Angola – Pré-sal desperta gigante africano

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O potencial do pré-sal angolano, onde já foram noticiadas duas descobertas significativas, está a animar as empresas petrolíferas que operam no país bem como o governo, uma vez que as descobertas podem significar um aumento das reservas confirmadas.

O anúncio da descoberta de petróleo no poço de exploração Azul-1, localizado em águas profundas do bloco 23 da Bacia do Cuanza, “vem dar um encorajamento extra às petrolíferas para aumentarem os seus esforços de exploração na camada do pré-sal”, afirma a Economist Intelligence Unit no seu mais recente relatório sobre Angola.

Na sexta-feira, a Cobalt International Energy, que tem como principal accionista a Goldman Sachs, confirmou a existência de grandes quantidades de petróleo no Bloco 21, apontando os resultados preliminares para uma capacidade de produção próxima de 20 mil barris de petróleo diários.

“O poço Cameia é um sucesso extraordinário. Os resultados excederam as nossas expectativas pré-perfuração e aumentámos a nossa confiança em todo o inventário de exploração pré-sal na África Ocidental”, afirmou o Presidente da Cobalt, Joseph Bryant, no comunicado em que foi anunciada a descoberta.

A camada de pré-sal situa-se a grande profundidade, apresentando dificuldades técnicas à exploração e exigindo que as reservas encontradas sejam maiores do que o habitual, para que a produção seja rentável.

A descoberta no bloco 23, operado pela dinamarquesa Maersk Oil, a primeira no pré-sal, foi feita a 5 334 metros de profundidade.

O potencial, segundo a EIU, é de 3 mil barris de petróleo por dia, tendo a operadora indicado que vai prosseguir na avaliação da descoberta e aprofundar os trabalhos de exploração.

Em Dezembro, a concessionária estatal Sonangol assinou, ao fim de quase um ano de negociações, 11 contratos de partilha de produção no pré-sal, no mar da bacia do Cuanza.

A norte-americana BP ficou com os blocos 19 e 24, a norte-americana Cobalt com o 20, a espanhola Repsol com o 22 e a Total, de França, com os blocos 25 e 40.

O bloco 35 ficou para a italiana ENI, os 36 e 37 para a ConocoPhilips e 38 e 39 para a Statoil.

Paralelamente, o grupo petrolífero brasileiro Petrobras vai iniciar em 2012 furos de prospecção no Bloco 26 do pré-sal angolano, localizado na Bacia de Benguela.

Recentemente, o Presidente Executivo da BP, Bob Dudley, afirmou-se convicto de que “o pré-sal nas bacias de Benguela e do Cuanza tem potencial para aumentar de 20 anos para meio século a vida da indústria petrolífera em Angola”, segundo o jornal econômico angolano Expansão.

Em 2010, Angola produziu uma média de 1,9 milhões de barris de petróleo por dia mas problemas registados em vários blocos em 2011 fizeram com que a produção tenha ficado numa média de 1,65 milhões a 1,7 milhões de barris de petróleo por dia.

Este ano, a produção deverá recuperar para 1,85 milhões de barris diários, tendência que deverá manter-se nos próximos anos, à medida que novos campos entrem em fase de produção.

Até 2014, o nível de produção angolano deverá atingir 2 milhões de barris diários.

“A longo prazo, se as reservas de pré-sal provarem ser em nível comparável às do Brasil, a produção de petróleo de Angola provavelmente ultrapassará a da Nigéria numa base sustentada, elevando a posição do país para a de maior exportador de petróleo africano”, refere a EIU.

Com as informações – ABN News / Macau Hub

Por Rodrigo Cintra

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