Petrobras é destaque no Congresso Mundial de Petróleo

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O Diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, recebeu o prêmio Dewhurst 2011, do 20º Congresso Mundial de Petróleo (WPC) em Doha, Catar, nesta quinta-feira (8/12). O prêmio leva o nome de Thomas Dewhurst, criador do primeiro WPC, em 1933.

O Presidente do Congresso Mundial de Petróleo, Randell Gossen, ressaltou que o Prêmio Dewhurst é um reconhecimento e uma celebração pela contribuição individual do geólogo ao setor. “Guilherme Estrella dedicou sua a vida à indústria de petróleo no Brasil e no exterior. E sempre teve a certeza de que o petróleo é encontrado, primeiro, nas mentes das pessoas”, afirmou.

O Diretor Estrella disse estar honrado pela escolha para o prestigiado prêmio. “Thomas Dewhurst, também geólogo, trabalhou na indústria por mais de 45 anos. Agradeço à Petrobras onde por tantos anos trabalhei e que me deu diversas oportunidades. Também agradeço a meus companheiros de trabalho”, declarou.

No discurso “Indústria do Petróleo e Cidadania Global – a necessidade de estarem juntas”, Estrella falou sobre as transformações na sociedade durante os últimos anos e como os novos meios de comunicação influenciam as novas gerações. “Suprir com energia bilhões de pessoas não é o bastante, é preciso promover melhor distribuição das riquezas e diminuir desigualdades. As novas gerações aumentam o criticismo em relação às empresas de petróleo e demandam mais informações. Essa nova geração hoje faz parte de nossas organizações e implementa processos de decisão mais transparentes, ambientalmente e socialmente responsáveis”, disse. Ao fim da cerimônia, Renato Bertani, ex-executivo da Petrobras e eleito Presidente do WPC para os próximos três anos, parabenizou o diretor pela conquista.

Inovação e Juventude

A Petrobras destacou-se durante os quatro dias do Congresso com trabalhos alinhados às últimas tendências da indústria. Muitos deles foram apresentados por jovens profissionais da Companhia, em consonância com uma das características do Congresso Mundial de Petróleo, que é estimular a troca de visões sobre o futuro da energia entre os jovens.

O Congresso promoveu o debate “Juventude na Energia do Futuro – Uma Visão dos Diferentes Cenários para o Futuro da Energia e o Impacto na Próxima Geração”, com a presença do Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. O Presidente destacou a necessidade de criar equipes com profissionais de diferentes perfis e experiências, para que haja aprendizado dos dois lados. Gabrielli lembrou que é importante não repetir erros do passado e ter mais cuidado com a sociedade e com o meio ambiente. “O mundo precisa de mais energia, e a juventude precisa combinar o suprimento de energia com a preservação do meio ambiente”, disse.

O Presidente da Petrobras também foi palestrante nesta quinta-feira na plenária “A relação entre Boa Governança, Responsabilidade Social e Sustentabilidade”. Em sua fala, apontou a necessidade de as empresas se aproximarem de seus públicos. “Qualquer grande companhia tem que se comprometer a dar retorno não apenas aos acionistas mas à Sociedade. É preciso envolver cada vez mais todos os públicos de interesse da Companhia no processo de tomada de decisão através de canais de comunicação”, disse.

Dentro da sessão “Inovação em Upstream,” a Gerente de Interação rocha-fluido do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Priscila Moczydlower, apresentou o trabalho Visão de Futuro na Exploração, com dois exemplos inovadores. Pelo sistema permanente de sísmica 4D no campo de Jubarte, através da leitura do reservatório no tempo (quarta dimensão) será possível gerenciar de forma mais eficaz o reservatório para maximizar a recuperação. É a primeira vez que essa tecnologia é aplicada em águas profundas e o sistema será interligado à plataforma P-57.

Outro exemplo apresentado foi a redução no tempo e no custo de perfuração nos poços do pré-sal. Segundo Moczydlower, foi preciso vencer um cenário difícil de profundidade de água e maleabilidade do sal para otimizar o projeto do poço. “A Petrobras já conseguiu uma drástica redução no tempo médio de perfuração de 2009 para 2011 e projetamos reduzir ainda mais o tempo. Uma das pesquisas para alcançar a redução foi a perfuração de três “poços-escola” direcionais que serviram de base para pesquisa: um poço perfurado onshore, o segundo em águas rasas e o terceiro foi o primeiro poço horizontal do pré-sal.

Patrícia Santos, Engenheira da área de Gás e Energia, apresentou trabalho sobre matérias-primas não convencionais para a petroquímica. O estudo baseou-se no monitoramento de três fontes da indústria petroquímica: gás não-convencional nos Estados Unidos, etanol no Brasil, e carvão na China. De acordo com Patrícia, esse é um mercado dinâmico e é preciso ter atenção na alteração nos preços das matérias-primas.

Novas Tecnologias

O programa Procap Visão Futuro foi apresentado pelo Gerente do Centro de Pesquisas, Orlando Ribeiro, destacando alguns projetos emblemáticos como a perfuração a laser. O projeto, em fase inicial, prevê a emissão de um laser intermitente durante a perfuração, fragilizando a rocha e acelerando o trabalho da broca.

Ribeiro também trouxe para o congresso projetos em estudo na área de nanotecnologia. “Essa é uma área muito promissora que a Petrobras está começando a estudar e com possibilidades quase ilimitadas”, concluiu. Dentre ideias em pesquisa estão a possibilidade de substituir tubos aços duplex de alto custo, por tubos de aço normal revestido por uma pintura com nanotecnologia, que seria resistente à corrosão e até com a capacidade de se autoreparar.

Governança e Sustentabilidade

O Gerente Geral da Petrobras no México, Milton Costa Filho, participou como moderador do debate “Mudança no Papel das Empresas Nacionais de Petróleo (NOCs).” Costa pontuou que a população mundial é 7 bilhões de habitantes e em algumas décadas chegará a 9 bilhões. “As NOCs são responsáveis por cerca de 2/3 das reservas mundiais de petróleo e gás e precisam de um investimento maciço nos próximos anos para garantir o suprimento de energia no mundo”, afirmou. O Gerente também abordou a necessidade que as NOCs têm de se transformar. “A era das companhias nacionais de petróleo está no fim. Estamos vendo o início da era das companhias nacionais de energia (NECs), para atender demandas de transição energética e mudanças climáticas”, disse. Milton Costa Filho foi eleito representante brasileiro no Comitê de Programas do WPC, para a próxima edição, em 2014. A gerente de Segurança Meio Ambiente Eficiência Energética e Saúde (SMES), Beatriz Espinosa, apresentou a estratégia da Companhia em relação às mudanças climáticas. Dentre as iniciativas estão investimentos em eficiência energética, energias renováveis e redução de emissões.

A delegação da Petrobras teve outros representantes participando de mesas-redondas e painéis em diversos temas como novas fronteiras exploratórias, tecnologias onshore e offshore, refino, eficiência energética, sustentabilidade, energias alternativas, governança e mudanças climáticas.

Por Redação Portal Marítimo

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