Portugal e Espanha disponibilizam 400 profisisonais para o Brasil

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Em função da carência de mão-de-obra qualificada (técnicos e engenheiros) no Brasil, Portugal e Espanha estão colocando à disposição do Governo Brasileiro cerca de 400 profissionais altamente qualificados, além de universidades, associação e entidades sindicais, conforme disse ao MONITOR MERCANTIL o Presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval), Ariovaldo Santana Rocha, para quem essa disponibilidade não significa que o país esteja preparado para recebê-los.

– Em algum momento isso vai chegar ao Governo Federal, que tomará essa decisão. Mas, ainda não tem nada definido. Espanhóis e portugueses, sem dúvida, pelo que passando em suas economias, onde o desemprego é grande (Espanha 25% e Portugal 14%). Então essa mão de obra qualificada talvez esteja prospectando lugares para sobreviver como aconteceu no Brasil há duas décadas, onde o pessoal foi para os EUA e outros países – disse, acrescentando que o Brasil está se preparando para recebê-los ou buscar no mercado interno.

O Presidente do Sinaval também elogiou a iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro de criar um pólo de navipeças. Segundo ele, o Estado do Rio é o pai e a mãe da construção naval brasileira.

– Com essa iniciativa o Estado do Rio está saindo na frente, oferecendo essa possibilidade ao setor de navipeças dentro ou perto do construtor. Só tenho que agradecer e dizer que mais uma vez que o Rio saiu na frente – ressaltou, lembrando que o setor de navipeças também carência de mão-de-obra qualificada.

Ainda segundo ele, “para se ter noção, foram 10 anos de preparação na Coréia e 20 anos para chegar ao ponto que eles (coreanos) estão. Nós estamos há oito anos, com praticamente duas décadas desativadas. As áreas de óleo e gás e a cadeira de engenharia formavam poucos profissionais. Isso hoje está mudando. Há um número maior de alunos, acadêmicos para o segmento. Mas, há ainda uma carência de mão-de-obra. E não é só no setor de construção naval. A Marinha Mercante brasileira também tem uma deficiência. O governo federal está empenhado em dar o apoio para desenvolver o setor. Não só o apoio dá a vara e até o peixe. Nós consideramos isso positivo”.

Quanto à pressão que a Presidente da Petrobras, Graça Foster, juntamente com o Presidente da Transpetro, Sérgio Machado, estão fazendo junto ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para que apresente um parceiro tecnológico de alto nível, o executivo Rocha disse não saber nada sobre o assunto. No entanto, frisou que o EAS está bem avançado em termos tecnológicos e estão negociando com alguns parceiros.

– Eles (EAS) vão ter um parceiro de alto nível. Tanto é que já tem um parceiro para a construção de sondas, que é a Monitova e a LGM. E estão se preparando para ter um parceiro para a construção de navios.

Com as informações – Marcelo Bernardes / Monitor Mercantil

Por Rodrigo Cintra

18 COMMENTS

  1. Isso mesmo mais gringo no Brasil …que tecnologia e essa que criamos ultra profundo… so tem gringo nessa *********** .dando as ordens !!!
    FORA GRINGO !!!

  2. Oiça lá seu bucho, nós cá em Portugal temos milhares de brasileiros, e estão sendo tratados como iguais. Pena é que a maioria não seja altamente formada em tecnologia, nós gostamos de aprender com quem sabe. Só evolui quem quer aprender e é humilde. É tão importante dar ordens como saber executar as ordens. Toma e embrulha!

    • Tratados como “iguais”?
      Eu sei bem dos meus amigos dentistas e outros profissionais que, mesmo sendo muito melhor qualificados que profissionais portugueses eram perseguidos pela trupe do ‘Soto’ Cavaco Silva.
      Agora é a hora do troco!

  3. Devem ser tão bem recebido como os brasileiros em aeroportos espanhois e como os dentistas brasileiros em Portugual. Se realmente fossem bons estavam empregados.

    • Exatamente Julio.
      Paguemos na mesma moeda.
      O problema é que talvez eles sejam melhores que os “experts” que gerenciam os estaleiros daqui.

  4. é queria saber se o brasileiro for querer trabalhar nestes países teria oportunidade?
    é uma vergonha ver este tipo de noticias . pois é só dar oportunidade aos trabalhadores de se qualificarem que teremos mão de obra qualificada , não temos incentivo fiscais para pessoa física ou jurídica para investir em qualificação de mão de obra o governo só quer arrecadar impostos e mais impostos do bolço do contribuinte . e ainda diz que vai dar oportunidade de emprego para gringos !! vergonha !!!
    abra mais vagas no CIAGA e nas escolas técnicas e nas universidades publicas . aumente a idade para se fazer os cursos doa efomm que teremos muitos proposicionais qualificados se aumentar o numero de vagas em 500% no ciaga teremos 100% delas preenchidas.

  5. Eu apoio plenamente… temos que fazer igual a costa americana so pessoas do pais … aqui e uma zorra tem gringo em todos os lugares…e só na função boa não vejo gringo no trabalho braçal… denunciem a empresa que não cumpre a NR 72 ao seu sindicato,MT, !!!

  6. Vejam a Europa que sempre colocou entraves à entrada de trabalhadores.Vejam os USA e Canadá que sempre souberam aproveitar os trabalhadores, que não lhes gastaram um centimo na formação. Quem está mais desenvolvido???
    Cabeças velhas não formam países!!!! Arrasam civilizações!!!
    Aprendam: trabalhador formado não custa nada à nação! É só lucro!
    O dentista em portugal ainda cobra 150R$ por consulta simples! Concorrência nem pensar! Isto sim é europa: paga o povão!!!!!

  7. ta de sacanagem estou cansado de ouvir que falta mão de obra qualificada no brasil e quem tem bastante emprego no setor naval , então se existe tanta falta assim porque o governo nao intervem e busca os profissionais nos cursos tecnicos , engenheiros nas faculdades , pois se fomos a qualquer momento na porta de alguma empresa seremos recebidos com a porta na cara . pois alegam não ter vaga , então cadê essas vagas que ninguem ve .

  8. Acredito que é a hora de fazermos diferente! De mostrarmos que somos melhores! Seria importante a classe exigir do governo melhores condições para promoção de cursos e treinamento, visando o planejamento futuro para o setor e as projeções de mercado, e trabalhar sobre isso para preparar a mão de obra necessária. No entanto, não seria nada mal, disponibilizar uma parte dessas vagas (no máximo 10%) para profissionais europeus, fechando um acordo entre países, segundo a condição de ser disponibilizado a mesma quantidade de vagas oferecidas em troca do envio de brasileiros para o intercambio através do treinamento em áreas a fins e em tecnologia que por enquanto não temos. Mas de forma remunerada. Ou seja, empregados também!

  9. Pra começar,chega de estrangeiros,brasileiros em portugal ou espenha,não são tão bem tratados assim e querem mão de obra? venham ate itajai_sc,aqui tem de sobra formados aqui,mas os gringos da azimut,detroit,navship e outras querem pagar 1.200 reais a um técnico naval,ou eletrotécnico,talvez por isso que os técnicos estão em outras áreas,não acham?

  10. O Brasil é exportador de tecnologia na engenharia civil, pois nossas grandes construtoras estão realizando obras no Oriente Médio, Africa e America Latina.
    Essa horda de europeus desempregados, possuem conhecimentos inferiores aos nossos técnicos e engenheiros e pouco acrescentarão em ganho tecnológico, irão somente baixar os salários no mercado de trabalho, no momento em que o mesmo está aquecido.
    Engenheiro Civil Melvis Barrios Junior

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