Tecon de Santos segue com alta produtividade

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Produtividade é a palavra de ordem nos terminais que movimentam contêineres nas duas margens do Porto de Santos. E o número de movimentos por hora (MPH) é o indicativo mais fiel de seus esforços.

Nesse índice, é contado um movimento quando um contêiner é descarregado do navio para o pátio. Se uma caixa é embarcada, é contado outro movimento. Também são contabilizadas a retirada da tampa de um porão e a sua posterior colocação. 

O recorde de embarques ou desembarques por hora foi registrado em janeiro deste ano, quando o Terminal de Contêineres (Tecon), administrado pela Santos Brasil, realizou 155,5 movimentos a cada 60 minutos em um único navio, o Maersk Lirquen. Antes deste, o melhor índice era o atingido com o navio Monte Cervantes, que realizou 136,64 MPH, em junho de 2010, no mesmo terminal.

No Tecon, o tempo médio de operação de um cargueiro passou de 55 MPH, marca registrada no primeiro trimestre de 2010, para os 81,86 MPH atuais. Este é o melhor índice de produtividade do País atualmente. O terminal não trabalha com metas para o ano. As projeções são mensais e não são divulgadas.

No Tecondi, os índices de movimentação também seguem em ritmo de crescimento. Vale lembrar que o terminal utiliza guindastes MHC (sigla em inglês de Mobile Harbour Crane). Trata-se de um guindaste móvel utilizado para a movimentação de contêineres. Os números atuais registram 46,4 MPH, 35% a mais do que o verificado em janeiro do ano passado. Naquele mês, a cada 60 minutos 33,74 movimentos eram feitos no terminal.

Os números do Tecondi se mantiveram praticamente os mesmos de 2007 a 2010. O aumento ocorreu no ano passado, quando 40 MPH foram registrados. O Diretor de Operações da empresa, Querginaldo Camargo, destaca os investimentos em equipamentos e treinamento dos funcionários como o fator determinante para a marca e para alcançar as projeções da empresa.

“Terminal é feito de pessoas. Se não se investe no colaborador, os resultados não serão obtidos”, afirma.

A compra de equipamentos é o segredo da Libra Terminais para atingir 60 MPH a partir de outubro deste ano. Atualmente, o índice é de 50 MPH, 30% a mais do que a média mensal do ano passado, que foi de 38,5 MPH.

Os investimentos da empresa somam R$ 21 milhões, destinados à compra de equipamentos e à contratação de mais de 150 colaboradores. “O desafio para os operadores é aumentar a produtividade para não comprometer a ocupação de berços. Nossa busca, na Libra, é alcançar essa eficiência e melhorar a qualidade do serviço”, afirma o Diretor-Geral da Libra Terminais, Roberto Teller.

Com as informações – A Tribuna

Por Rodrigo Cintra

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