Petrobras – Acidente já é o segundo com a mesma unidade

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O acidente que ocasionou o vazamento de petróleo durante o Teste de Longa Duração (TLD) da Petrobras na área de Carioca Nordeste, no pré-sal da bacia de Santos, repetiu um problema ocorrido com o mesmo navio, ano passado, quando era feito o teste na área de Guará, também na Bacia de Santos.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o problema ocorrido nada tem a ver com a exploração estar no pré-sal, já que foi erro de engenharia, não problema nos reservatórios da nova fronteira.

“O problema foi o navio que faz o teste [TLD], não a perfuração. Não foi a geologia que deu problema, e não foi a primeira vez”, diz o Presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira.

Tanto em Carioca Nordeste como em Guará, o navio utilizado foi o FPWSO Dynamic Producer, da Petroserv.

No primeiro incidente em Guará não houve vazamento porque o poço ligado à tubulação que se rompeu estava fechado para análise e testes.

“As causas ainda não foram apuradas, mas não foi um problema do navio, foi problema na tubulação de produção”, disse ontem um assessor da Petrobras.

Na terça-feira, a estatal informou que 160 barris de petróleo tinham vazado durante o TLD de Carioca Nordeste, após um rompimento na coluna de produção. Em razão do vazamento, formou-se uma mancha de 70 km², mas de pouca densidade, segundo a Marinha.

A estatal informou que já recolheu todo o óleo que foi derramado.

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TECNOLOGIA

O vazamento a 2.140 metros de profundidade levantou novamente a discussão sobre a busca de novas tecnologias para enfrentar o desafio da exploração em grandes profundidades.

Para o Diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe/UFRJ, Segen Estefen, o país precisa reduzir o risco de vazamento. “Falta ao Brasil foco na proteção ambiental.” Para ele, há centros de pesquisa capazes de buscar soluções que reduzam o risco.

Com as informações – Denise Luna e Pedro Soares / Folha

Por Rodrigo Cintra

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