Polo Naval do Amazonas deixa para trás Chile e Argentina

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Uma embarcação de luxo produzida no Polo Industrial de Manaus sai 40% mais barata que a mesma fabricada na Itália. Este desconto acontece por conta das tarifas de importação, não cobradas por produtos construídos em território brasileiro. Com isso, o amazonense pode usufruir de um artigo majestoso, pagando menos.

Para construir uma embarcação de luxo, fabricado pela Crunch – empresa italiana -, é necessário mão de obra local especializada. Segundo o Consultor Comercial Franco Neto, isso não é um problema.

“A Amazônia detém um conhecimento grande e antigo, secular. Por isso, não vai ser difícil essa comunhão com as novas tecnologias. Creio que, em poucos anos, o Brasil será líder no segmento no mundo”, acredita. Prova disso é a fabricação do Smeraldo 40, um barco de alto luxo, com padrão europeu, no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Os funcionários da produção trabalham com um sistema parecido o do Polo de Duas Rodas, por conta do procedimento diferenciado de montagem. Para construir uma embarcação, é preciso misturar gel, resina e fibra de vidro dentro de uma forma para moldar o barco. Somente após este processo pode ser montadas as peças e os acessórios.

O Polo Naval registra um ritmo crescente no Amazonas, devido aos incentivos fiscais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O aquecimento do setor deve-se a dois fatores correlatos: o desenvolvimento da região e a proximidade da Copa do Mundo de 2014, quando Manaus será subsede. Hoje, a indústria náutica conta com 400 estaleiros no Amazonas, um número maior que de todo o segmento no Chile e na Argentina, por exemplo.

Com as informações – Amazônia.com

Por Rodrigo Cintra

1 COMMENT

  1. Ok,possui 400 estaleiros,mas nenhum,insisto,nenhum com qualidade na segurança do trabalho ou que cumpram acordos coletivos e obrigações sociais. Tudo no papel nada na dura realidade. Choques elétricos , só em 2011, mataram quase uma dezena de operarios navais.O Ministério Publico do Trabalho possui poucos dados pois, é rotina, tais “estaleiros” ocultar os acidentes já que na maioria das vezes são funcionarios terceirizados,não entrando na conta dos estaleiros tais acidentes.
    Fácil assim,né!

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