Caso Chevron assusta investidores

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Segundo analistas estrangeiros do setor, implicações criminais contra as empresas norte-americanas Chevron e Transocean e multas altas lavradas antes da conclusão das investigações podem alimentar a percepção de um ambiente protecionista com relação à indústria do petróleo no Brasil, e adverso para investidores estrangeiros.

De acordo com Christopher Garman, Diretor para América Latina da consultoria Eurasia Group, baseada em Washington, a impressão no exterior para quem não conhece o Brasil a fundo é a de que há uma certa “demonização” de empresas estrangeiras na indústria do petróleo e uma tendência do governo a restringir o setor a um monopólio da Petrobras.

“A visão que se tem de fora lendo a cobertura da imprensa internacional é que está tendo uma caça às bruxas contra a Chevron”, afirma.

Garman diz acompanhar de perto a indústria e as políticas de petróleo no Brasil e considera que a impressão de protecionismo no setor não procede, mas vem recebendo questionamentos de seus clientes nos últimos dias e tem precisado assegurá-los de que o Governo não pretende restringir a participação de empresas estrangeiras no setor.

‘De igual para igual’

Na semana passada, a Chevron confirmou a ocorrência de um novo vazamento na área do Campo de Frade, na Bacia de Campos, na costa do Rio de Janeiro, próximo ao local onde 2,4 mil barris de petróleo vazaram em novembro do ano passado. Desde então, autoridades investigam as causas das novas fissuras e se estão relacionadas ao primeiro acidente.

Thomas Pyle, Presidente do Instituto de Pesquisa em Energia (IER), nos Estados Unidos, considera que a reação brasileira tem sido “desproporcional”. Sobretudo a ação criminal contra ambas as empresas e 17 de seus executivos, oficializada na quarta-feira, pode assustar o mercado global, afirma.

“Se o Brasil adotar uma mão pesada em relação a este episódio, pode mandar uma mensagem confusa para o mercado internacional e deixar a impressão de que está tratando a Chevron, uma empresa estrangeira, de forma diferente que a Petrobras, que é estatal”, considera.

Para ele, isso poderia inibir a participação estrangeira em investimentos no pré-sal. Ele ressalta a importância de que as regras sejam aplicadas de maneira uniforme e consistente.

Leia esta matéria na íntegra clicando aqui.

Com as informaçoes – Júlia Dias Carneiro / BBC

Por Rodrigo Cintra

2 COMMENTS

  1. Discordo com a opinião dos investidores, acham que o Brasil é terra de ninguém e que aqui nada é crime, é só ver o caso do avião que derrubou o avião da GOL na floresta amazonica, o que deu para os pilotos do legacy? nada… então porrada na petroleira para mostrar que aqui não é bagunça.

  2. Apoiado Vinícius Lopes e Todos os Brasileiros que Podem falar de Cadeira desse Mercado!!!
    Se os Especuladores se sentem Desconfortáveis com o Tratamento dado as Empresas e Empresários, Mentirosos ( Já Comprovados pela Mídia e População que Acompanha o Caso ) e Descumpridores das Normas, Regras e Leis Brasileiras Promulgadas em Nome da Garantia à Vida e Meio Ambiente!!!
    Nos Poupem de Sua Sede Ava$$aladora de Lucro$$!!!
    O Brasil está aberto a Empresas Parceiras que Trabalhem dentro da Legalidade tendo a Produção como Subproduto de uma Política de Valorização à Vida do Trabalhador e ao Meio Ambiente Brasileiro!!!

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