Aluno da EFOMM-RJ morre supostamente vítima de meningite (Atualizado às 14:00)

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As informações ainda são muito vagas e há rumores que a causa mortis foi meningite. O estudande falecido chamava-se Caio Augusto Castro, era morador de Duque de Caxias, e cursava o Primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais da Marinha Mercante.

O CIAGA informou em e mail enviado ao Portal Marítimo, que, apesar dos sintomas de meningite, ainda não está disponível o laudo do Hospital Naval Marcílio Dias confirmando essa suspeita. Todas as medidas profiláticas foram realizadas ontem à tarde e os alunos que entraram em contato direto com o Caio já foram medicados, seguindo o protocolo da equipe de Saúde.

Segundo a Wikipedia, a doença consiste numa a inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. A inflamação pode ser causada por infecções por vírus, bactérias ou outros micro-organismos e, menos comumente, por certas drogas. A meningite pode pôr em risco a vida em função da proximidade da inflamação com órgãos nobres do sistema nervoso central; por isso essa condição é classificada como uma emergência médica.

Os sintomas mais comuns de meningite são dor de cabeça e rigidez de nuca associados à febre, confusão mental, alteração do nível de consciência, vômitos e a intolerância à luz (fotofobia) ou a sons altos (fonofobia). Algumas vezes, especialmente em crianças pequenas, somente sintomas inespecíficos podem estar presentes, como irritabilidade e sonolência. A presença de uma erupção cutânea pode indicar um caso particular de meningite; a causada por bactérias do tipo meningococos.

A meningite é geralmente causada por infecção de vírus ou microrganismos. A maioria dos casos são devido à infecção com o vírus, com bactérias, fungos e parasitas sendo outras causas comuns. Também pode resultar de várias causas não infecciosas.

Em uma pessoa com suspeita de meningite, exames de sangue para os marcadores de inflamação são realizados, por exemplo, a proteína C-reativa, hemograma completo, bem como as culturas de sangue.

O teste mais importante para identificar ou descartar a meningite é a análise do líquido cefalorraquidiano através de punção lombar (PL). No entanto, a punção lombar está contra-indicada se houver uma massa no cérebro (tumor ou abcesso) ou a pressão intracraniana (PIC) estiver elevada, pois pode levar a uma herniação cerebral. Se o paciente estiver em risco com uma massa, ou com uma PIC elevada (traumatismo craniano recente, algum problema conhecido do sistema imunológico, sinais neurológicos localizados, ou algum exame que evidencie PIC elevada), uma tomografia computadorizada (TC) ou uma ressonância magnética (RM) podem ser recomendadas antes da punção lombar. Isto aplica-se a 45% dos casos entre os adultos. Se a TC ou a RM é necessária antes da PL, ou a PL se revelar difícil, orientações profissionais sugerem que antibióticos devem ser administrados primeiro para evitar atrasos no tratamento, especialmente se o tempo da punção puder ser superior a 30 minutos. Muitas vezes, TC ou RM são realizados numa fase posterior para avaliar as complicações da meningite.

Nas formas graves de meningite, a monitorização dos eletrólitos no sangue pode ser importante, por exemplo, a hiponatremia é comum na meningite bacteriana, devido a uma combinação de fatores, incluindo a desidratação, a excreção inadequada do hormônio antidiurético (SIADH), ou excessivamente agressiva de administração de fluidos intravenosos.

Assim que o CIAGA soltar uma nota a respeito, nota essa que já foi enviada pela Comunicação social ao 1DN, daremos aqui no portal Marítimo.

Manteremos os leitores informados.

Por Rodrigo Cintra

17 COMMENTS

  1. Em resposta ao trágico acidente de termos pedido um filho marítimo, aluno da EFOMM, ressalto que é lamentável de não termos um MÉDICO de plantão na INSTITUIÇÃO,uma vez que os alunos quando passam mal são atendidos por TECNICOS DE ENFERMAGEM que não estão aptos para detectar sintomas

    • Olá bom dia.
      gostaria de saber de vocês que ja estão ai a tempo, estou afim de entra e fiquei preocupada com isso, o que vocês acha de eu entra na escola? É algo perigoso?

      • Bom dia Natila. O fato ocorrido é muito grave sim, e demonstra irresponsabilidades não da Marinha e sim daqueles que a comandam. Porém, o fato em si não coloca em dúvida a qualidade do ensino que vc. poderá receber na EFOMM. Fatos graves podem ocorrer em qualquer instituição. O que temos que fazer é esperar que providências sejam tomadas e evitar novos incidentes. Vá em frente, estudar na EFOMM poderá lhe garantir um excelente futuro.

  2. Concordo com Davi Souza, tenho uma filha na instituição, além de não haver médico, quando solicitado pelo aluno encaminhamento ao Hospital Marcílio Dias obtem -se a resposta que não é dia de saída da viatura ou não há motorista.Este fato ocorreu com minha filha e com amigos dela, Graças à Deus não foram casos tão graves, mas já se anunciava a tragédia.

  3. Boa tarde a todos. Também sou pai de um aluno da Efomm e considero um fato lamentável o ocorrido. Reitero que uma escola de formação que tem quase 600 alunos tem de ter um médico de plantão 24 hrs. Pelo que foi noticiado ele apresentou dores de cabeça fortes e febre na Segunda-feira, logo o Centro teve mais de 24 hrs. para suspeitar do caso. Convoco todos os pais e amigos de alunos levarmos a DPC ou a outro órgão mais acima do Centro para que sejam adotadas essas medidas daqui pra frente. Não é a primeira vez que um aluno morre no Centro durante o decorrer do curso. É hora de nós pais nos mobilizarmos.

  4. Sem palavras para a perda desta pessoa querida.
    Mas como ja passei por esta instituiçao, posso falar que ja era de se esperar que uma tragedia dessas iria acontecer. Primeiro, que os alunos tem um pessimo atendimento, nao ha remedios para qualquer tratamento, os medicos batem muito papo no lugar de trabalhar, nao ha motorista de plantao o tempo todo para levar os alunos que estao passando mal para o hospital! Resumindo, existe um descaso muito grande para com os alunos nesse sentido! Muitos alunos jah contestaram sobre o tratamento medico que recebemos, mas nada foi solucionado! Tenho a esperança que depois dessa grande tragedia, medidas sejam providenciadas, para que outras nao venham a acontecer!

  5. Estou sem acreditar. Fui professora do Caio na Educação Infantil, quando ele tinha 4 anos e sou amiga da mãe dele. Só agora que fiquei sabendo.Que Deus conforte a família!

  6. Bom dia. Fiquei sabendo desse lamentável fato pela mídia. Minha filha tb. é aluna do 3º ano e por diversas vezes já havia feito comentários sobre o péssimo atendiemento médico que recebem. Ela mesma, em ocasiões , quando teve necessidade, foi mal atendida e teve que recorrer ao Marcílio Dias, no final de semana e por meios próprios. Ela comenta, que o serviço de saúde tem o costume de insinuar que os alunos quando por eles procuram reclamando de alguma moléstia, trata-se de fingimento para serem liberados de algum tipo de atividade.

  7. Lamentável a perda de um jovem muito querido pelos familiares, amigos e vizinhos, estou muito triste com tudo isso, peço à Deus que conforte os pais e a irmã. Vi este menino crescer…

  8. Sou aluno da EFOMM (CIAGA) e venho por meio deste comentário esclarecer como é de fato a nossa realidade neste Centro de Instrução. Primeiramente gostaria de dar o meu apoio a família do Caio, eu e todos os alunos da Escola ficamos muito tristes com o ocorrido e lamentamos que a Marinha não tenha dado o auxílio necessário ao aluno.
    Infelizmente, os serviços prestados pela enfermaria do local são de péssima qualidade, a começar por só haver médicos no período da tarde, a partir de 13:10h, ou seja, de noite e de manhã só contamos com enfermeiros, fora a demora para o atendimento ser dado aos alunos, nas vezes em que eu mesmo a procurei fiquei mais de 01:30h apenas na espera. Além disso, ao obtermos atendimento dos médicos os mesmos sequer nos examinam e nos dão apenas uma dispensa e o mesmo remédio (Diclofenaco) para praticamente todos os casos. Apenas para ilustrar essa informação, eu mesmo tive uma alergia por mais de 1 semana, onde fiquei com a pele na parte da barriga e costas totalmente avermelhados e empolados, e o médico já tinha me receitado o remédio (neste caso um histamínico) e dado a dispensa sem sequer pedir pra eu tirar a farda e olhar para minha pele. Pedi então para que ele olhasse e perguntei se ele sabia o que podia ser, a resposta do médico foi “Você está com uma alergia, só não sei a que.”, uma resposta um tanto quanto óbvia, pedi então para ir ao Hospital Naval Marcílio Dias fazer algum exame e obtive resposta que não poderia ir, pois só tinha viatura às quartas feiras. Aqui nos deparamos com outro fator grave, a menos que a pessoa esteja em caso de emergência quase morrendo, ela não pode ser encaminhada ao hospital da própria Marinha fora do dia pré-estipulado para saída da viatura.
    Em outra situação das poucas que precisei de atendimento médico, estava com febre alta e dor na região facial, e não pude ser atendido pois a enfermaria estava sendo pintada, em ocasião da visita do Comandante da Marinha, já que essa é a medida tomada em vista de mostrar uma OM organizada, pintar alguns locais. Mais tarde voltei ao local e pedi por atendimento, e só fui atendido devido a febre ter se elevado, mesmo assim não obtive dispensa pois a médica alegou que no dia haveria formatura em presença do CM, logo ela estava proibida de emitir dispensas médicas, sendo taxado então como “escamão”. A mesma inclusive me disse para voltar no dia seguinte, que ela estaria liberada para dar dispensas médicas.
    Além do mau atendimento prestado pela enfermaria, nos deparamos com condições de higiene precárias, a infraestrutura do local é lamentável e não comporta a quantidade de alunos do Centro, estamos expostos à riscos diariamente. A falta de água nos camarotes femininos é constante, já virou praticamente rotina, quase toda semana isso ocorre, logo os vasos sanitários ficam entupidos de dejetos o dia inteiro, algumas vezes por dias inclusive, expondo os alunos ao risco de Hepatite. Na frente dos camarotes femininos há uma piscina inutilizada que está verde desde que entrei na Escola, parece um pântano, sendo portanto um foco de Dengue, como inclusive já apareceu em reportagem do R7. Sem contar que diversas vezes a comida do rancho vem crua, ou com baratas e larvas em seu interior, o que já deixou várias pessoas doentes.
    Gostaria de deixar bem claro que não estou reclamando do militarismo e da hierarquia, pois sei que isso faz parte da instituição e a pessoa entrou nela porque quis e sabia do regime da mesma. Porém a infraestrutura é precária e vivemos sob condições desumanas. Nos revolta saber que há investimento de milhões em nós alunos, e nós não vemos em que são aplicados, pois nem papel higiênico nos camarotes há. Sem falar do novo bloco, Yankee, que está praticamente pronto e com sua obra paralisada a mais de 2 anos, enquanto ficamos em camarotes superlotados, com alunos dormindo em quartos improvisados na sala de estudo (onde deveriam dormir 12 alunos, chegam a dormir 15), sem contar no estado das mesas caindo aos pedaços, armários mofados, entre outros.
    E o pior de tudo é vermos tudo isso e não termos nem a quem recorrer. Espero portanto que meu comentário seja lido e que pessoas influentes se mobilizem por nós alunos para que hajam melhorias.

  9. Infelizmente o CIAGA tem este defeito pois os médicos ficam conversando e brincando. em vez de dar atenção aos pacientes. Muitas das vezes não atendem aos pacientes sendo eles alunos e até servidores neste instituição. Lamento a perda tão precoce deste aluno.

  10. Infelizmente existe um déficit de profissionais da área da saúde dentro do CIAGA, talvez o corpo diretivo mude essa situação através de médicos responsáveis e presenciais em sua atividade de proteger vidas. Por favor no mínimo um clinico geral- medicina interna durante os três turnos MANHÃ TARDE NOITE. Peço a DEUS conforte esses pais pois a perda de um filho não existe palavras para a sua definição. MÃE DE ALUNO DA EFOMM 2012

  11. Como dá para se notar, a reclamação de apenas um poderia parecer coisa pessoal. Mas o que o aluno relatou é estarrcedor. Isso que está acontecendo com o CIAGA e em contrapartida com a EFOMM, é coisa de oficiais relapsos e comandantes omissos. Infelizmente as coisas só aparecem quando algum fato muito grave como o corrido com o aluno. Quantos outros casos graves como esse serão necessários para que essa postura arrogante de quem comanda, seja médico ou oficial superior, praça ou enfermeiro para que uma postura digna e humana possa ser tomada?.

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