Diretamente do Peru – Marítimos e Práticos estrangeiros são apontados como solução – Será?

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Como se sabe, marítimos e armadores discordam da situação do mercado de trabalho. O Sindicato dos Armadores (Syndarma) fez estudo com a USP, mostrando carência de pessoal e o Sindicato dos Oficiais de Marinha (Sindmar) contratou a Uerj, que indicou o contrário. Ambos, em conjunto com a Marinha e a Transpetro, contrataram a empresa internacional Schlumberger, mas as divergências continuaram.

As normas para uso de profissionais estrangeiros foram afrouxadas e já há navios operando com marítimos peruanos. E, nesta sexta-feira, o Syndarma convidou a classe para ouvir palestra de Jean Pierre Jaureguy Robinson, vice-diretor da Escola de Marinha Mercante do Peru, para mostrar como se dá a formação de pessoal no país andino.

Um executivo do setor diz que o Brasil também precisa de práticos – profissionais essenciais para atracação dos navios – do exterior, pois há carência, notadamente no Norte do país.

Com as informações – Sérgio Barreto Motta / Monitor Mercantil

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Por Rodrigo Cintra

11 COMMENTS

  1. Tenho participado de discussões sobre o assunto com organizações internacionais e em sites como o Linkedin. As melhores fontes de informação (no Brasil) para esse tipo de discussão são as revistas “Unificar” do Sindmar e a revista “Portos e Navios”.
    A respeito das queixas dos armadores, de que não existe mão-de-obra disponível para tripular os navios que estão sendo lançados e, nem sequer para os navios antigos, vou repetir o que tenho dito nesses fóruns nos quais participo.
    Não existe escassez de mão-de-obra. Existe achatamento de salários.
    O homem do mar, embarcado, está à disposição do armador (seu patrão) 24 horas por dia. Ele não pode ser igualado ao trabalhador de terra, que, ao final do expediente, pega seu carro, ou seu ônibus, ou o transporte que usar e vai pra casa. Se não quiser, por qualquer razão ir para casa, pode fazer aquela paradinha pra um chopp, uma cachacinha, com os amigos ou com a namorada, ou com a família. Aos domingos, pode fazer que nem o Raulzito e ir ao zoo com as crianças, dar pipoca aos macacos.
    O homem do mar, ao final do dia de trabalho ou de seu quarto de trabalho, tem que ir para o camarote e, sozinho, curtir a saudade da família, dos amigos, da vida em terra. Esse homem tem que ter uma compensação para aguentar esse tipo de vida. No off-shore, nos rebocadores que operam nas áreas de produção de petróleo, já existe um regime diferenciado de repouso, no qual o tripulante passa 28 dias embarcado e 28 dias em terra. A razão é que o trabalho no off-shore é muito mais desgastante do que o trabalho em navios convencionais.
    Hoje, em dia, a estadia média de qualquer navio, no porto, não vai além de 36 horas. Muitas vezes, se estiver de serviço, o tripulante não tem tempo de ir em terra.
    Ainda assim, tem empresas que insistem em manter um regime de 3 meses de trabalho, por um de repouso e, por essa razão, nunca conseguem tripulantes para cobrir o repouso estabelecido em Acordo Coletivo de Trabalho, porque insistem em querer pagar um salário quase igual ao que o marítimo poderia ganhar em terra.
    Tenho 63 anos, sou Capitão de Longo Curso, aposentado como Comandante, desde 2002 e, de vez em quando, tem alguém do DP de alguma empresa ligando para minha casa ou para o meu celular para perguntar se eu não quero embarcar. Não é porque eu seja muito bom, não, é que não tem ninguém disposto a embarcar novamente se pode estar trabalhando em terra, ganhando quase igual ao que iria ganhar a bordo.
    Garanto que se os salários e os períodos de repouso forem revistos, a mão-de-obra marítima, que hoje encontra-se em outras funções diversas em terra, voltará para tripular nossos navios.
    Essa ideia vergonhosa de alguns armadores e de políticos bancados pelos mesmos de querer “importar” mão-de-obra estrangeira ou querer criar escolas para formação de marítimos “nas coxas”, não pode prosperar.
    Práticos devem falar por eles mesmos.

  2. Pratico extrangeiro….ta de sacanagem…a N_12 nao da essa possibilidade..tem que ser brasileiro para poder prestar o concurso…

  3. é como já se sabe Brasil um gigante adormecido !!
    acorda povo brasileiro!!!
    pois vê se nos estados unidos isto acontece , nunca pois primeiro todos os cidadães norte americanos devem estar empregado se sobrar vagas pode se pensar em abrir uma oportunidade para um estrangeiro, sabendo que nunca para ser o primeiro sempre segundo ou terceiro . pois conheço um osm português que foi convidado pela empresa uma multinacional norte americana a ir para o USA trabalhar . chegando lá teve que voltar a terceiro pois não era permitido que assumi se o posto de osm então o mesmo desistiu do emprego.

    vamos ser mais patriota pois não somos uma pátria de PERNAS ABERTAS.
    as eleições estão ai abra os olhos.

  4. que o governo junto com o famoso BNDES invistam em escolas de formações para o setor . e a marinha do brasil abra mais vagas no curso de formação de todos os níveis no ciaga e ciaba . em vez de abrir as pernas para os estrangeiros , pois o povo brasileiro tem muita capacidade só não tem oportunidades. veja o caso do pratico é uma categoria difícil de se conseguir entrar pois tem muita maracutaia para se entrar . conheço um monte de oficias da marinha mercante (capitães ) que tentam a anos e não consegue pois não tem QI (quem indique) a uma vaga. vergonha de pais .

  5. com contratação de oficiais estrangeiros todos pedem sindicato , o trabalhador e o governo então abre os olhos quem só ganha são as empresas q lucrar cada vez mais e gastar menos a que este tipo de mão de obra atura qual quer coisa, a log star tinha contratado um chemaq ,ele fez tanta besteira q tiveram q mandar ele embora , na bolivia o mesmo cara tem formação de pilotos e maquinistas e acaba não sabendo nada nem um e nem outro.ja ta na hora dos marítimos se unirem e lutar contra esta praga que vem se espalhado

  6. apoio com veemência as afirmativas anteriores, no Brasil há muitos profissionais qualificados sim, há muita mão de obra disponível ao mercado sim, o que há nesse caso são outros interesses como exploração barata dessa mão de obra estrangeira, pois sabemos que a mão de obra nacional tem seu valor e seu preço. O que falta são as oportunidades e poucos ou nenhum Q.I (quem indique).

  7. Concordo com o C.L.C. Naaman Sousa de Figueiredo. A diferença dos velhos tempos para os de hoje, é que atualmente existe um leque de opções para os marítimos. Na antiga não! Logo, hoje a pressão é menor. Caso o marítimo não esteja satisfeito tralhando no mar, ele faz opção por outra atividade em terra, simplesmente sai do mercado de trabalho. Sou filho de marítimo e recordo dos comentários de meu pai sobre as greves de 50 e 60. Não havia opção e o pessoal partia pra luta. O SINDICATO DOS MARITIMOS era uma potencia porque era unido. O Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) do Brasil foi criado no ano de 1966, originando-se da fusão de todos os Institutos de Aposentadoria e Pensões existentes à época e entre eles estava o IAPM (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos tal a importância da classe na época), No final o governo muito astuto, com a revolução, desmembrou os sindicatos para enfraquecê-los e é o que temos hoje uma infinidade de sindicatos e cada qual lutando por si, com alguns lideres no bem bom, vendidos e não preocupados com sua classe, achando é bom, cada um por si ao invés de unir forças, como o nosso sindicato tentou fazer e só conseguiu com a unificação dos oficiais de maquinas/náutica e eletricistas. Apesar de ser muito bom para a nossa categoria, sabemos que o leque de opção prejudica o homem do mar, aquele que dorme e acorda a bordo, mas atualmente faz parte do jogo, o que precisamos é elaborar novas regras, para minar a opinião negativa que o Syndarma falsamente divulga. É preciso elaborar mecanismo de filtrar e colocar nos Centros de Formações CIABA e CIAGA candidatos que tenham de fato interesse em seguir a profissão marítima, e não fazer o que vem ocorrendo atualmente onde à grande maioria faz do Centro apenas um trampolim para seguir outras profissões. Para isto os Sindicatos Marítimos devem deixar de ser individualistas e passarem a olhar para um só foco: A legitimidade e obrigação de termos em nossas embarcações e em águas territorial brasileira o Marítimo Brasileiro, ou cruzaremos 100% os braços.

  8. FALTA MARITIMOS ! sou Marinheiro nacional de maquinas (desembarcado ) ofereco-me para contrataçao imediata, possuo certificaçao (stcw 78/95) bastante experiençia longo curso e costa leste brasileira, RESIDENTE NA REGIAO NORDESTE BRASILEIRA ( NAO POSSUO DINHEIRO PARA ENTREVISTA NO RIO DE JANEIRO) seafarer@ibest.com.br

  9. Hipocrisia. Contratar peruano é fácil. Se há realmente escassez de mão de obra , quero ver então contratarem ingleses, norte americanos , holandeses e marítimos de países desenvolvidos e com tradição de excelência em formação na área. O que falta é vergonha e compromisso político em defender o cidadão marítimo brasileiro dando-lhe o devido valor com salário digno.

    Atenção Sindimar, DPC, Congresso, Senado e Presidenta!!

    Ou teremos que chamar o Chapolin Colorado Para nos defender???

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