Prossegue a Greve no Estaleiro Brasfels

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Há dez dias que a mesma cena está se repetindo no Estaleiro BrasFels. Pela manhã, os metalúrgicos chegam à portaria, onde escutam as recomendações do Sindicato dos Metalúrgicos, e retornam para suas casas com a esperança de que no próximo dia esse impasse chegue ao fim. Ontem, foi isso que aconteceu e mais uma vez foi decretada a continuação dos piquetes grevistas.

Ontem à tarde, os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis participaram de uma reunião com Sindicato Patronal na sede do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), no Rio de Janeiro. Para hoje está marcada uma assembleia na portaria do estaleiro, onde será passado para categoria o que aconteceu na reunião, e depois disso será colocado em votação a continuidade da greve.

Devido às paralisações da BrasFels, os 181 trabalhadores da Construtora Rocha de Almeida, que prestam serviço de construção civil no estaleiro, ficaram impossibilitados de acessar o canteiro de obras porque os portões estavam fechados e o estaleiro parado. Devido a isso, os membros do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Angra dos Reis e Paraty (Sticpar) estiveram no local para traçar uma resolução para o problema.

Na reunião, o Diretor Leandro Siqueira falou sobre a situação. “Não queremos prejudicar ninguém nem causar confusão com a outra categoria envolvida”, comentou. O Diretor Isaac Matos fez as negociações com a empresa e com o Sindicato dos Metalúrgicos. “Os companheiros da Rocha de Almeida são representados pelo Sticpar, por isso estamos querendo o melhor. Sou sindicalista, por tanto respeito o direito de reivindicação dos metalúrgicos, não queremos atrapalhar a greve dessa categoria que merece o respeito e a atenção de todos”, disse Isaac Matos.

Por meio de uma negociação dos diretores do Sticpar também foi possível conseguir o direito do pagamento dos trabalhadores da Rocha de Almeida. Além disso, houve um acordo entre a empresa e o Sticpar, onde será negociado futuramente o pagamento dos dias em que os operários ficaram parados por causa da greve dos metalúrgicos.

Com as informações – A Voz da Cidade

Por Rodrigo Cintra

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