Maersk Drilling planejando altos gastos com novas unidades

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A Maersk Drilling planeja gastar US $ 4 bilhões a 6 bilhões em novas plataformas, com a primeira encomenda sendo feita o quanto antes este ano ainda.

A unidade da gigante dinamarquesa AP Moeller-Maersk Group tem planos para comprar de seis a oito plataformas para ter uma participação mais significativa no Mercado, declarou o CEO Klaus Hemmingsen em entrevista recente concedida em pequim, China.

A Maersk Drilling, que tem hoje cerca de 3 % do mercado offshore, ampliou sua frota, como parte de uma meta de longo prazo para aumentar a sua capacidade em 50 %. A empresa, sediada em Copenhagen, já está gastando US$ 3,8 bilhões para construir seis plataformas, com entregas previstas já para o próximo ano. A empresa ainda pode fazer encomendas adicionais no final de 2012 ou em 2013.

“Nós ainda acreditamos no mercado”, declarou Hemmingsen, que também é membro do Conselho Executivo AP Moeller-Maersk. “A produção de petróleo está caindo rapidamente e, para atendermos a nova demanda, há uma grande quantidade de petróleo que precisa ser encontrado e produzido em um período de tempo muito curto.”

A Maersk Drilling, que celebra seu 40º aniversário este ano, opera 26 plataformas que incluem seis auto eleváveis feitas para operação em ambientes extremos, outras seis auto eleváveis para operação normal, quatro semi-submersíveis e dez barcaças de perfuração, que são unidades menores, com bastante mobilidade e pouca tecnlogia embarcada, tornando-as relativamente fáceis de serem operadas.

A empresa gastou US$ 3 bilhões em quatro anos até 2010 para aumentar o tamanho de sua frota para 26 de 20 plataformas.

Cada uma a US$ 600 milhões

Hemmingsen declarou em agosto de 2011 que a empresa não iria fazer encomendas “amanhã ou no futuro próximo” porque as plataformas eram “muito caras”.

Agora o CEO declarou que os preços se estabilizaram. “O custo das plataformas vêm subindo muito ao longo dos últimos dois anos, mas atualmente os preços parecem ter se estabilizado, embora em um nível muito alto”, disse ele. “Há um limite até onde os preços podem subir”.

O preço de plataformas de petróleo triplicou desde 2003 e plataformas em águas profundas agora custam entre US$ 600 milhões e US$ 650 milhões para construir, de acordo com Hemmingsen. Em águas profundas as semi-submersíveis da Maersk operaram em lâmina d’água de até 3.000 metros (9.800 pés), de acordo com o site da empresa.

“As águas profundas são muito promissoras”, declarou Hemmingsen, que assumiu a responsabilidade pela Maersk Drilling em 2005. “Esperamos ter encomendas para 2016, 2017 e em diante. Temos um programa de novas construções, mas não estamos com uma necessidade urgente. ”

A Samsung Heavy Industries Co. está construindo quatro navios-sonda de perfuração em águas profundas para a Maersk, que tem uma opção para pedirem mais duas, pelo mesmo preço. Hemmingsen declarou que a Maersk Drilling não deve exercer essas opções, que expiram no final do mês.

A Keppel FELS Ltd. também está construindo duas auto eleváveis para ambientes extremos para a empresa.

Estaleiros chineses

As plataformas de perfuração Maersk estão todas com contratospara este ano e até a metade do seguindo semestre de 2013, segundo o CEO. As diárias das unidades estão em cerca de US$ 500 mil para plataformas em águas profundas e, acima de US$ 600 mil para aquelas que operam sob condições especiais, disse ele.

“As taxas de mercado em águas profundas são muito altas”, disse ele. “Claro que isto é ajudado pelo preço do petróleo e pelas atividades estimuladas pelo petróleo”.

A demanda é maior no Golfo do México, Brasil e África Ocidental. A China não é tão ocupaa se comparada a estas regiões, e não possui as necessidades de sofisticação em termos de tecnologia oferecidas pelas plataformas operadas pela Maersk, disse Hemmingsen. O executivo completou dizendo que uma vez que a China não é um mercado em potencial para a Maersk Drilling em um futuro próximo, a empresa estará em contato com os estaleiros no tocante a fabricação de sondas. segundo ele, os chineses têm construído boas plataformas e certamente há uma chance de, um dia, eles contruírem para a Maersk.

Onda de Aposentadoria

O único risco que a indústria da perfuração teme nos próximos anos é o colapso na economia mundial e a queda nos preços do petróleo. Eu não acho que isso vá acontecer. O grande desafioagora é fazer atransição entre gerações, substituindo o pessoal mais antigo, já em vias de se aposentar, por pessoal mais novo e qualificado a operar as plataformas mais modernas. Há uma onda de aposentadorias chegando e nós precisamos qualificar pessoas. Estamos muito atrás e precisamos correr com isso. Ao menos 20 mil novos empregados serão necessários na indústria nos próximos quatro ou cinco anos e 3 mil desses a Maersk Drilling que empregar.

Há uma oportunidade de carreira da perfuração de poços de petróleo. A atividade já não é mais tão suja e pesada, como costumava ser. É tudo bem limpo, bastante seguro e tudo é movido através de joysticks, declarou Hemmingsen.

Com as informações – Bloomberg Business Week

Tradução contextual feita por Rodrigo Cintra

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