Macaé: A falsa Meca – Republicando texto de 2011

31
1029

Toda vez em que olho minha caixa de e-mails, sempre repleta de currículos mandados pelos nossos leitores, penso em escrever um artigo sobre isso. Na maioria dos CV´s que recebo, estão descritas pessoas qualificadas, muitas com nível superior pleiteando empregos de nível técnico. Falam inglês, têm cursos de salvatagem, HUET, mas estão aí, na luta para conseguir qualquer colocação na área offshore. Ora, se está faltando mão-de-obra, por que diabos tanta gente qualificada ainda está na rua? Bem, sabe qual é o lance?

O lance é que NÃO ESTÁ FALTANDO MÃO-DE-OBRA EM MACAÉ. Pronto, falei. A mídia nos perturba com matérias e mais matérias que praticamente fazem dessa cidade a Meca do Deus Petróleo. Com a crise de empregos no Brasil, o que mais tem é gente qualificada no mercado. A maioria usa o tempo ocioso para fazer cursos, e enxergam no offshore a salvação da pátria.

Não é, amigos. Definitivamente, não é.

Macaé está sobrecarregada, mas por uma questão de ingerência. É como culpar a quantidade de carros pela ocorrência de engarrafamentos. Nas cidadezinhas da Índia ou mesmo em Roma, a quantidade de veículos é absurda e o trânsito, apesar de ter algumas retenções em horários muito específicos, nem se compara com o do Rio de Janeiro, em qualquer bairro, entre as 17 e 20 horas. Macaé está entrando em colapso porque não administra bem o aeroporto, nem os hotéis, nem quase nada. Não é porque estão contratando cada vez mais pessoas e a cidade inchou. Quem dera fosse. 

O petróleo exige gente mais do que qualificada. Eu mesmo acabei de passar por um processo seletivo para atuar como Técnico de Segurança Trainee (Para Trainee, leia-se, sem experiência anterior como Técnico de Segurança Offshore), passei rigorosamente em todas as etapas, incluindo entrevistas técnicas em inglês. Além disso, não tenho em minha gaveta apenas o diploma de técnico, mas o de bacharel e o de pós-graduação na área. Como se não bastasse isso tudo, ainda fui indicado por um amigo, e mesmo assim não fui chamado.

Essa experiência deve ser usada não para criticarmos ou falarmos mal, mas para compreendermos o sistema. A cada dia que passa, vejo que nossos fracassos acontecem por desinformação, por desconhecimento daquilo em que se investe seu tempo, seu dinheiro, seu emocional.  Nesse viés de raciocínio, como podemos acreditar que Macaé está literalmente nos esperando de braços abertos, se um cara qualificado bate a porta e é descartado num processo que tinha muito mais do que uma vaga disponível?

Macaé quer gente mais do que qualificada. Quer gente qualificada, com experiência, que fale inglês, que conheça alguém dentro da empresa e que tenha, enfim, mais alguma coisa que eu ainda não sei o que é.  No mais, o que podemos tirar disso é que o campo de oportunidades offshore é igualzinho a qualquer outro onshore. A competição acontece no mesmo nível dos “terráqueos”.

Então, um conselho para aqueles que estão pensando em largar tudo para entrar de cabeça no mercado offshore: Pense bem. Talvez, com todo o investimento que você fez na sua área de origem, não seja uma boa ideia. Lembre-se que não importa a sua profissão, existem formas de garantir um sustento digno com benefícios bacanas. Você não precisa se reinventar completamente. Faça uma mesa redonda com seus desejos, necessidades, anseios e antes de correr para o offshore, analise e busque todas as novas e antigas oportunidades na sua área.

Agora, se você ainda não sabe o que fazer, enjoy! O petróleo é o campo que paga melhor no Brasil. Se você for um profissional do óleo e gás, invista que você consegue. Lembrando, claro, que vai ser difícil como entrar em qualquer outra área.

A exceção, no meu ponto de vista, ainda são os oficiais de náutica e máquinas formados pela EFOMM. Aqueles ali já saem correndo para o abraço. Então, amigo leitor que tem entre 17 e 23 anos, não perca essa chance. Lógico que um bom profissional não se faz do primeiro emprego. A partir do momento em que o jovem oficial lança sua primeira linha n´água, ele começará a trilhar um longo caminho, com oportunidades cada vez melhores e – portanto – mais exigentes. Em outras palavras, você sempre vai ter que suar a camisa.

Gostaria agora de falar para todos vocês, amigos, que mandam diariamente seus currículos para ver se a gente consegue alguma coisa: Não é a hora de pensar bem? Você acha que está procurando emprego no lugar certo? É duro dizer isso, mas nosso compromisso é com a verdade e não com os acessos.

E por último, para você que se formou em qualquer coisa, não conseguiu emprego, mas fez um cursinho de qualquer coisa offshore e está achando que é só chegar que o boi está na sombra: Nem tenta. O mercado é violento, amigo. Talvez mais violento do que aquele em que você já é formado. Se você resolver se aventurar, vai acabar como os amigos do Jader, do texto “Peregrinos do Petróleo“, que vieram, viram, mas não venceram.

Um abraço, pessoal!

Por Marcus Lotfi

31 COMMENTS

  1. Boa tarde

    só gostaria de complementar também dizendo que não só pessoas de 17 a 23 anos podem se tornar oficiais de náutica e de máquinas, qualquer um que possua uma formação superior em engenharia ou áreas afins, e tenha até 40 anos pode cursar o curso ASON. Inclusive ano que vem muitas turmas serão oferecidas em Belém e no Rio, para isso basta acompanhar os editais no site do Ciaba e Ciaga.

    Boa sorte a todos

  2. Adorei este poste!
    Isso é a mais pura realidade, passei por isso tem exatamente 56 dias!
    Sim, a empresa mandou em 1 dia 60 Profissionais, entre Mecânicos (com CREA e Abramam), Caldeireiros e Soldadores. É isso ai amigos no mesmo dia existia 60 Profissionais “qualificados” , nem sei oque significa esta palavra.
    Será que o QI tbm faça parte de uma das qualificações requeridas nos processos seletivos?

  3. O mais engraçado é constatar que a bordo há um considerável número de pessoas não qualificadas exercendo várias funções isso sem falar nos que dizem ter o ensino médio completo (condição mínima para se embarcar hoje), apresentam um diploma comprovando isso, mas que basta uma conversa mais atenciosa para levantar uma série de suspeitas sobre esse suposto “Ensino Médio”.

    • Concordo plenamente, pois já deixei de enviar currículo devido as exigências e posteriormente descobri que quem conseguiu a vaga não possuia nenhuma das qualificações exigidas pela empresa.

  4. Caro Hugo Lucas, no texto, eu me refiro exclusivamente aos oficiais oriundos da EFOMM mesmo. É que não é de hoje que escuto que os oficiais oriundos do ASON estão com dificuldades para conseguir emprego…Enfim, não devem estar mal, mas não estão correndo para o abraço, no meu ponto de vista.

  5. Janderson,

    como você bem colocou, o QI não só faz parte do processo como ele é fundamental. Principalmente no Offshore, não se chega sem indicação. É claro que existem casos, mas na minha opinião são pontos fora da curva.

    Não sou contra o QI, não. Acho que as empresas precisam saber quem estão contratando, e é aquilo…Entre um qualificado conhecido e um qualificado, melhor um qualificado conhecido.

    No entanto, eu sei o que você quis dizer com QI…É a indicação pela indicação…Isso está errado…Recomendo o texto que escrevi sobre o tema: “O valor da indicação”. Segue o link:

    http://portalmaritimo.com/2011/09/12/o-valor-da-indicacao/

    Um forte abraço!!

  6. Marcus,

    depois que o estudante se torna um oficial, o mercado não quer saber se ele é EFOMM, ASON/M e etc. O que vai realmente importar são suas qualidades técnicas. Existe muitos casos que um MCB que não é nem oficial, comanda uma embarcação onde tem como Imediato CLC. O que as empresas estão preocupadas é com o lucro e não com sua patente ou o curso que você prestou.

    Bons Mares a todos

  7. Caro Hugo, discordo de você.

    O que mais ouço é que oficiais oriundos do ASON não são bem vistos pelo mercado. Pelo que me falam todos os dias, o mercado sabe muito bem a diferença entre um e outro.
    .
    Eu sou formado em comunicação, mas como também sou técnico em segurança do trabalho, posso e pretendo cursar para Contramestre e, posterioirmente, fazer o curso equivalente ao ASON para me tornar oficial de náutica. O ASON, portanto, é a minha única porta de entrada para o mundo mercante. Assim, veja, meu amigo, não discordo por discordar. Recebo telefonemas e e-mails diariamente onde esse assunto é pauta.
    .
    Por isso é que não posso escrever um texto dizendo uma coisa que, até onde eu sei, não é verdade. Eu quero muito estar enganado, porque eu também estou de olho nesse filão.
    .
    Um forte abraço, amigo!

  8. Marcos,

    até onde sei não existe curso para contramestre, e sim o que há é o curso CFAAQ II para tornar-se aquaviário (no caso dos marítimos 1º grupo) e posteriormente CAAQ-I-C para tornar-se contramestre (sub-oficial), depois com os anos de experiência tens a possibilidade de fazer o ACON/M e virar oficial, porém com limitações de acensão de carreira.

    Se tens interesse em ingressar na MM, o melhor caminho ao meu ver, seria entrar com uma liminar e assim tentar conseguir uma liberação para cursar a prova do ASON/M (tenho conhecimento de pessoas que fizeram esse procedimento e conseguiram esta liberação), pois pela tua formação não pode-rás nem concorrer a uma vaga ao CAAQ nem ao ASON/M, devido aos pré-requisitos.

    Como dissesse anteriormente que não podes escrever algo que não sabes se é verdade, também não devias escrever sobre algo que pelo visto não tens conhecimento, te aconselho a dar uma lida na normam 13.

    Abraço e sucesso a todos.

    • Boa resposta Hugo.
      Tbm sou aquaviário e sei muito bem q hJ em dia, já não se faz tanta diferença entre oficiais oriundos do EFOMM ou do ASON.
      Tive diversos professores e a grande maioria deles oficiais da marinha mercante e da marinha de guerra e ambos falam no ASON, ambos trabalham em grandes empresas mercantes e tem um ótimo padrão de vida e muitos deles ou a maioria oriundos do ASON
      Não podemos tirar o mérito da EFOMM, pois é uma excelente instituição em matéria de teoria, mas em questão profissional e é o q mais interessa no mercado aqui fora, vai depender de cada um e se o mesmo se formou pelo ASON ou EFOMM não fara nenhuma diferença aos olhos do Armador, oq realmente fara diferença é ser um bom profissional na prática e claro… Aquele bom e velho QI.
      Não é a instituição de encino q forma um bom marinheiro em geral, mas sim a experiência através da vida no mar. Só o tempo vai determinar em qual nível de habilidade ele poderar chegare é claro a vontade de aprender.

  9. Pra quem já é marítimo como MCB ou CTR e que ir a Oficial, se faz o ACON/M. Também pretendo chegar a esse patamar em breve. Mudando de pauta alguém está sabendo algo sobre a prorrogação ou não de 1 ano para os moços cambarem para marinheiro????????

  10. Excelente o texto sobre o ilusório mercado da indústria do petróleo.
    Realmente, há gente muito bem qualificada que continua “correndo atrás” de qualquer oportunidade para “mudar de vida”.

    Até mesmo para os Oficiais Mercantes existem “senões”. Os oriundos do “Acochambramento/Supletivo para Oficial de Náutica/Máquinas” sofrem – com razão – severos ‘senões’ por parte dos próprios Comandantes e Imediatos de bordo das unidades offshore, sabedores da deficiente formação destas pessoas.

    Eu tenho assustadores relatos de práticos sobre oficiais que sequer conseguem tirar do GPS e plotar na carta um posição. De navios que apagam duas, três vezes em manobras dentro dos portos. Diversos amigos, Comandantes e Chefes de Máquinas, andam sobrecarregados e estressados por ter que lidar com este tipo de pessoal que as escolas tem “despejado” no mercado.

    As escolas estão repletas de “Reformados de Marinha”, que mesmo tendo conhecimento técnico, não conhecem a realidade do meio mercante e muito menos do meio offshore e o nível de conhecimento e formação dos jovens oficiais é algo extremamente preocupante.

    Antes de pensar nas cifras que pode vir a receber no meio offshore e/ou marítimo, o/a brasileiro/a precisa se informar sobre o que é o meio de trabalho que vai encontrar, sobre as dificuldades técnicas, sociais, comportamentais e psicológicas correlatas à este meio.

    sds,

  11. Hugo Lucas,
    .
    Estamos aqui para contribuir com o debate. Em nenhum momento quis trocar farpas com você. E como aqui não existe bate-boca, para mim este assunto acabou.
    .
    Li ontem sobre o curso de contramestre. Não estou equivocado.
    .
    Qualquer comentário seu que eu julgar ofensivo a partir de agora será deletado.
    .
    Obrigado.

  12. Flavio,
    .
    Obrigado pelo seu comentário.
    .
    Foi por conta de comentários como o seu que me motivei a escrever esse texto.
    .
    Um abraço!

  13. ola marcus você esta repleto de razão eu mesmo estou com diverssos cursos na area de elétrica e não consigo uma vaga no offshore ao me ver a maioria das pessoas embarcadas tem indicação ( me desculpe se eu estiver errado ) mas se você bater em porta de alguma empresa e entregar seu curriculo eles vão esperar voce ir embora e vai jogar fora como a maioria faz isso é um descaso para quem gasta uma fortuna em qualificação e ver os seus sonhos irem embora e tem mais existem muita gente que ja estão na area e não querem ajudar aqueles que estão come~çandoé um absurdo .

  14. Boa noite, o forum esta muito bom. Percebi que a defesa da profissão é bonita. Sou engenheiro de petroleo e estou querendo fazer o curso Ason. Voçês podem esclarecer-me como ingressar neste curso?

  15. Marcus Lotfi, excelente seu comentário! Parabens pela visão aguçada.

    Só quem realmente lucra com essa história da falta de profissional no mercado de trabalho são os cursos de qualificação e o Governo. O Governo passa a ideia que está gerando emprego ao montes, e as escolas mantém as salas sempre cheias.

    Essa situação desanima qualquer um, e como analogia, me faz lembrar Grande César no trono do Coliseu de Roma com o “dedinnho” para cima ou “dedinho” para baixo eliminando os Gladeadores. Pelo que vc falou, é assim o mercado de trabalho em Macaé para a área petrolífera. A propósito, creio que o Q.I. não é somente para dar oportunidade de trabalho para os conhecidos, é para afastar uma possível ameaça ao trono do Grande César. Isso se chama desefa de território.

    Essas defesas descabidas de território profissional desanimam de verdade, eu que estava analisando fazer um curso de piloto de ROV para tentar uma oportunidade, estou pensativo se vou ou não jogar dinheiro no lixo com um curso desse.

  16. COM CERTEZA TODOS TEM RAZÃO, TENHO VÁRIOS CURSOS NA AREÁ OFF SHORE,NEM SE QUER SOU CHAMADO, FIZ SALVATAGEM ,HULT,MOPP,CBASI, PERFURAÇÃO DE PETRÓLEO DINHEIRO JOGADO FORA , ATE HOJE NADA NÃO ENTRE NESSE ESPARRO, CAIA FORA E BARRIL ????????????????????????

  17. Hugo Lucas,
    Você está enganado campanha. Como técnico de segurança do trabalho ele poderá sim, cursar para contramestre (CTR) O nome do curso não é CFAAQ e sim CAAQ, curso de adaptação para aquaviários, onde profissionais de nível técnico fazem um curso de adaptação e formam-se CTR ou CDM (nível 5) de acordo com sua formação técnica. Funciona da mesma forma que o ASON/M, que é um curso de adaptação, com o diferencial que os alunos oriundos do CAAQ formam-se no nível 05 (mediante estágio) e os do ASON/M formam-se oficiais, também mediante estágio. Ao invés de procurar rebuscar a NORMAM, uma passada pelo site do CIAGA pode te trazer muita informação.
    Saudações Marinheiras e bons ventos a todos!

  18. gente estou vendo esta materia hoje… macaé tem pessoas qualificadas sem emprego, pois os contratos petrobras exige que tenha experiência na area, como ter experiencia sem oportunidade? Eu tinha crea abraman, mais trabalhava como mecânico em siderugica, então meu curriculo não era aprovado por eu não ter experiencia ofshore

  19. Franklin, então o que faltou(a) para trabalhar ou entrar em terrotório profissional alheio é o Q.I.(quem indica)?!
    ___________________________________

    Minha opinião, porém aceita críticas:
    Com o Q.I. praticamente todas as exigências feitas pelos RHs das empresas e/ou RHs de agências de emprego são aliviadas, ou seja, basta um Q.I. com credibilidade para proferir: “este é gente boa”, ou … que estará dentro.

    Enquanto o candidato a emprego não arruma um Q.I.:

    os responsáveis pela contratação brincam de grande césar no pedestal do coliseu de roma com o dedo para cima ou para baixo eliminando a bel prazer;

    as escolas que ministram cursos ou treinamento na área lucram com os avisados e principalmente com os desavisados;

    o governo faz propaganda que falta profissional, assim faz a galera estudar cada vez mais e ainda passa a ideia que está gerando emprego.

    Todos ou quase todos saem ganhando.

  20. Marcus Lotfi, depois que inventaram a internet somos obrigados a ler textos ridiculos como esse que você escreveu. Enquanto você continua no seu mundinho tentanto desencorajar as pessoas que procuram uma oportunidade na mercante tem muitos entrando e possivelmente em situação melhor que a tua. O TEU TEXTO É REPLETO DE INVEJA PRINCIPALMENTE CONTRA ASON. SINTO MUITO EM TE INFORMAR QUE NÃO CONHEÇO NINGUEM ASOM PROCURANDO EMPREGO E TODOS ESTÃO BEM E GANHANDO CERCA DE R$12MIL. SE VC NÃO CONSEGUIU ENTRAR NÃO TENTA DESVALORIZAR OS PROFISSIONAIS QUE SÃO, NA SUA GRANDE MAIORIA, MUITO BEM VISTOS PELAS EMPRESAS! TA COM PROBLEMAS FINANCEIROS?QUER DINHEIRO EMPRESTADO?É SO FALAR!

  21. Nem estou mais no Portal Marítimo, mas de vez em quando acompanho. Na boa, 1ON, se você conseguiu entrar, beleza…Fico feliz por você. Mas vim aqui para colocar a realidade. Todos os dias, até hoje, recebo currículos de gente desesperada por um emprego offshore. A coisa não está acontecendo. Sobre a situação dos formados pelo ASON, é claro que eu posso estar enganado. Pq não? Mas falo sempre baseado nas opiniões de dezenas de pessoas que me procuram, e o que me dizem é exatamente isso, que os oficiais formados pelo ASON não estão conseguindo emprego com tanta facilidade assim.
    .
    Realmente, depois que inventaram a internet, temos que ler comentários ridículos. Mas como estamos numa democracia, acredito que 23 comentários a favor falem mais do que apenas um falando contra.
    .
    Em nenhum momento quis desvalorizar quem faz ASON, até porque, já comentei que penso em fazer este curso. Meu texto foi pontual. Você entendeu o que bem quis.
    .
    Como se diz no Facebook, sou responsável pelo que eu falo, não pelo que você entende.

  22. Pra falar a verdade já estou quase desistindo do meu sonho, me formei em engenharia de petróleo, atualmente estou fazendo mestrado em Geofísica, mas ate agora nada, só dando aula no Senai e outras escolas profissionalizantes, estou começando a pensar em largar a profissão e montar um negocio, a idade esta chegando 36 anos e fica cada dia mais complicado, atualmente só aparecendo chances para dar aula, queria era estar trabalhando na área. O engraçado é que para ensinar tem vaga pra mim, mas para trabalhar não tem experiencia. rssss.

Deixe uma resposta