PSV: A embarcação maldita!

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Tirando as lanchas de suprimento, a embarcação mais simples usada no apoio marítimo é o chamado PSV (Platform Supply Vessel). Nele é embarcado tudo o que se usa a bordo de uma unidade de produção ou perfuração. Peças, equipamentos e até comida. É considerado por muitos, o fusquinha do apoio marítimo e, bem, razão de ser desta matéria, são rejeitados pela maioria dos marítimos. Tentei descobrir os motivos pelos quais esta embarcação é tão maldita. Confira!

O ponto de vista mais polêmico é o fato dos pilotos “correrem” da função de navegar. Atualmente, parece que o cara já se forma para ser operador de DP. Então, preferem ficar embarcados em navios de mergulho ou lançamento de linhas, ou então nas plataformas com sistema de DP. Não estou afirmando, mas é o que muitos pilotos e maquinistas já me disseram. 

Outros já são de uma opinião com a qual eu concordo mais, que é a perspectiva do mercado ter mudado. Realmente, as oportunidades como um todo nas áreas de DP são melhores. Sem contar que é uma tecnologia de ponta, apesar de não ser nenhuma novidade. Quem não quer estar na crista?

Essa visão dos oficiais mercantes, principalmente dos pilotos, em relação aos PSV´s – claro – causou um impacto no mercado. E se a procura de vagas em barcos de apoio cai, a qualidade do serviço inevitavelmente cai junto, reforçando a imagem ruim em relação a estas embarcações.

Existirá forma de reverter este quadro? Mais que isso; existe um motivo para reverter? O mercado realmente está mudando, mas o que me intriga é saber que os PSV´s são necessários e continuarão sendo por muito tempo. São os “fazem-tudo” do apoio marítimo. Como podem ser tão desprezados?

Será que faltam investimentos das empresas nessas embarcações? Faltam oficiais com vontade para trabalhar a bordo delas? Sinceramente, eu gostaria muito de saber. Minha humilde visão entende que é preciso revolucionar os barcos de apoio às plataformas. Comprar novos, reinventar o jeito de abastecê-las, e assim, criar um novo mercado para nós, revertendo o foco da oferta versus procura e melhorando a qualidade do serviço.

Se o objetivo é fazer uma Marinha Mercante melhor e, consequentemente, um país mais rico, a medida é essa. No entanto, sabemos que esse assunto é complexo.

Opinem, discutam, quero aprender mais sobre isso!

Um forte abraço!

Por Marcus Lotfi

26 COMMENTS

  1. Quando vejo o pessoal com 6 meses de carta, às vezes um ano que seja, se negando a embarcar em PSV lembro da célebre frase do Romário: “Chegou agora e já quer sentar na janela?”
    Por isso que o idioma de operação entre plataformas e navios, aos poucos, vai sendo trocado pelo “Portunhol”, se é que vocês me entendem.

  2. a embarcação psv é bom para os marinheiros de conves ;porque eles recebe as talingada é um dinheiro a mais no seu pagamento e os outros naõ recebem so trabalho a mais atracando e desatracantoo rebocador

  3. Marcio alexandre

    Com toda certeza isso que vc cita acima colega rodrigo é a mais pura verdade depois ficam chorando o leite derramado,pois é ai no Psv que se deve adiquirir muita experiencia na area !!!

  4. depende, concordo em algumas partes, e discordo em outras.

    As embarcações PSV possuem, na maior parte , as diárias inferiores se comparadas com embarcações especiais e AHTS, dentro da mesma empresa…

    Consequentemente as “bonificações” que a tripulação recebe também são menores, aí eu pergunto, quem quer?

    se o mercado está favorável no momento e o piloto recem formado pode escolher, ele tem sim que escolher o melhor, é o mesmo que dizer que ninguem quer ir pra cabotagem e sim pro offshore, é EXATAMENTE o mesmo.

    No meu caso, eu me formei e “escolhi” ir para plataforma…. me arrependo? nem um pouco ! nem por isso sou menos (e nem mais ) profissional ou competente do que ninguém.

    Sobre sentar na janela, depende do ponto de vista,

    Quantos anos são necessários para sentar na janela? 1? 2? 5 ? 10? 20?
    o mercado é outro, e se a vaga da janela estiver livre….pode ter certeza que estarei lá!

  5. Tem gente que diz que é muito interessante o oficial pegar experiencia em navios para depois ir para o offshore.

    Eu discordo! totalmente… são operações diferentes….acho e confirmo que a praticagem já é o suficiente.

    agora, é questao de gosto, existem pessoas que nao gostam de rebocador e nem plataforma, preferem a cabotagem e eu respeito! claro! ela tem que correr at´ras do que é melhor pra ela, assim como todos.

    tem maquinista que trabalha em terra, tem maquinista que tá em navio, tem maquinista em rebocador. e piloto também.

    quem tá na janela? depende do que é janela pra quem. certo?

  6. Vou deixar aqui a minha opiniao, que de meio algum tenho intencao de faze-la verdade absoluta, mas a Solucao eh: Por DP2 nos barcos supply, se voce acha um que tenha uma tripulacao tranquila e unida, nao ha servico melhor, muito longe do stress de um barco de manuseio e da enxurrada de gringos em barcos
    especiais/plataforma. Estou em um psv dp2 com 01/02 tranquilos e nao ha razao pra querer outra coisa. Eu considero falta de humildade, tem gente ai se humilhando , ajoelhando pros gringos pra falar que eh DPO. Nego diz se dar valor e por isso nao quer PSV, eu ja acho o contrario uma vez que em psv vc so tem que responder a comandante e imediato, ja em barco especial sao 350 acima de vc, sem falar no olho grande ne. Mas… …cada um com seu cada qual, so sei que pra cima de mim ninguem solta cachorro…

  7. Trabalhei na construção de 12 – PSV’s UT755L, 6 – AHTS, 3 – empurradores de barcaças, 3 – lançamentos do tipo ROV… em todos esses tive prazer de embarcar em suas primeira viagem.
    Se tem uma dessas que eu escolheria para trabalhar embarcado seria o PSV, pois nessas embarcações se aprende muito, é um barco escola, principalmente para praticantes.

  8. Felipe, como você mesmo disse, tudo é questão de escolha, ou de ponto de vista. Essa “janela” foi criada justamente pelo perfil do Mercado e dos profissionais atualmente, que querem ganhar muito, sem saber o mínimo, aproveitando-se da situação atual deste Mercado.

    Uns querem ser Oficiais de Marinha Mercante, outros querem ser oficiais de navio, outros oficiais de rebocador e há também os que querem ser oficiais de plataforma. Cada um tem seus motivos para tal, mas uma coisa eu digo: quem decide ser Oficial de Marinha Mercante certamente vai pegar experiência em navio antes de partir pro offshore. Principalmente para Máquinas faz TODA diferença.

    O mais engraçado é ver ON que acabou de se formar querendo vaga para DPO e recusando-se a andar em PSV.

    Estamos moldando profissionais com imensos GAPs, Felipe.
    Na Máquina isso já é GRITANTE.
    No Convés, será em breve, uma vez que a realidade do mercado é de que QUASE NINGUÉM QUER EMBARCAR EM PSV.

    Lembro os senhores e senhoras (na verdade ALERTO) que já há uma “penca” de expats morando no Brasil, pagando impostos, com CPF, visto permanente e CTPS (Carteira de Trabalho – tem que avisar porque por incrível que pareça boa parte do pessoal não sabe).

    Além de boa parte dos caras serem bem formados (ledo engano quem pensa que todo filipino, ucraniano, croata, argentino, italiano, etc é um mau profissional) eles querem uma carreira, bem diferente dos colegas que, ao serem questionados, ao final de uma entrevista, se querem saber algo da empresa e vêm com pérolas como:

    “Tem internet a bordo?”
    “Tem academia a bordo?”
    “Pode usar o telefone?”

    Neste quesito, tiro o chapéu pro pessoal do ACOM que vem pra bordo e mete a cara no trabalho. Há gente ruim? Há sim, mas há muitos profissionais muito bons também, assim como os profisisonais das demais formações.

    O fato é que está se criando um enorme vazio entre gerações na Marinha Mercante e em breve pagaremos o preço por isso.

    Não sou o dono da verdade, ninguém é obrigado a concordar, até porque cada um tem seus objetivos pessoais / profissionais e, mais que isso, cada um sabe “onde seu calo aperta”, mas é isso que vejo e sinceramente fico preocupado.

    Em relação aos pilotos eu vou além e afirmo que em breve será bastante difícil achar um Oficial de Náutica que conheça o serviço de Oficial de Náutica no offshore, pois teremos somente DPOs, sem experiência como Oficial de Náutica, disponíveis no Mercado.

    Aí digamos que esse pessoal aceite embarcar, porque ficou na onça. Sabe o que vai acontecer? Vão ficar assistindo os expats manobrarem e vão dizer que estão sendo discriminados.

    Cada um faz o que quer com sua carreira, mas com a quantidade de plataformas sendo construídas ou vindo para o Brasil, já podemos imaginar também a quantidade de PSVs necessários para suprí-las. Daí vem a necessidade de profissionais para tripulá-los e isso preocupa.

  9. Excelente colocação, Rodrigo.

    Só um louco (RH/Gerente) vai colocar um patrimônio de 1 bilhão de dolares nas mãos de um profissional sem experiência.

    Os novos ONs não sabem o que é uma embarcação. Querem apertar botões, ficar em salas com ar condicionado e internet. Se soltar num convés, ele se perde! Como é que um indivíduo desses vai subir na vida? Vai chegar a Imediato sem saber nada… se chegar!

    Passar um temporada em um navio, depois passar pelo apoio marítimo, é um caminho natural para que o profissional tenha conhecimento sobre sua profissão. É lamentável que os jovens não consigam enxergar isso.

    sds,

  10. Achei muito bem posicionados tanto o Felipe como o Cintra. São dois pontos de vista muito válidos. Janela é relativo e cada um deve buscar a sua. O mercado nada mais é do que o conjunto dos resultados de todos os processos…Das empresas, dos empregados, dos serviços e dos produtos. Não é uma receita de bolo, mas podemos pensar sobre isso e ver o que podemos fazer.
    .
    Como eu disse no texto, acho que melhorar os PSV´s e as condições de trabalho poderiam dar uma boa equilibrada no mercado. Realmente não tem cabimento os pilotos saírem da EFOMM querendo ser DPO´s.
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    Vamos continuar discutindo, porque só assim é que aprenderemos.
    .
    Um abraço a todos!

  11. olá, vou botar minha colher suja nessa sopa .
    no fundo no fundo todos tem razão ,trabalhei em fpso e não gostei ,tem muito cacique e nois brazucas não valemos nada ,barco de mergulho ,o mergulhador pensa que é dono do barco. hoje trabalho em um barco que tem 29 anos ,não tem internete ,não tem televisão , telefone só se pagar ,mais atripilação é uma familia tantos o girngos como os brazucas
    mais se a cabatagem me pagar o que eu ganho no momento ,vou correndo para la
    abraços

  12. Sim de certa forma concordo com todos os comentarios mas a verdade é só uma cada vez mais existe falta de profissionalismo e uma decadençia acentuada na forma de ver os problemas da marinha mercante , mas tambem digo que quem podia fazer alguma coisa para melhoramento do profissionalismo dos homens do mar não faz. só criam entravos atudo o que aparece.
    Quem sabe não tem acesso, depois vem aqueles que não sabem mas teem padrinhos e depois acontesse o que não devia acontesser , naufragios , encalhes , etc.

  13. o que aconteçe é que muitos oficiais quando o DP das sua embarcações por algum motivo sai eles ficam apavorados pois não sabem manobrar a embarcação na “munheca” e correm pra terra.

  14. Acho que a DPC deveria dar oportunidade para os suboficiais tanto de nautica quanto de maquina,ja que os oficiais nao querem trabalhar em PSV,bota condutor e MCB pra trabalhar no lugar deles q vc vai ver que o serviço vai andar melhor q a encomenda.

  15. e isso ai pedro, ja que os oficiais não querem trabalhar em psv, bota mcb e condutores para trabalhar no lugar deles.

  16. Bom, e um tema bastante interessante. Fiquei 1 ano e meio em um PSV, Seacor Columbus, DP-2, pra mim foi uma escola e tanto, afinal de contas, era IMediato, fazia todo tipo de manobras, incluindo atracacao e desatracacao, alem obviamente das operacoes nas plataformas. Nao tinha academia, internet, TV a cabo , nem telefone, mas mesmo assim, foi uma excelente escola pra mim, hoje estou numa sonda de 6ª geracao, mas nao me arrependo nem um poucod e ter estado num PSV. todo dia tem emocao, seja por operacoes arriscadas, seja por mau tempo, manobras mais complcadas, enfim, a experiencia ficou. Pra quem nunca embarcou em um, recomendo! Grande abraco a todos!

  17. Na minha opiniao o oficial mercante pode querer o navio que interessa a ele, porem ele tem que ir preparado, e passar por navio e indispensavel, a respeito dos psv, tem projeto de navio que e um abuso e em quase todos eles nao tem banheiro nos camarotes, eu sou chefe e nao ter banheiro no camarote e sacanagem., e tem outra coisa a escola nao forma piloto ou maquinista pra offshore.

  18. Sou leigo nesse assunto, porém pretendo entrar com nivel superior, exercendo a função de ON. Acho que deveriam ter cursos mais especificos para respectivas atividades no mar.

  19. Essa é uma discussão que só existe porque o mercado esta bom. Então ótimo essa dança de cadeiras é saudável. Vamos lembrar do final do século passado onde vapozeiro embarcava (quando tinha) até em canoa furada. Vamos olhar as coisas boas do momento vivido pela marinha mercante e aprender a conviver com as coisas não muito boas. Um abraço a todos.

  20. Concordo com o Pedro. Se os ON não querem os PSVs, que então as firmas coloquem os MCBs para pilotarem a referida embarcação. Isto após a empresa ter a absoluta certeza de que o proficional tenha condições para isto. Tendo em vista que 98% dos MCBs tem esta condição profissional, isto resolveria o problema das empresas.

  21. na minha humilde opinião trabalhar em uma embarcaçao desse tipo e com uma carga horaria fadigante , não é nem um pouco convidativo.

  22. Flavio concordo com vc eu foi gerente de operações e sou comandante também, mais acho que os oficiais novos devem adquirir experiência primeiro para poder exigir alguma coisa, tenho mais de 10 anos no Área, e primeiro é a humildade, e por outra parte aprender a navegar… minguem agora faz cálculos de navegação como anos atrais, só querem apertar botoes e não é assim. Primeiro aprendam que é um navio para poder querer operar um PSV.

  23. Referenciais,necessidades,oportunidades de crescimento,respeito pelo trabalhador(principalmente aqueles que tem dependetes),salario, evidentimente, uma boa relacao com o RH e com a “gerencia” de Manutencao(isso um dia vai chegar nesse pais que so da valor aos administradores!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) o que muitos querem e com razao!.Mas o que oferecem???apertar botao a e quando a maquina nao faz o que se quer ligar para Pramaq”ta pegando”e o maquinista,que nem imagina o que seja liga para o CHM que vai correr atras ,mas muitas das vezes tem limitacoes(principalmente em eletronica) pois a escola nao CAPACITA PARA AS NECESSIDADES DE BORDO.
    Nao trabalhei com Ele mas o conheci nas muitas idas nos Navios da Transpetro:Jacozao!!.Para Ele maquinista tinha que ter 1000 dias de mar.Sub-CFM 4 anos de experiencia(e oha que o navio era turbina-ele olhava para peca e sabia de onde era,e pelo ruido da turbina ele sabia como a caldeira tava-ser colega Dele deveria ser dificil,mas gratificante.Imagine o destilador e a agua da caldeirra com tinha que ficar???)- Ele foi CFM do Jose Bonifacio,navio em que era o CMT,o Sr CMT Ronaldo Cervidanes,ex-superintendente da Transpetro .Tive o prazer de conhece-lo nas visitas ,e trabalhar 1 ano e meio como sub-cfm do CFM brandao.O CFM Brandao e Chefe do DP2 Stavanger ,onde pude verificar o que e ser profissional,o que e ter o navio como “seu” e alem de conhecer a fundo o seu oficio(sao CHM,pois OSM qualquer maquinista pode ser).Para mim foi um referencial profissional que levo comigo ate hoje e nao vi e nem ouvi falar de profissionais como o Jacozao,Horta(Norskan),e Brandao..
    O Que vemos hoje e trajico e comico ao mesmo tempo.Imagine se vc tem uma empresa e vai contratar um piloto,com seus 64 anos, como IMT,para fazer o servico de piloto,sendo que o mesmo nao consegue subir escada?No periodo de 90 dias vc deleta e porque nao fazem isso??Porque nao tem gente?Nunca ouvi falar que a Siem ta pegando tempo.com tripulante.Essa e uma outra discussao
    O MUNDO MUDOU ,MUDOU!!!ANTIGAMENTE TINHA O GARANTIA,QUE VIAJAVA UNS 6 MESES ATE A EMBARCACAO ESTAR OK!hOJE VC E JOGADO NUMA EMBARCacao sem saber com que motor vai trabalhar,que tipo de planta de energia(PMS)vai trabalhar e vamos se imbora!!!!!Em qualquer setor produtivo hoje,srs,os empresarios estao investindo pesado em cursos para seus trabalhadores e cobrando os resultados esperados.(aos maquinistas sugiro dar uma lida no site:www.abraman.com.br).

    Meu professor Ferreira dizia nos idos de 1996,quando estava no 3 semestre do CIABA(Royal Academy) “:filho vc faz a cama depois se deita”.Nao me lembro de muitas coisas da disciplina que Ele ensinou,apesar de ter sido bom aluno,mas isso ficou gravado,alem do barco dEle que nunca dava dow-time,Ele sempre safava!!!KKKKKKKK!
    Portanto colegas,desculpe o tamanho do texto,mas vejo com bons olhos a opcao de escolher,mas com desconfianca a desqualificacao dos RHs,e dos colegas que nao querem navegar ,corrigir carta???.Vcs imaginem que o pobre 1OM num PSV ganha menos que o IMT e tem que fazer manutencao,estabilidade,entrada e saida de carga e material,ligar e inspecionar os frigo,tudo ao mesmo tempo em Imbetiba,mesmo com a ajuda do chefe e puxado!Cada um procure estudar,correr atras da sua melhora,pois nao temos Mais sindicato no Brasil(Depois do FAT e do desconto sindical Nao!!!) .Acredito em melhora pessoal,em crescimento pelo conhecimento,e pelo investimento(mas uma coisa aprendo no DPs da Transpetro onde passei 4 anos-corra atras,leia manual!!!!!!!!!!!!!)
    SDS
    CFM-Flavio

  24. Como o Sanlai, eu sou um leigo. Sou fascinado pela navegação, mas a conheço de fora. Estou começando minha primeira investida no Offshore agora, que estou estudando para a Petrobrás com o objetivo de emabarcar em Macaé, nas plataformas, como operador.E pegando o gancho dele e o do Tony, como leigo, eu gosto dos PSV’s e AHTS’s. Não sei na Marinha Mercante , mas, pelo que pesquisei na Transpetro, as escalas do AHTS me agradaram mais,que são de 1 x 1. Acredito que se ela tiver um PSV ,seja igual também. Mas , só a vivência de perto e, inicialmente numa plataforma para observar essas coisas de perto para ter uma opinião formada e mais clara.

  25. Com relação ao que o Rodrigo e o Flávio comentaram, apenas quero colocar que para um oficial de máquinas, motor, bomba, compressor, purificador, etc… são a mesma coisa em qualquer embarcação, rebocador, navio ou plataforma. O maquinista que trabalhou em navio plataforma trabalha em qualquer barco de apoio e vice versa. Digo isso porque sou oficial de máquinas e já trabalhei em vários tipos de navios (granel, petroleiro, carga rolante, containeiro, etc…), trabalhei em plataforma e agora estou em um PSV. Pode ser diferente para um oficial de náutica. Mas um oficial de máquina pode terminar a praticagem e embarcar em uma plataforma sem precisar passar por outro tipo de embarcação para ganhar experiência. O tipo de operação pode mudar, mas praça de máquina tem o mesmo princípio, apenas tem um ou outro equipamento mais moderno.

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