Paraná luta pela mudança de seu mar territorial

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O Paraná deve se unir e lutar por justiça na questão do mar territorial, cujo traçado prejudica a costa paranaense em favor de Santa Catarina e de São Paulo, afirmou o Secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, em reunião do Movimento Pró-Paraná nesta segunda-feira (30).

A disputa entre os estados pelos direitos sobre a faixa de mar ligada ao seu litoral é antiga e ganhou importância desde a descoberta de poços de petróleo na camada pré-sal, que gerarão royalties nos próximos anos.

“São duas questões separadas que hoje convergem”, diz o Presidente do movimento, Jonel Chede. O grupo, existente há dez anos, é conhecido pela defesa de causas que afetam o Paraná. De acordo com Hauly, o governador Beto Richa apoia a luta pela mudança da legislação referente ao mar territorial, que deve se desenrolar no Congresso Nacional, onde tramitam projetos de lei tanto a favor como contra o pleito paranaense.

Geógrafos e geólogos presentes à reunião afirmaram que todos os tratados internacionais se valem de linhas paralelas para definir limites e fronteiras – critério que, se utilizado no Brasil, ampliaria o mar territorial paranaense. O problema é que a mudança mexe com interesses de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que são os estados mais beneficiados pelos royalties do petróleo e gás.

O critério cartográfico usado atualmente pelo IBGE prejudica os estados de litoral côncavo, como é o caso do litoral paranaense e do Piauí. Nestes dois estados, as linhas usadas para definir o mar territorial se aproximam à medida em que se afastam da costa, formando um triângulo, enquanto as linhas dos estados vizinhos se expandem. “Por muito menos um país declara guerra a outro”, ponderou Hauly.

No triângulo paranaense existe apenas um poço de petróleo, o Caravelas, ainda assim reivindicado por Santa Catarina desde 1991. Hauly alertou sobre a necessidade de embasamento técnico para argumentar a favor do Paraná. E lembrou que muitas vezes o assunto vem à tona e depois é esquecido. “Temos a necessidade imperiosa de persistência”, disse o Secretário.

Com as informações – AEN

Por Rodrigo Cintra

5 COMMENTS

  1. Até que enfim uma notícia a favor do estado do Paraná! Estado predominantemente agrícola, sempre alijado das questões do país em relação ao mar territorial, do présal, e de tantas questões ligadas ao desenvolvimento do estado.

  2. Marcelino, não creio que o Paraná seja alijado das questões ligadas ao seu desenvolvimento. Infelizmente só conheço a cidade Curtiba mas me pareceu uma cidade limpa e organizada como muito poucas em nosso país e equilibradamente urbanizada!

  3. Vai ser uma briga boa, pois se o Paraná ganhar vai acabar com alguns cx2….com verbas para campanhas de políticos de outros estados…..com mordomias…

  4. …“Por muito menos um país declara guerra a outro”…
    Mas que declaração mais infeliz, se este senhor acha que este tipo de negociação se da na base de palavras fortes e emocionais, as coisas continuarão como estão ou podem até piorar.

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