Sergio Machado – O Renascimento de uma Indústria

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A expressão “maldição do petróleo” traduz um fenômeno que se tornou recorrente em países e regiões nas quais a exploração de grandes reservas se transformou em sinônimo de concentração de poder e renda, além de conflitos sangrentos.

No Brasil, o expressivo aumento da produção petrolífera, longe de se transformar em maldição, está, ao contrário, trazendo novas oportunidades de geração de renda e emprego digno para milhares de brasileiros. O que caracteriza o nosso progresso recente é justamente o fato de estarmos compartilhando o crescimento econômico com todos os setores da sociedade, beneficiando, sobretudo, os que mais precisam.

O primeiro navio entregue por um estaleiro brasileiro ao Sistema Petrobras em 14 anos está neste momento, no Porto de Mucuripe, em Fortaleza. A viagem inaugural do navio de Produtos Celso Furtado simboliza, antes de mais nada, o sucesso de uma política industrial que prioriza as necessidades da grande maioria da população.

Poderíamos continuar importando navios e, com isso, exportando empregos e divisas, como queriam os que não acreditam na capacidade do trabalhador brasileiro. O Presidente Lula, no entanto, nos determinou a execução de um programa específico de alta importância estratégica, para fazer face ao aumento da nossa produção petrolífera e à necessidade de renovar e expandir a nossa frota própria de petroleiros.

O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) mudou não só a face da nossa indústria naval, mas também a vida de muitos brasileiros. Ao voltar a construir navios de grande porte, readquirimos a nossa soberania marítima e descentralizamos o setor, que hoje se expande, criando novos polos e oportunidades em vários estados.

Antes como gestora do PAC e agora na chefia da Nação, a presidente Dilma Rousseff tem participação decisiva nesse processo vitorioso. Já somos detentores da quarta maior carteira de petroleiros do mundo e da quinta maior carteira de navios em geral. Os nossos estaleiros, que empregavam menos de duas mil pessoas na virada do século, hoje oferecem 60 mil postos de trabalho.

Com o volume de encomendas, criamos escala para viabilizar novos empreendimentos e para que os estaleiros já existentes pudessem se modernizar, investindo em instalações, tecnologia e capacitação profissional. Com isso, adquirimos condições para construir uma indústria naval mundialmente competitiva e, por isso, sustentável. Essa é a principal premissa do Promef.

Retomando a rota do Barão de Mauá – o primeiro grande construtor naval brasileiro – o navio Celso Furtado simboliza a materialização de um programa que dá aos brasileiros, não apenas empregos decentes, mas também a oportunidade de mostrarem o seu valor e o seu talento.

Por Sergio Machado / Presidente da Transpetro – Jornal O Povo

2 COMMENTS

  1. A resposta é realmente beneficiar as commodities. Através das exigências maiores para o conteúdo local, a formação de mão de obra qualificada aumenta, a geração de empregos, agregação de tecnologias etc…
    No primeiro momento, pode parecer que não seja economicamente a melhor opção, porém a médio e longo prazo, trazem o desenvolvimento e
    a melhora de renda da população. Perfeita a posição do artigo.

  2. A PETROBRAS e a TRANSPETRO Merecem o sucesso que fazem, isso mostra aos estrangeiros que aqui neste pais existe uma empresa capaz de mudar o mundo, e a vida dos BRASILEIROS que acreditam na vida.

    PARABENS pelo excelente TRABALHO.

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