FUP move ação contra Chevron e Transocean

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) entrou com uma Ação Civil Pública no Tribunal Regional Federal da 2ª Região para cancelar a concessão de exploração e produção da Chevron no campo de Frade, na Bacia de Campos. A ação visa reparação de danos ambientais causados pelo vazamento de óleo ocorrido em novembro e também tem como réu a Transocean, operadora da sonda em Frade.

O processo aberto pela federação dos petroleiros é mais um a ser enfrentado pela petrolífera americana. A FUP quer que o tribunal force a Chevron a desistir de um campo que custou cerca de US$ 2 bilhões em investimentos e que chegou a produzir até 80 mil barris por dia de petróleo.

A Transocean, operadora da sonda em Frade (Sedco 706), tem outras nove plataformas no Brasil que rendem bilhões de dólares à companhia. O aluguel de cada sonda às petrolíferas custa centenas de milhares de dólares por dia. “A FUP quer a cassação porque a (Chevron) afrontou o povo brasileiro pelas ações no campo de Frade. Eles praticaram uma exploração predatória e ambientalmente incorreta”, disse o Coordenador João Antônio Moraes.

Kurt Glaubitz, Porta-Voz da Chevron no Rio, e o Porta-Voz da Transocean, Guy Cantwell, em Houston, disseram que não têm comentários imediatos sobre o caso. As empresas afirmaram que as acusações feitas contra as empresas e seus empregados são sem mérito.

A FUP também pede que a Chevron e a Transocean compensem o Brasil pelos royalties que foram perdidos com os atrasos relacionados com o vazamento e interrupção da produção no poço, de acordo com Normando Rodrigues, o Advogado responsável pelo caso. Ele disse que as companhias perfuraram com alvo de chegar à camada do pré-sal no poço de Frade sem a autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para isso.

O Advogado acrescentou que a Transocean tem um histórico de falhas técnicas, incluindo o desastre da BP no Golfo do México, nos EUA, onde foram derramados 4,9 milhões de barris. “A Transocean tem um histórico de falhas técnicas e envolvimento notório no desastre do Golfo do México”, disse Rodrigues.

A Bacia de Campos, que abriga o Campo de Frade, produz cerca de 80% dos 2,68 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) produzidos por dia no Brasil.

A FUP, que é formada por 13 sindicatos do setor no Brasil, representa mais de 300 mil trabalhadores na indústria de petróleo nacional, exceto os funcionários da Chevron ou da Transocean.

Com as informações – Terra

Por Rodrigo Cintra

2 COMMENTS

  1. Essa FUP tem que deixar de lado a xenofobia, pois quando a Petrobras detinha o monopolio das operaçoes, na Bacia de Campos, os vazamentos ocorriam semanalmente, e ninguem pedia o cancelamento da exploraçao ou produçao. Existem leis pesadas e multas altissimas, sendo aplicada as duas empresas estrangeiras, e logico que, se nao houver soluçao para o problema do vazamento, as mesmas abandonarao o campo. Somente a Petrobras tem a perder, com essas da atitudes da FUP, enviezadas de ideologia doentia.

  2. A Chinesa Sinopec está chegando aí com “fome de óleo”. Vamos ser otimistas: a situação vai “melhorar”…

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