Gearbulk e Grieg Star criam joint venture e dominam um terço da frota mundial de graneleiros

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gbgsSeguindo a onda de fusões e acordos, agora a Gearbulk e a Grieg Star anunciaram nesta quarta feira que estão juntando seus esforços para formar uma única empresa de graneleiros.

O anúncio apenas é uma consequência do que foi apontado recentemente pelo Grupo Portal Marítimo em matéria a respeito do mercado de graneleiros, após analisar relatório emitido pela BIMCO (clique aqui para acessar) e aponta uma tendência mundial onde grandes sobreviverão e pequenos passarão por dias bem difíceis.

A joint venture formada vai operar uma frota de navios graneleriros de vários tipos, entre porão aberto, semi aberto e convencionais e a divisão do controle acionário ficou em 65% com a Gearbulk e 35% com a Grieg Star. A Direção da empresa será composta por cinco membros, três indicados da Gear Bulk e dois indicados da Grieg Star.

O Presidente do Grupo será o atual Presidente e CEO da Gearbulk, Kristian Jebsen, com um representante da Grieg Star como Vice–Presidente.

O nome da joint venture ainda não foi decidido, mas o grupo irá estabelecer-se como uma empresa independente, de capital norueguês com seu escritório central em Bergen, na Noruega e diversos escritórios pelo mundo e ainda está sujeita a aprovação que, em acontecendo, permitirá que a empresa inicie suas operações no primeiro semestre de 2017.

“Nós vemos nossas operações como complementares e fazendo com que esta joint venture seja um natural próximo passo para as empresas. Num Mercado com um crescente nível de competitividade, acreditamos que esta nova entidade terá o tamanho necessário para construir e manter um serviço de navegação independente e versátil”, declarou Camila Grieg, CEO da Grieg Star.

A frota gigante formada terá 130 navios. O site vesselvalues.com calculou que esta joint venture vai representar simplesmente um terço da tonelagem de graneleiros no mundo e tem um valor combinado de US$ 800 milhões.

Os contratos em andamento serão todos mantidos e as empresas serão independentes em relação à armação e operação dos navios.

Um detalhe importante é que os negócios que envolvem os terminais (tanto dos da Gearbulk como os da Grieg Star), transbordos de navios e outras operações especializadas, principalmente as que são feitas pela Gearbulk, não foram incluídos no acordo.

Por Rodrigo Cintra

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