Petrobras vai estrear como operadora no Golfo do México

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A Petrobras está prestes a estrear no Golfo do México o seu primeiro projeto como operadora. A companhia brasileira já atua na região em parceria com outras empresas, mas, pela primeira vez, terá 100% de controle de um poço de extração.

O início das atividades está previsto para até o fim de janeiro em dois campos: no de Cascade, a Petrobras tem controle total; no de Chinook, a empresa atua em parceira com a francesa Total, com 66,7% de participação. As plataformas, instaladas a 250 quilômetros da costa do estado norte-americano da Luisiana, vão buscar petróleo e gás a mais de 2 mil quilômetros de profundidade.

O Golfo do México ainda vive os impactos da tragédia de abril de 2010, quando a plataforma Deepwater Horizon, da britânica BP, explodiu e matou 11 pessoas. Classificado como o “o pior desastre ambiental da história no continente” pelo Greenpeace, estima-se que 780 milhões de litros de petróleo cru tenham vazado para o mar.

Quase dois anos depois do incidente, a extensão do prejuízo ainda é incerta. “Não sabemos muito sobre os impactos nas águas profundas. É difícil chegar até lá, e esse é um problema de longo prazo. Há muitas pesquisas em andamento”, disse James Natland, da Universidade de Miami, à DW Brasil.

Tecnologia e segurança

A companhia brasileira vai levar à região a tecnologia FPSO (Floating Production, Storage and Offloading vessel). Trata-se de um navio-plataforma com instalações de produção e estocagem, com capacidade de processar diariamente até 80 mil barris de petróleo e 50 mil metros cúbicos de gás natural.

Segundo a Petrobras, as autoridades norte-americanas elogiaram “a qualidade tecnológica do projeto e ressaltaram a colaboração entre a indústria e o governo americano para a produção segura de recursos de energia no país”.

Kenneth Arnold, da consultoria norte-americana WorleyParsons, pondera: “FPSO é uma tecnologia muito comum. É a primeira vez que será usada no Golfo do México, mas há muitos navios como esse ao redor do mundo. Eu não diria que é mais seguro, diria que tem um nível de segurança equivalente ao dos outros sistemas de produção.”

Entre as vantagens desse tipo de operação, a companhia brasileira alega que o navio-plataforma pode ser rapidamente desconectado do poço em caso de ameaça de furacão. “O Golfo do México é um negócio arriscado. Evacuações ocorrem praticamente todos os anos devido a furacões”, lembrou Natland.

Leia esta matéria na íntegra clicando aqui.

Com as informações – Nádia Pontes / Deutsche Welle

Por Rodrigo Cintra

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