São Luís – Smit ainda não conseguiu retirar o óleo do Vale Beijing

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A empresa Smit, contratada pela STX Plan Ocean para avaliar a situação no navio Vale Beijing, não iniciou a retirada do óleo da embarcação, programada para acontecer na madrugada de ontem (28). A afirmação foi feita pelo Capitão de Mar e Guerra Nelson Ricardo Calmon Bahia, Comandante da Capitania dos Portos no Maranhão.

“Houve uma tentativa para a retirada de parte do óleo, mas como a balsa não conseguiu atracar ao lado do navio, devido ao mar revolto, não foi possível começar a retirada do combustível”, contou o capitão. Na tarde de terça-feira (27), a chata (balsa de óleo) se deslocou às 14h, do Porto Grande em direção à Baía de São Marcos, onde está o Vale Beijing, e pretendia se atracar à embarcação na madrugada de ontem, o que não foi possível devido à situação do vento e maré. A balsa deveria retirar parte das 2,5 mil toneladas de combustível do navio.

O Capitão Nelson Calmon disse ainda que a empresa Smit vai fazer outra tentativa para acoplar a balsa no navio, e caso não seja possível realizar a retirada de parte do óleo da embarcação, outra alternativa deverá ser adotada pela empresa.

A Capitania dos Portos informou que a retirada do combustível do navio vai ser feita para evitar um possível vazamento de óleo, caso as avarias aumentem. “Até agora (ontem, 28), a avaria não aumentou de tamanho. A retirada do combustível é somente para assegurar que o óleo não derrame no mar. Posso garantir que nenhuma gota de óleo foi derramada”, disse Nelson Calmon Bahia.

Técnicos da empresa Smith estão usando scanners para detectar as avarias, e para fazerem o diagnóstico do que possa ter ocasionado as rachaduras. Após a retirada de parte do óleo, o minério vai ser remanejado do porão 7 para os porões 3 e 5 do navio.

O relatório da situação e do que pode ter ocasionado as avarias deve ser divulgado até a primeira quinzena de janeiro, de 2012. A Capitania dos Portos abriu um inquérito administrativo para investigar o acidente, e encaminhará o caso para o Tribunal Marítimo.

Embarcação – O navio Vale Beijing, recém construído pela empresa STX Pan Ocean, que seria alugado pela empresa Vale, está inoperante desde o dia 4 deste mês. Ele apresenta rachaduras no casco, fato que estaria causando entrada de água no lastro da embarcação.

O Vale Beijing apresentou problemas quando estava sendo carregado de minério, no Terminal Portuário de Ponta da Madeira, de onde seguiria para sua primeira viagem com destino ao porto de Rotterdam, na Europa. As rachaduras ocorreram na parte inferior de um dos tanques, responsáveis pela flutuação da embarcação. O navio tem 370m de comprimento e 65m de largura, capacidade para carregar 390 mil toneladas de minério, e é uma das maiores embarcações do mundo.

Balsa naufraga – Na última sexta-feira (23), uma balsa da empresa Internacional Marítima, de apoio logístico para o navio Vale Beijing, naufragou na Baía de São Marcos. No momento em que afundou, a balseira estava somente com ferramentas da empresa Vale e ninguém ficou ferido.

De acordo com a Capitania dos Portos, a balsa não estava com óleo nem minério, e naufragou numa área que não oferece risco. A retirada dela aconteceu no inicio da noite de sexta-feira, e em seguida foi levada para o Porto do Itaqui.

Com as informações – Valquíria Ferreira / Jornal Pequeno

Por Rodrigo Cintra

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