“Homens e Máquinas” – por Ricardo Amaral, Presidente da Abremar

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Todos os que me leêm agora viram o acidente com o navio Costa Concórdia, na Itália, e certamente estão acompanhando o desenrolar das investigações. Todo o setor está absolutamente triste pelo acontecido, solidário à Costa Cruzeiros e aos seus hóspedes e orgulhoso daqueles que trabalharam e continuam a se empenhar para que o acidente tenha seus efeitos minimizados.

Desde já, deixamos claro que somente as investigações das autoridades podem realmente explicar o que aconteceu e apenas especialistas da CLIA (Cruise Lines International Association) e do ECC (European Cruise Council) podem responder a todas as questões sobre o caso – considerado isolado e raro.

No entanto, este acidente traz à tona um dos assuntos mais importantes para nossa área: a segurança e a saúde de passageiros e tripulantes.

Esse escopo, em todas as empresas que lidam com o Turismo Marítimo, é absolutamente transcendental, ocupando imenso espaço em nossas agendas e nas decisões das armadoras. Cotidianamente, as empresas buscam ideias, inovações, equipamentos, soluções e práticas de sucesso capazes de expandir a já enorme taxa de segurança do setor. Grandes e laboriosas equipes se envolvem com a questão, o que se comprova por meio do minúsculo índice de acidentes em navios. Para se ter uma ideia, de 2005 a 2010, 98 milhões de passageiros embarcaram no mundo todo. Destes, 518 se feriram em navios e 16 (0,0000163%) faleceram devido a acidentes marítimos ocasionais, de acordo com a consultoria G.P. Wild Limited. Os números são claros quanto à solidez dessa modalidade de lazer.

Prova dessa segurança é a confiança do passageiro de Cruzeiros Marítimos. De acordo com as armadoras, o recente acidente em mares europeus não abalou a crença do turista no setor e no seu compromisso com a segurança. É claro que, apesar de o erro ter sido humano neste caso (pelo que apontam as investigações até agora), continuaremos a avançar na questão da segurança e, assim, esperamos ser sempre dignos da confiança que os turistas depositam nesta indústria.

Hoje, as empresas armadoras e seus navios, além das determinações e regras das autoridades locais de cada país, obedecem a rígidas normas, controles e imposições de segurança determinadas por apurados organismos internacionais, como: Basic Safety Training (BST); Bureau Veritas, International Maritime Organization (IMO), RINA, Safety Manegement (SMS), STCW (International Convention on Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers), The International Ship and Port Facility Security (ISPS) Code. Esses organismos atuam sob demanda e controle dos maiores órgãos mundiais do setor de Cruzeiros Marítimos: International Council of Cruise Lines (ICCL), Cruise Lines International Association (CLIA) e European Cruise Council (ECC).

Por último, faço um apelo pessoal ao agente de viagem e ao turista de Cruzeiros Marítimos. Instrua seu cliente e sua família a participarem do treinamento de evacuação (que, obrigatoriamente, acontece nas primeiras 24 horas do roteiro do navio). Ele é altamente importante e faz toda a diferença em casos emergenciais.

E saiba que nosso setor está, como sempre, atento e compromissado com toda e qualquer prática, formação, plano de viagem, análise de incidente ou acidente das operações, comandos em terra, comandos a bordo e etc. Todos os dias.

Autor – Ricardo Amaral, Presidente da Abremar

Com as informações – Mercados e Eventos

Por Rodrigo Cintra

2 COMMENTS

  1. é de nada vale se treinar ,qualificar e habilitar profissionais se na pratica o que se vê é este tipo de atitude . “farinha pouca . meu pirão primeiro “ foi o que fez o capitão . diga se de passagem a pessoa mais qualificada , treinada e habilitada dentro de uma embarcação . atitudes e se seguir normas técnicas e realmente ser profissional de verdade vale mais que qualquer qualificação e habilitação . pois de nada vale ser qualificado , habilitado se não se aplica o que se sabe se tem conhecimentos “procedimentos “ e não se aplica . creio que deve se começar a fazer este tipo de treinamentos dentro das escolas nas primeiras formações
    pois serviram para sua vida toda . primeiros socorros , combate a incêndios , segurança no transito , segurança dentro de embarcações etc.. isto sim é que é um ensinamento útil pois de que serve artes , dança e religião se nos não sabemos nem sobreviver neste mundo e ter respeito tanto para com as pessoas quanto com a natureza . depois teremos cada fez mais tribunais julgando este negligencia toda.

  2. Eu tenho que rir de um cidadão como este…
    Ele não sabe a diferença entre uma certificação, uma sociedade classificadora e uma norma internacional… enfiou tudo “no mesmo balaio” e finalizou dizendo que “Esses organismos atuam sob demanda e controle dos maiores órgãos mundiais do setor de Cruzeiros Marítimos: International Council of Cruise Lines (ICCL), Cruise Lines International Association (CLIA) e European Cruise Council (ECC).”
    Este cidadão certamente não sabe o que é IMO ou quem “apita” o que e aonde…
    sds,

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