Nacionalização da YPF na Argentina frustra planos da chinesa Sinopec

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A decisão da Argentina de nacionalizar a petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, frustrou anos de planejamento da chinesa Sinopec Group de comprar a companhia sul-americana, afirmaram fontes.

Profissionais de bancos disseram que a segunda maior companhia petrolífera da China manteve discussões com a Repsol sobre a compra de sua participação de 57% na YPF. O site chinês ‘Caixin.com’ citou uma fonte que afirmou que a Sinopec tinha acertado um acordo não vinculante de assumir a YPF por mais de US$ 15 bilhões.

Mas os planos da Presidente argentina, Cristina Kirchner, de assumir o controle da petrolífera, que gerou revolta na Espanha e críticas internacionais, acabaram com qualquer esperança da estatal China Petrochemical Corp (Sinopec) selar um acordo, disseram as fontes.

“É muito complicado para qualquer grande empresa da China colocar tanto dinheiro, a menos que haja uma relação especial com o governo argentino, o que eu duvido”, disse um profissional da área de fusões e aquisições de um banco que assessorou petrolíferas estatais em operações internacionais.

“Esta é uma situação desafiadora para qualquer um dada a ação tomada pelo governo. Para mim, parece um suicídio político permitir agora que uma companhia chinesa controle a YPF logo depois do anúncio da nacionalização”.

As fontes afirmaram que o interesse da Sinopec na YPF existia há pelo menos cinco anos, mas, de acordo com o ‘Financial Times’, a Repsol não informou a Argentina sobre as discussões com a petrolífera chinesa.

A Sinopec não comentou o assunto. O Presidente do conselho da Repsol, Antonio Brufau, não quis comentar sobre o interesse da Sinopec, mas em uma entrevista a jornalistas na terça-feira (17) afirmou que a companhia recebeu muitos contatos de interessados internacionais na petrolífera argentina.

Em novembro passado, a Sinopec ampliou sua presença no pré-sal do Brasil ao fechar acordo de US$ 3,5 bilhões por uma fatia de 30% na unidade brasileira da petrolífera portuguesa Galp.

Com as informações – Reuters

Por Rodrigo Cintra

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