todos os Trabalhadores Acidentados e é Constantemente Surrupiado pelas empresas que omitem com armas e dentes com o auxílio da “justiça Brasileira” que muitas vezes se finje de inocente e que ainda não entendeu que a Petrobrás e suas Subsidiárias costumam esconder os Direitos dos trabalhadores Offshore em “Anexos” dos Próprios Contratos e ou até em “Quadrantes” de “Anexos” dos mesmos Contratos. Com essa Fragmentação Contratual a Petrobrás e suas Parceiras ao Serem Notificadas pelo Juízo Escolhem os Anexos e Quadrantes que não lhes comprometa, restando a parte mais frágil a prova da existência de seus direitos. Resta ainda Salientar que a Própria Organização que fiscaliza a operação de Seguros no Brasil como a IRB-Resseguros costuma através de norma interna custear todas as despesas que as empresas venham a ter para evitar o pagamento total das apólices e garantias aos Trabalhadores Brasileiros. Por isso vimos o Escândalo da CPI dos Mensaleiros onde entre as cabeças das operações está a PETROBRÁS e a IRB Resseguros do Brasil!!!

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_empresas_envolvidas_no_esc%C3%A2ndalo_do_mensal%C3%A3o

    IRB Resseguros : http://www.irb-brasilre.com.br/

    Tags : Allrisks, Infortúnio do Mar

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