Presidência da Transpetro também deve mudar em breve

6
377

Após assumir a presidência da Petrobras no próximo dia 13, Maria das Graças Foster deverá promover mudanças não apenas na diretoria da companhia, mas nas subsidiáriais. Dentre as prováveis mudanças, circulavam ontem rumores sobre a saída de Sérgio Machado da Presidência da Transpetro. Para seu lugar estaria cotado Richard Ohm, um dos gerentes-executivos de Graça Foster na Diretoria de Gás e Energia.

Machado, ex-líder do PSDB no Senado, está no cargo desde junho de 2003, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Graça Foster, que hoje ocupa interinamente a Presidência da Petrobras — José Sergio Gabrielli foi para o Fórum Econômico Mundial, em Davos —, deverá ter sua nomeação aprovada pelo Conselho de Administração da estatal no próximo dia 9. Segundo fontes, ela já viajaria com Gabrielli no dia 14 para ser apresentada aos mercados de Nova York e Londres. Assessores próximos a Graça Foster disseram que, nos últimos dias, ela trabalhou intensamente, como sempre faz.

A dança das cadeiras atingirá outras diretorias

Ontem ainda circulavam rumores na estatal dando como certa a nomeação de Irani Varella, atual presidente da Petrobras no Uruguai, para a Diretoria de Gás e Energia, em substituição a Graça Foster. Eram também fortes os rumores de que ela poderá trocar ainda o atual Diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, funcionário de carreira da estatal, indicado pelo próprio Gabrielli.

José Lima, atual Presidente da Petrobras Distribuidora (BR), continuava ontem cotado para assumir a Diretoria de Exploração e Produção, no lugar de Guilherme Estrella.

Com as informações – O Globo

Nota do Editor – Por que não indicar um funcionário de carreira da Transpetro, marítimo, na Presidência da companhia? Tem gente preparada ali dentro, basta haver a vontade política para fazê-lo e quebrar mais um paradigmana empresa.

Por Rodrigo Cintra

6 COMMENTS

  1. Rodrigo,

    Quando a Fronape foi “comandada” por um marítimo, o CLC Ronaldo Cervidantes Nunes Machado, a empresa passou por um dos piores momentos administrativos de sua existência. Até a negligência oficial a normas de segurança foram impostas por ele quando “ordenou a retirada dos macacões da lista de EPI” e das cartilhas de segurança.

    Famoso na empresa pela sua predileção pela “rota do Japão” e por “seu navio” ser “quase um navio de Marina de Guerra”, com uma estrutura militarizada ao ponto de seu 1ON usar “talabardão”, como se fosse um ajudante de ordens, infiltrou na empresa todos os seus “protegidos”, transformando a empresa num “quartelzinho”. Ele e alguns que lá ainda estão, literalmente, entraram para a “marinha errada”.

    Os marítimos foram obrigados a operar os navios durante operações de carga e descarga, manusear cabos e equipamentos durante atracações, desatracações e fundeios usando uniformes (alguns “puxa-sacos” chegaram a impor manobras de branco, azul de verão e outros uniformes da MM). Dois comandantes que não concordaram com este absurdo foram demovidos dos seus comandos.

    Melhor colocar um administrador de verdade por lá, afinal, a Transpetro não é feita apenas de navios.

    sds,

    • Flavio.
      Os tempos são outros.
      Assim como ele adotou estas medidas já citadas por você, sendo que há controvérsias a respeito disso tudo que você disse, há muitos marítimos que fazem muita besteira hoje em diversas funções.
      E será que isto quer dizer que não devemos dar chances a marítimos, desde que qualificados para tal (e isso envolve treinamento) em certos setores? Acredito que não.
      Julgar toda uma categoria por um marítimo é complicado.
      Outra coisa.
      Quer formar um gestor?
      Pegue um profissional de qualquer área, dê-lhe experiência de campo e depois treinamento específico.
      O que não pode é a famosa “orelhada”.
      Essa sim é perigosa.
      Respeito sua opinião, mas discordo diametralmente de você.
      Falando especificamente sobre este Comandante, que hoje tem 83 anos e encontra-se aposentado (se não me engano ele desempenhou esta função na Transpetro de 96 a 99, justamente na transição Fronape – Transpetro), muita gente não gostou da gestão dele justamente pelo contrário de tudo o que você declarou aqui.
      Muitos se opuseram a ele justamente por, em certas ocasiões, ele “deixar corrrer frouxo”. Há até uma história clássica na Transpetro do Marinheiro que, após fazer uma, digamos assim, “besteira muito séria” e ser chamado ao escritório do Comandante, ele não sabia se tinha sido elogiado ou advertido verbalmente, dada a educação dele, que era incapaz de proferir uma palavra mais ríspida que fosse. Além disso, ele era conhecido por sua vaidade, gostava de arrumação, uniformes impecáveis e isso, meu caro, é a voga de cada Comandante. Conheci gente que era o extremo oposto, pois tem marítimo que parece que gosta de andar que nem um mulambo por aí, muitas vezes parecendo um mendigo, tendo atitudes e posturas questionáveis sob vários aspectos e dizendo que “isso é a Marinha Mercante”, sem saber quão danoso é isso para a nossa imagem. Cada um faz o que quer, anda como quer e vai aonde quer mas, do momento que ele diz que “isso é a MM”, ele expõe toda uma gama de profissionais.
      E esta estória dos macacões, pelo que sei é lenda, ou então não foi bem assim, porque na verdade nesta época na Transpetro cada um usava o macacão de uma cor, usavam de outras empresas, não havia um padrão. Aí foi proibido o uso desses macacões, sendo instituído o macacão cáqui logo depois, para em seguida, após aprovação pela DPC, ser instituído o macacão cor de laranja, como o que é usado até hoje. Outro dado curioso é que, durante agestão dele, NENHUM CLC da Transpetro foi para a Escola Superior de Guerra fazer o curso isso sem falar que, na gestão deçle NENHUM marítimo pegou posição de gerência na empresa, difrente da gestão so Sérgio Machado, que diversificou bastante colocando marítimos e não marítimos em posições chave… Outro dado mais curioso ainda é que diversos oficiais que passaram pelas mãos desse comandante ocupam hoje funções de gerência na Transpetro e também na Petrobras, muitas que nem são ligadas a atividade marítima especificamente, e estão “fazendo o deles”.
      Enfim, há controvérsias e CONTINUO com a minha opinião de que deveriam colocar um marítimo na Presidência da Transpetro.

  2. Rodrigo,

    Eu era Imediato em outra empresa e neste período fiz o curso para CCB.

    A “estória” dos macacões não não era lenda… eu VI, tive nas mãos, as duas cartilhas (a com o macacão como EPI e a que tirava o macacão da relação de EPI). A cartilha dizia que manobra não era operação. Infelizmente não guardei isso… se ainda o tivesse, mandaria uma cópia para você.

    Uma coisa é o trânsito a bordo, o dia a dia, outra é uma manobra e/ou operação de carga e descarga. Eu via os marítimos da Fronape sendo obrigados a conduzir mangotes e máquinas portáteis para limpeza de tanques usando o caqui e o mescla (caso dos marinheiros)

    Quando chegou a superintendência da Fronape, o CLC Ronaldo foi colocando seus excomandados dos tempos do José Bonifácio nos cargos chave na estrutura da empresa. A INGER, as gerências como GECLA, GESP, GETRAN, GEIMP, diretorias como a DIMAN e DIRIN, a SETAG, que coordenava todas as agências… todas ocupadas por seus homens de confiança, dentro da mesma filosofia “da marinha errada”.

    A bordo, alguns comandantes extrapolavam, com manobras de branco, como nos navios de guerra… isso é anterior ao período do Sérgio Machado. Teve até o navio do “refeitório hierárquico”, em que o Comandante determinou que se fizesse uma fila no corredor e a porta só era aberta quando ele, o Chefe e o Imediato chegassem e ele – abrindo a porta – “convidasse a todos para o almoço e o jantar”. Daí ele se servia, depois o Imediato, o Chefe, o 1ON, o 1OM… até o mais moderno dos subalternos!!!

    Eu só acreditei neste absurdo quando encontrei, no centro do Rio, o tal Comandante, que eu conheci ainda quando Imediato anos antes, e perguntei a ele se era verdade: visivelmente constrangido, ele veio com o “famoso ‘olha só’…”, tentando justificar a atitude.

    Ainda bem que este tempo passou, apesar de que, hoje, na parte da empresa de navegação, ainda existem muitos marítimos trabalhando na sede da empresa, vários deles remanescentes dos “tempos do Ronaldo”, mas a Transpetro é algo muito maior e mais complexo que apenas os navios. Não sei se um destes remanescentes seria a melhor escolha para comandar a empresa.

    sds,

  3. Hoje ainda existem remanescentes destes crápulas como é o caso do comandante do gothenburg que em nome de uma economia ridícula faz sua tripulação passar fome e raiva. Sou contra o desperdício,mas economia em cima do sofrimento e sacrifício da tripulação ,pode ser tudo menos economia. E quando aparece um tripulante solicitando algum direito,logo é taxado de tripulante problema e dão logo um jeito de afasta-lo do navio e ainda sujam seu dossiê. Esse navio é record de reclamação,mas até hoje nada fizeram para melhorar a vida da tripulação que vem tolerando esse crápula e seus aceclas a anos.A Marinha ainda o condecora o o título de comodoro por bons serviços prestados. Bons serviços prestados ao capeta ,por certo.
    Sds.

Deixe uma resposta