Portos: Cingapura e Xangai os maiores do mundo em movimentação de contêineres

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O eixo sudeste asiático vê forte crescimento este ano. Cingapura quase recuperou a coroa de maior porto do mundo em movimentação de contêineres sobre Xangai, após um forte crescimento no volume de contêineres no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Cingapura, o porto operou 7,5 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés/6 metros), no período entre Janeiro a Março, num crescimento anual de 6,6%. Somente em março, o volume de contêineres de Cingapura alcançou 2,6 milhões de TEU, em comparação com 2,5 milhões no mesmo mês do ano passado.

Enquanto isso, o rendimento dos contêineres de Xangai também foi de 7,5 milhões de TEU durante os três primeiros meses deste ano, um crescimento ano-a-ano de 3,5%.

Xangai primeiro destronou Cingapura como porto mais movimentado do mundo em contêineres em 2010, impulsionada pela rápida expansão do comércio chinês.

No entanto, com a desaceleração econômica da China para seu nível mais fraco em quase três anos no último trimestre, Xangai também obteve um crescimento muito mais fraco em volume de contêineres.

Apesar disso, Xangai e Cingapura têm ainda observado um forte crescimento em relação ao porto de Hong Kong, outro gigante regional. De acordo com a Autoridade Marítima Chinesa o volume de contêineres de Hong Kong cresceu 2,7% para 5,6 milhões de TEUs no primeiro trimestre.

Roterdam, o maior porto da Europa, observou um declínio de 4% em volumes no primeiro trimestre para 2,8 milhões de TEU. Contudo apresentou um aumento de 1% na tonelagem.

O porto holandês, que movimentou 11,9 milhões de TEUs em 2011, afirmou que o desenvolvimento econômico está aumentando as importações de “cargas conteinerizadas”, principalmente vindas da Ásia.

As exportações européias de contêineres cheios também sofreram um aumento, significando que houve uma queda de 16% no retorno de unidades vazias para devolução no Extremo Oriente.

No entanto, o tráfego de embarcações Ro-ro permaneu estável, alinhado com a Economia do Reino Unido, que é p ponto chave deste segmento.

A queda do volume da carga geral pode ser atribuída à diminuição das importações de placas de aço cru, com as quais são feitos produtos semi-manufaturados como chapas de aço.

Globalmente, o volume trimestral aumentou três por cento ao ano para 110 milhões de toneladas.

Foi observado aumento nos seguintes setores: carvão 15 %, petróleo 6%, produtos de óleo mineral 13% e de granéis líquidos outros 8%. As importações de GNL e cargas ro-ro permaneceram estáveis.

Houve diminuição nos seguintes setores: 15 % no granel agrícola, 14 % no minério de ferro e sucata, 19 % para outros tipos de granel e também 19 % para outros tipos de carga geral.

“Os resultados são melhores do que o esperado”, declarou Hans Smits, CEO do Porto  de Rotterdam.

“De acordo com o prognóstico no final de 2011, haveria uma ligeira queda no primeiro semestre de 2012, seguido por uma recuperação no segundo semestre, com um resultado final estável ou ligeiramente positivo.”

“A partir desta perspectiva, nós ganhamos alguma ‘gordura’ neste primeiro trimestre. Se iremos recorrer a esta gordura ou não, dependerá primeiramente das economias alemã e holandesa. A economia alemã continua a evoluir de forma positiva. No entanto, a holandesa ainda dá pouca razão para otimismo. As exportações para países fora da União Europeia, em sua maioria que passam por Rotterdam, nos dão um fio de esperança “, disse Smits.

Por Sidney Oliveira Jr

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