Navio colide com dois shiploaders, manda um pro fundo e causa transtorno em Santos

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Na noite desta segunda-feira, um navio colidiu com um shiploader (carregador de navios) ao tentar realizar manobra de atracação no Porto de Santos. O acidente ocorreu por volta das 22 horas, no berço do Terminal Graneleiro do Guarujá (TGG). O navio MV Milagro, de bandeira Maltesa, agenciado pela Cargonave, embarcaria 65 mil toneladas de soja. 

A embarcação colidiu com o shiploader nº 3 e atingiu o shiploader nº 4, que foi arremessado ao mar e naufragou. O primeiro equipamento ficou danificado. Durante a manobra, o navio contava com o apoio de dois rebocadores.

O MV Milagro teve a ponte de comando, grado de convés, escada de bordo e toldo do convés inferior avariados.  Após o acidente, a embarcação retornou à barra. Ninguém ficou ferido.

A Capitania dos Portos encaminhou perícia técnica ao local mas, por conta da baixa visibilidade, não foi possível apurar detalhes sobre a ocorrência.

Ship Loader foi pro saco. Capitania vai apurar o fato.

Na manhã desta terça-feira, uma outra equipe da perícia técnica foi encaminhada ao navio e ao local da batida para reunir novas informações e materiais para o inquérito que vai apurar as causas do acidente.

O navio permanece na barra, próximo ao fundeadouro 3.

Em nota, a assessoria de imprensa da TGG informou que a empresa está tomando todas as medidas para que o sistema seja reestabelecido no menor espaço de tempo.

Com as informações – A Tribuna

Por Rodrigo Cintra

10 COMMENTS

  1. Ninguém sabe o porquê do navio ter colidido.
    Caso não tenha sido por perda de máquina, ficam as seguintes perguntas:
    Quem era o Prático na manobra?
    Em que nível ele será responsabilizado?
    Caso o Prático tenha sido o pivô disso tudo, aonde entra a autoridade do Comandante?
    Mas se a empresa paga por um expert na área conduzir a manobra, por que é que não pode cobrar do prestador desse serviço? Ou será que pode.
    Uma legislação não muito clara e sem detalhamento algum de situações como essa contribui para que o imaginário da sociedade e dos profissionais marítimos trabalhe com força.

  2. Acredito serem válidas as perguntas acima porém nada melhor do que o testemunho ocular de quem estava no acidente…a corda do rebocador rompeu durante a manobra de atracação, jogando o navio contra o terminal TGG.

    • Obrigado pelas informações, Macedo.
      O problema é que isso não foi divulgado paa a Imprensa e a falta de informações é mais um ingrediente que alimenta o imaginário de todos e por isso as questões são levantadas.
      Só a título d einformação, a terminologia correta é “cabo”, ao invés de “corda”.
      Valeu, Macedo! Se tiver mais informações, fique à vontade para postar aqui.

  3. Caro Luiz Macedo, Sabemos que existem “N” Situações que podem Ocorrer para que Aconteça um Evento semelhante sem a Culpa Direta do Prático, Porém acho mais que relevante as Questões Levantadas Acima, Quais as Leis e responsabilidades entre Empresas e Práticos??? Como Funciona a Contratação e quais os Direitos e Deveres de Ambas as Partes??? Estamos em um Momento em nosso País de Crescimento sem Medidas e essas Questões tem que estar bem Claras para todas as Pessoas que Moram em Zonas Portuárias, Próximo a Estas ou Mesmo Ainda em Áreas onde Serão Instaladas Mega Instalações como Essas Como Eu que moro Perto do Açu ( Porto do Açu – OGX – Bacia de Campos ).
    Rodrigo Cintra obrigado mais uma vez por levantar a Bola de uma Questão que interessa diretamente a Todos nós que Somos Marítimos em Alguma categoria que não Somente a de Praticagem!!!
    PS : Por Exemplo até hoje não sabemos quais implicações penais deveriam ser tomadas pela Polícia Federal no caso do navio Roko que atropelou o Barco de Mergulho na Baía da Guanabara levando A Maioria dos Mergulhadores e Tripulação da Embarcação ao Óbito!!! Onde Foi parar o Prático??? O Delegado da PF do Inquérito foi preso logo depois por Corrupção ( OP.PASSARGADA ). Num Momento em que Capitães de Cruzeiros cometem erros Fatais, Gerando Tragédias e Práticos Colidem com Rochas Derramando Toneladas de Venenos no Meio Ambiente a População precisa Mais do que Nunca que Essas Regras Sejam Claras e que sejam dados nomes aos Bois ( que segundo se comente em certos portos chegam a faturar em torno de R$ 40.000,00 por Mês ( Sem Responsabilidade Alguma, fica ruim pra todo Mundo )!!!

  4. Se o cabo rompeu, não será responsabilizado o prático. A recomendação da IMO (que na maioria dos casos são incorporadas à legislação nacional) são de que os cabos a serem para o rebocador não sejam os mesmos que são utilizados para atracação. Se for apurado, ao final de um processo administrativo sancionador perante o Tribunal Marítimo, que os cabos estavam em condições inadequadas, será responsabilizado o comandante do navio.
    Abstraído o caso concreto, o prático é sim responsável, administrativa (suspensão ou cancelamento de sua habilitação), civil (reparação de danos) e penalmente.
    Todavia, em todas essas esferas, a responsabilidade é subjetiva, isto é, o prático não pode ser responsabilizado sem que se apure dolo ou culpa.
    Como o prático presta um serviço de assessoria — ele não é responsável pela manobra, o responsável é sempre o comandante —, esse dolo (intenção) ou culpa na prestação de serviço de assessoria é de difícil comprovação. Difícil, mas não impossível.
    Voltando ao caso concreto: o prático não o especialista de cada um dos navios que chega ao porto — o especialista do navio é seu comandante — o prático é o especialista da zona de praticagem:condições de tráfego, calado, corrente, ventos, visibilidade, características dos rebocadores e, claro, a comunicação em língua nacional com os diversos atores envolvidos (comandante do rebocador, pessoal de amarração no cais), já que seria impossível para um comandante, pois mais experiente que seja, conhecer todos esses aspectos específicos de cada porto. Assim sendo, se durante a manobra falha um equipamento do navio (leme, máquina, cabo, bowthruster, molinete ou cabrestante, etc), não é dele a responsabilidade. Se ele indica uma manobra que se demonstra, no bojo do processo de apuração de responsabilidade, temerária em face das condições de tráfego, das condições de maré, corrente, vento, etc., aí sim ele pode ser responsabilizado, sem prejuízo da responsabilidade do comandante do navio (que é o que mais irrita aos tripulantes).
    Mas ninguém chega ao comando do navio impunemente. Se o comandante é bom, ele simplesmente assume a manobra ao perceber que o prático está na iminência de provocar um acidente. Eu mesmo presenciei isso a bordo do Navio Olívia, da falecida Netumar. Saindo de São Francisco do Sul cedo, havia nevoeiro, o prático não sabia operar bem o radar, o imediato estava operando o outro, e alertou o comandante que o navio estava se dirigindo para o encalhe na margem do rio, ao que o comandante, Nicolau Spirides, assumiu a manobra.

  5. Muitas teorias,mas trabalho no porto ,sou comandante de rebocador,e ja vivenciei varios acidentes,que o responsavel foram os praticos,mas ate hoje com os meus 20 anos de experiencia,nunca vi nenhum deles perderem suas habilitaçoes,por erros,e nao ha mais acidentes nos portos,pela pericia dos rebocadores,que muitas vezes fazem manobras,que nao deveriamos fazer,mas fazemos porque somos profissionais,e nao deixamos os praticos na mao nos seus erros.

  6. Meus amigos, na hora do incidente, o pratico perdeu noção de distancia do navio e do berço da TGG e deu ordens para casa de maquinas a polpa quando viu que o navio estava muito rápido o rebocador tento pucha mais quebrou a corda e avanço embicando de polpa foi ai que pegou no carregador chip lood , é muita parentada na função de responsabilidade

  7. Isso é so alguns acidentes esporádicos no Porto de Santos, eu só quero ver quando construirem a Marina dentro do Porto, com esse projeto turistico “Fantastico” diga-se de passagem, só que alguem imaginou o que vai acontecer no Porto com a segurança da navegação ? , quando as embarcaçoes de recreio estiverem disputando o canal com os Navios Cargueiros e de Passageiros e Embarcações de apoio Portuário, visto que, essas embarcações de recreio a grande maioria das vezes são pilotadas por muitos cabeças de bagre, pergunto se essas pessoas conhecem a fundo as regras de pilotagem dentro do Porto, enfim DEUS nos LIvre e Guarde

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