EUA – Executivos da Noble são indiciados pela SEC por casos graves de corrupção na Nigéria

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A U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) indiciou três executivos da Noble Corp por estarem envolvidos em suborno a autoridades alfandegárias da Nigéria. As acusações são relacionadas a uma região de perfuração petrolífera bastante lucrativa que permanece atormentada pela corrupção, segundo a SEC.

O Ex CEO Mark A. Jackson estava entre os indiciados por ter feito pagamentos ilegais a agentes nigerianos que supostamente assinaram falsos relatórios evidenciando que plataformas da Noble saíram e retornaram às águas nigerianas, pois esta seria uma maneira de escapar de algumas leis e taxas locais.

Os subornos supostamente permitiriam que a empresa fugisse de algumas tarifas alfandegárias, evidenciando claramente uma violação da “U.S. Foreign Corrupt Practices Act.”, uma espécie de Lei anti Corrupção em outros países, à qual todas as empresas americandas devem submeterem-se. Na realidade, as plataformas nunca se moveram, mesmo tendo a empresa conseguido 11 permissões ilícitas e 29 extensões d permissão, segundo comunicado oficial da SEC.

A agência também indiciou James J. Ruehlen, Diretor da Noble da Nigéria, por ter subornado agentes para que forjassem documentações falsas.

O advogado de Ruehlen, o Dr F. Joseph Warin, negou todas as acusações contra seu cliente em uma nota oficial e prometeu contestá-las no julgamento.

 “O Sr. Ruehlen foi quem inicialmente levantou esta questão dentro de Noble, como poderia ele estar envolvido? Ele cooperou totalmente nas investigações e sempre agiu de uma maneira ética e transparente”, declarou o Advogado.

A SEC também indiciou Thomas F. O’Rourke, ex Auditor Chefe da Noble, por aprovar os subornos, declarando-os como despesas legítimas da empresa nos comprovantes de movimentações financeiras. Diante das provas, O’Rourke concordou com o indiciamento da SEC e vai pagar as multas estipuladas.

A SEC já havia indiciado a Noble durante uma varredura que fez em 2010 em várias empresas ligadas à atividade petrolífera. Naquele ano, a Noble colaborou com os investigadores da SEC e concordou em pagar mais de US$ 8 milhões para resolver diversas ações civis e criminais. A empresa não comentou o caso. Jackson, ex CEO da Noble na Nigéria, teria aprovado os subornos e escondeu-os do Comitê de Auditoria Interna da Noble e dos seus auditores. Ele se demitiu do Noble em 2007, após menos de um ano no cargo.

Como podem ver, lá o “buraco é bem mais em baixo”.

Ah, se fosse no Brasil…

Aqui já não investigam direito nem as maracutaias de empresas brasileiras dentro de nosso país, agora imaginem investigar as nossas empresas que operam lá fora?

Por Rodrigo Cintra

1 COMMENT

  1. corrupção e miséria sempre estarão juntas pois nem a morte separa , casamento perfeito. viva a união deles .
    a realidade do mundo racional é dura para quem vive nele. vamos eleger os nossos .

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